segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Véia safada parte II, calor, Ikea

Hoje eu fui na Budget pagar os 315 dólares da franquia do seguro da Budget, graças à uma marcha a ré infeliz e uma véia safada que acelera ao invés de brecar para evitar acidentes. Fui na sede da Budget, perto do aeroporto - e com o mapa a tiracolo, embora agora eu já saiba como chegar do ponto A ao ponto B mais ou menos bem, como Calgary é uma cidade quadradinha a orientação é tranquila - e o espelho retrovisor do carro do vizinho ainda me diz se eu estou indo para norte, sul, leste, oeste e os demais pontos cardeais.

Bom, fui lá falar com uma tal de Miranda St Pierre, uma senhora que está mais para Pierre do que Miranda. Bom, eu fui até além do aeroporto à toa, já que eles não tinham maquininha de débito por lá. Perguntei se tinha alguma caixa eletrônico por perto e o mais próximo era no aeroporto - e o estacionamento por lá é pago. Muito prestativa, a sra. Pierre me deu o endereço de uma outra Budget, ela até fez um mapinha com quatro pontos de referências na estrada e todos os pontos estavam corretos - surpreendente. Fui na outra Budget feliz da vida com o meu cartão de débito, mas eles também não aceitavam - mas desta vez no posto de gasolina do outro lado da rua tinha um ATM (caixa eletrônico).

Paguei e peguei um recibo. Aliás, quando eu pedi o recibo o atendente ligou para um atendente nível 2 e no meio da conversa ele disse "é, eu disse para ele que não precisava, mas ele quer mesmo assim". E eu, tentando ser simpático, disse "you know, that's just in case", mas o coitado estava tão ocupado (eles precisavam de mais uns funcionários por lá) que nem um "yeah" ele falou.

E detalhe que esta outra Budget ficava a DUAS quadras do meu trabalho.

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Hoje está um calor de lascar em Calgary. 36 graus. Celsius. Sério.

A gente foi na Ikea hoje comprar uns quadros, um espelho grande e uma capa para a cama (é como se fosse um colchão de "cima", mais macio), mas infelizmente a tal da capa estava esgotada. Ir na Ikea é um ritual. A primeira parte do ritual é ficar tentando fazer aquele carrinho maldito ir na direção que você quer. A segunda parte é montar tudo em casa. A terceira parte é apreciar a obra.

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Nos meus últimos passeios de carro eu estou levando o mapa a tiracolo. Hoje na volta do trabalho de uma BELA de uma ajuda. E eu passei por uns dos bairros mais bonitos de Calgary, que fica na beira do Elbow Park. Quando o calor acabar e minhas pernas pararem de doer eu vou dar uma pesquisada e colocar o nome do bairro, história, localização e percentual de imigrantes aqui. Nem vou pesquisar o valor médio do aluguel que eu não quero ficar triste.

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TRINTA E SEIS GRAUS. Imagina o Brasileiro que ao ouvir Canadá só pensa em pinguim (que aliás nem tem aqui, só no polo sul), e quando chega aqui se depara com um calor tropical. E como as casas aqui são projetadas para manter o calor fica um calor de lascar do lado de dentro. O bom é que a temperatura que agora é de 20 graus será de uns 17 no decorrer da noite, e de madrugada dá até para colocar o edredon.

Eu VOU ME ARREPENDER DE FALAR ISSO DEPOIS, mas eu até senti falta da neve, por uns poucos segundos...

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Fui!

2 comentários:

Radiá disse...

Engraçado mesmo, sempre que falo em ir morar no canadá, a primiera coisas que as pessoas falam é sobre a neve, o inverno, o frio em si... como vamos nos adaptar ao inverno rigoroso. Fica até estranho falar de 36º positivo.

Soraya Cruz Wallau disse...

Ah, a casa do vizinho tava bem fresquinha, deu até vontade de ficar por lá. Bjinhos.