De vez em quando eu fico sem escrever.
De vez em quando eu escrevo besteiras, que nem um filme de ação vazio e barulhento com umas cenas legais, orçamento caro e umas moças bonitas, que é legal por meia hora mas que depois fica meio monótono.
De vez em quando eu filosofo.
É engraçado a capacidade que eu tenho para não ter medo de bicho nenhum, mas para morrer de medo de subir a escada do porão depois de ver um filme de terror com criancinhas que dão risadas macabras. Acho que de alguma maneira isso deve ser conectado à minha infância - eu praticamente cresci na selva (mãe, estou exagerando um pouco), mas a casa da minha mãe era grande, bem grande, e os pinheiros que a gente tinha no jardim batiam no telhado quando ventava e a casa inteira ressonava. Literalmente, parecia que tinha umas dez pessoas no andar de cima da casa, quando eu sabia que eu era a única alma (viva) ali. Mas eu acho que o meu medo de escadas vem de um dia em que eu desci a escada e juro de pé junto que ouvi uns passos atrás de mim, descendo a escada rápido, como se fosse uma alma (viva?) com mais pressa do que eu.
Lembra do filme Sexto Sentido, em que o menino corre até o quarto e se enfia embaixo do lençol, como se o lençol fosse um campo de força que não deixasse nada entrar? Eu era igual, mas eu nunca vi "dead people". O meu ceticismo em relação aos assuntos relacionados ao que eu não posso ver de certa maneira se chocam com as minhas lembranças de infância.
Se você está arrepiado, bata palmas.
Pode ser também que a minha memória valorize um pouco as coisas - e, em relação às coisas que eu já ouvi, não duvido nada disso. Quando eu era criança, e mesmo hoje, eu não consigo dormir de jeito nenhum com relógio de corda - ou qualquer coisa que faça Tic-Tac. Em casa tinha um relógio de Quartzo que fazia um barulhinho ridículo com o ponteiro dos segundos. Um "tic, tic, tic", bem baixinho, mas que depois de 5 minutos virava o barulho de um serrote - e pronto, eu achava que tinha alguém serrando a porta da minha casa. Junte com isso o "nhec, nhec" dos galhos dos pinheiros no telhado de casa, o estalo dos móveis em uma noite fria depois de um dia de calor, os gatos no cio chorando do lado de fora, os sapos coachando, os grilos grilando, os cachorros latindo e as vacas mugindo (brincadeira, não dava para ouvir as vacas), e dá para ter uma idéia de como uma imaginação fértil ganha milhagem grátis.
Eu acho que eu já escrevi o "kit prevenção de sustos não intencionais após ver filme de terror", mas aqui vai - depois de ver um filme de terror, eu:
. Memorizo se todas as portas estão abertas ou fechadas;
. Abro a cortina do box rápido e deixo ela aberta depois;
. Não fecho o olho no banho - a não ser que o shampoo seja ardido demais;
. Pulo na cama e deixo todos os meus membros (sem trocadilhos aqui) para dentro da cama - ou seja, eu não durmo com o braço para fora e a mão raspando no chão.
A não ser que seja um filme de zumbi - neste caso, eu cumpro só uma ou outra TOC da lista acima.
Semana passada, o Fabrício estava aqui conosco. O Fabrício é um amigo nosso da época do colegial - parte da "tchurma" (que gíria brega). O Fabrício tinha uma namorada cuja família tinha uma casa de campo em Amparo - tudo no passado, o namoro acabou e a casa foi vendida. A casa era linda de dia e apavorante à noite. A história aconteceu com o Fabrício e não comigo. Vamos tentar contar o causo:
"
Depois de usar o banheiro, Fabrício não apagou a luz e nem fechou a porta, já que o corredor até os quartos era escuro e sem janelas - a luz da lua cheia ficava restrita à cozinha, à sala e à uns poucos quartos. De peito estufado, pés descalços e pernas trêmulas, ele se dirigiu ao seu objetivo, o quarto da porta que ficava à esquerda. Em segundos que mais pareciam horas, metros foram vencidos e o objetivo conquistado... Será?
De algum lugar na direção da cama vem um "hihihi" em uma voz infantil, uma risada inocente e ao mesmo tempo apavorante. O nosso protagonista, inabalado com o estranho som, exclama:
- Quem está aí? APAREÇA!!!
No que o criado mudo começa a se mexer. Nosso protagonista, desta vez mais abalado do que antes, seus olhos em terror diante do inexplicável acontecimento, se prepara para correr em direção à qualquer lugar em que risadas macabras não venham de baixo da cama e onde criados mudos não tenham vontade própria, quando aparece uma criatura saída de debaixo da cama.
Não uma, mas duas! Duas crianças, sobrinhas de alguém na casa, que foram brincar embaixo da cama e que quase mataram o tio Fabrício do coração. Eu tiro sarro dele, mas eu teria que voltar para o banheiro depois dessa.
O Fabrício protagonizou outra história em Itatiba, quando ele e um outro amigo resolveram assustar umas meninas fazendo a brincadeira da "noiva da meia-noite" (uma mulher de vestido de noiva aparece à meia noite atrás da igreja), usando uns lençóis brancos e uma ou outra improvisação sem vergonha - mal sabiam eles que, enquanto eles bolavam o plano deles, uma das meninas pediu para a mãe colocar um vestido de noiva de verdade e ir dar um susto nas "noivas" no momento em que eles estivessem atrás da igreja.
Eu sempre penso que quem está tentando dar um susto é também quem está mais propenso a se assustar. Imagina você, à meia noite, atrás de uma igreja com todos os seus símbolos, pedras escuras e afins, adrenalina a mil esperando a vítima inocente aparecer, quando surge uma noiva de verdade fazendo "bú!". Eu, hein!
Tudo isso foi para dizer que a Soraya está indo para o Brasil e eu vou passar quase dois meses sozinho (eu vou em Janeiro, então é como se fosse só umas semanas).
Dois meses sem ver filme de terror e mudando de canal toda vez que aparecer a propaganda de um.
Fui!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Os causo
Foi o
Ravi
at
7:50 PM
4
comments
Links to this post
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Eu tenho tanto para te contar...
... mas ando meio sem tempo. Vou colocar os tópicos do que eu gostaria de falar aqui:
Moradores de rua
Eu quero falar sobre como morar no Canadá mudou a minha opinião sobre o que é ter moradores de rua. Eles vão existir em qualquer sociedade e são, de certa maneira, um sinal da liberdade que aquela sociedade vive. Aqui morador de rua usa a biblioteca, anda de ônibus e dorme em abrigo da prefeitura. Tem alguns que são drogados, tem alguns que roubam, tem alguns que trabalham, e provavelmente existem os que, como no file The Soloist não conseguem dormir em lugares fechados.
Liberalidade
Na volta de Waterton tivemos uma conversa bem legal sobre direitos, deveres e afins, e eu descobri que eu sou mais liberal do que eu penso - a minha filosofia é uma frase meio piegas que eu ouvi na adolescência mas que é bem legal:
"A sua liberdade acaba onde começa o meu direito"
Ou seja, tem poucas coisas que a gente pode proibir ou obrigar. Eu sou a favor de liberar logo a maconha mas sou realmente contra drogas mais fortes, como cocaína, heroína, crack ou o que for, que só levam a sociedade para baixo. Eu sou pessoalmente contra o aborto, mas sou a favor de existir a opção para as mulheres. Eu sou a favor da liberação da jogatina (o motivo da nossa conversa no carro), mas desde que exista um sistema, pago com o imposto dos casinos, para proteger e ajudar quem é viciado na jogatina. Eu sou a favor do casamento gay, hoje em dia eu acho até legal que as pessoas possam manter a cultura dos seus países de origem (e nós, Brasileiros, somos imigrantes como qualquer outro), e eu uso cinto de segurança quando eu ando de carro.
Em resumo, se uma lei existe apenas para proteger o cidadão do cidadão mas esta lei também dita em demasia o que o cidadão pode ou não pode fazer, eu sou contra.
WI-FI
O Fabrício estava com o seu iPod Touch no bolso, perdido na rua um dia destes, quando perto de casa reparou que a sua localização no Google Maps tinha mudado. E veio aquela dúvida - como é que o iPod sabia onde ele estava?
. O iPod não tem GPS;
. O iPod não tem capacidade de se comunicar com antenas de celular, ou seja, não dá para triangular a posição dele.
E aí eu vou pesquisar e descubro este site:
http://www.skyhookwireless.com/
Basicamente, quando você está na rua, você pode enxergar as redes WI-FI da vizinhança, mas não pode se conectar à elas - a única informação que você pode obter é o identificador destas redes. Os malucos desta empresa andaram pelas ruas de Calgary com um carro que tem um GPS e um modem WI-FI, e criaram um banco de dados com o número da rede WI-FI e o lugar onde ela está. Quando o Fabrício se conectou no Google Maps, ele provavelmente baixou parte deste banco de dados e, conforme ele andava, a sua localização ia sendo atualizada de acordo com a rede WI-FI mais próxima dele.
Que coisa.
Foi o
Ravi
at
11:15 AM
3
comments
Links to this post
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Dirigindo na noite de Halloween...
... em uma estrada de cascalho coberta de gelo, usada por "log trucks", sem ver uma alma humana por 3 ou 4 horas, com um farol que não é lá estas coisas:
Dava para enxergar mais do que isso, mas não muito mais do que isso. Em certo ponto da viagem eu deixei a luz do painel e a luz do GPS no mínimo só para ficar mais fácil de ver a estrada...
PS: Chegando em Pincher Creek fomos tentar comprar comida em um bar onde estava acontecendo uma festa de halloween. Eu topei com a morte e a diaba riu da minha cara.
Ninguém merece.
Fui!
Foi o
Ravi
at
11:03 AM
6
comments
Links to this post
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Epiphany
Uma vez, há muitos e muitos anos atrás em uma cidade distante (São Paulo), conversávamos à beira da carruagem (o fretado) sobre o que faríamos se tirássemos a sorte grande (a tal da loteria). A minha única certeza era parar de trabalhar e fazer o que eu faço por diversão e não por obrigação. Um outro ia comprar uma Ferrari. Alguns iam conhecer o mundo. Muitas mães iam ganhar uma casa nova, alguns irmãos o capital necèssário para começar um negócio, mas um me surpreendeu:
- Eu ia aprender a tocar violão.
Violão? TOCAR VIOLÃO? Você precisa de ganhar na LOTERIA para tocar violão? Será que era o tempo que faltava, o instrumento que era caro ou ele que queria ter aula direito com o Eric Clapton?
Violão não é caro, na minha adolescência eu tinha um amigo (o Kb.Lo) que tem um irmão que é músico e que conseguia os violões quase de graça. Um dos violões tinha um monte de adesivos e, depois que a gente resolveu descolar tudo, a coitada da viola nunca mais foi a mesma.
Por mais que o cara quisesse aprender a tocar violão com o Eric Clapton, duvido que ele fosse querer ensinar. Nem ele, nem o cara do Iron Maiden, nem o do Led Zeppelin, nem o do Asa de Águia.
Acho que o lance dele mesmo era tempo. Eu aprendi a tocar violão na época em que eu mais tinha tempo livre na minha vida depois dos 16 anos, ou seja, aos 17. Quer dizer, "aprender" é um pouco de exagero de minha parte... Mas mesmo sendo um adulto, ainda sobram umas três horinhas por noite para aprender. Ele precisava é fazer que nem o cara do filme Mais Estranho Que a Ficção e não precisar ter um momento de redescoberta para começar a fazer as coisas.
...
Estes dias eu estava falando com um outro desenvolvedor na minha empresa e descobri que ele também não tem nível superior. Eu já pensei em fazer faculdade mas a minha época já passou e não é algo que eu lamente. Hoje em dia, para uma faculdade fazer qualquer diferença, eu ia ter que fazer um Master ou Bacharelado ou qualquer coisa assim, iam ser 5 anos sem dormir direito à noite e sem acompanhar o moleque direito.
No fim das contas, pesando os custos e os benefícios, não vale a pena.
Faculdade aqui conta menos na área do que no Brasil - as pessoas tentam ser mais pragmáticas - e em muitas posições, eles descrevem os requerimentos como sendo "formação na área ou experiência correspondente". Ou seja, se você tem faculdade, até é aceito que você tenha menos experiência - mas se você tem um monte de experiência e não tem faculdade, tudo bem. No Brasil, pelo menos nas empresas grandes (leia-se "bancos"), o processo nem começa se você não tiver o nível superior - não importa quem você seja.
Há um tempo eu tive uma discussão com um amigo meu sobre um projeto que alguém queria votar para obrigar os profissionais de TI a ter formação na área para trabalhar, e sobre o quanto eu achava que esta lei era desnecessária e míope. Embora uma faculdade com certeza ajude, alguns dos melhores programadores que eu conheci não tinham nível superior, ou tinham em outra área (Matemática, por exemplo), ou tinham só colegial técnico (meu caso), e um nem colegial tinha acabado. E ele era bom. Quando eu vi que a exigência da faculdade de jornalismo para poder ser jornalista tinha acabado, me lembrei desta discussão - e olha - eu sou TOTALMENTE a favor de NÃO haver a exigência de ser formado na área para ser jornalista. A lei começou na época da ditadura justamente para limitar quem podia ser jornalista, para apenas limitar quem podia falar mal do governo.
A faculdade deve ser algo que se faça para APRENDER, e não uma garantia de um título - no Brasil é comum as pessoas acharem o filme bom pelos créditos e não pelo conteúdo.
...
Se eu ganhasse na loteria eu ia:
. Viajar com a família pelo mundo.
E o resto não ia ser tão importante. Mas, de certa maneira, eu já estou viajando com a família pelo mundo. Queira ou não queira, estamos do outro lado dele, e a minha família também já viajou metade do mundo!
Fui!
Foi o
Ravi
at
9:17 PM
5
comments
Links to this post
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
O kit de química
No Sábado foi o aniversário do Arthur, e no Sábado à noite abrimos os presentinhos que ele ganhou:
. Um quebra-cabeça em 3D;
. Um Batman e o vilão do Batman - o Arthur quase acertou meu olho umas 3 vezes com a flechinha do vilão, e eu acertei ele algumas vezes com a minha flechinha;
. Dois carrinhos de fórmula 1 feitos de Lego - montei e sobraram quatro peças - será que eu montei certo?
. Um caminhão de bombeiros;
. Uma camiseta invocada;
. Uma pista de corrida do Hot Wheels;
. E possivelmente uma coisinha ou outra que eu esqueci de mencionar.
A Cecília deu um "vale presente" e hoje fomos escolher alguma coisa para o pequeno. Ele quis comprar um "kit cientista", e a nossa sala/ cozinha/ basemente nunca mais serão a mesma. O kit até que é legal, mas as instruções podiam ser 30 vezes melhor do que elas são. Eu não consegui entender como montar uma bobina que é usada para medir a corrente que passa em um circuito. E olha que ensinaram isso na escola, eu fiz IUB (eu tinha 14 ou 15 anos e queria aprender eletrônica, quando chegou na parte difícil eu larguei mão), eu gosto destas coisas e eu já ajudei a enrolar transformador, mas nada disso serviu para entender a "imagem" mal desenhada que eles mandaram no manual.
Mas eu vou conseguir - nem que eu tenha que pesquisar na internet como é que faz um desses.
O pequeno ficou bem feliz - também, foram duas festas - uma na Sexta-feira, só com a gente, e outra no Sábado, para os amiguinhos. O bolo da Sexta-feira derreteu na geladeira e o bolo do Sábado, sobrou metade, assim como todo a comida da festa, já que calculamos mal e compramos praticamente o dobro da comida.
...
Para variar, começo a escrever em um dia e acabo no outro. Achei a foto do batismo do Arthur hoje:
![]() |
| From Álbum Arthur - Sempre Atualizado |
O mais engraçado de tudo é olhar esta foto e me sentir na década de 80. Eu nunca mais vou usar bigode. A Soraya sente falta do óculos de vez em quando, eu nunca mais senti falta do bigode, ele coçava horrores.
Sensacional.
Vou fingir que sei trabalhar agora.
Fui!
Foi o
Ravi
at
8:36 PM
4
comments
Links to this post
sábado, 24 de outubro de 2009
Arthur Wallau, sete anos depois
Hoje é o aniversário do pequeno, 23 de Outubro. Em 2002, em Santos, nascia o Tutú.
. Em Outubro de 2002, ele nasceu!
. Acho que em Janeiro ou Fevereiro ele já encarou a primeira viagem, para o Rio Grande do Sul, conhecer a família do papai (eu). Nesta viagem um tio meu já reparou que o Arthur provavelmente ia ser canhoto (ou foi depois? Eu lembro de tudo, mas não guardo as coisas em order cronológica)...
. Lá pelo final de 2003 ele começou a andar de verdade e aí ninguém mais conseguia segurar o menino. Eu não gosto daquele andador onde a criança não se equilibra (um que não tem como a criança cair), a gente achou um outro que ele empurra com as mãos (como se fosse um adulto empurrando), e foi isto que fez ele andar bem;
. Eu lembro que o Arthur tinha um triciclo e que ele andava rápido naquele troço. Até mergulho na piscina do prédio da minha sogra já teve (a piscina pequena que dava pé para ele). Depois a madrinha dele deu uma bicicleta, mas ele teimava em gostar mais do triciclo;
. Um dia adotamos a Nina, nossa cachorrinha que a minha mãe adotou depois. A Nina era terrível - era um amor de cachorro, mas tinha uma energia infinita. A coitada da cozinha do nosso apartamento nunca mais foi a mesma! O Arthur tinha uma relação de amor e pavor com a Nina;
. O Arthur conheceu algumas cidades do Brasil - Santos, São Paulo, São Vicente, São Sebastião, Paraty, Jaguariúna, São Paulo, Torres, Porto Alegre, e provavelmente mais uma meia dúzia que eu esqueci de mencionar aqui - ops, lembrei mais uma - Serra Negra - quer era ótima para curar qualquer alergia.
. Em 2007 viemos de mala e sem cuia para o Canadá - O Arthur demorou para falar Inglês e agora só quer falar a língua Saxã. É Saxã? Está escrito certo?
O Arthur já teve a fase dos trens e agora está na fase de "cientista", tanto que o tema da festinha dele vai ser o sistema solar. De presente de aniversário ele pediu um telescópio (comprei um baratinho, vamos ver se a gente vai conseguir ver alguma coisa no fim das contas) e um helicóptero de controle remoto que também não é das coisas mais caras.
Hoje eu saí mais cedo do trabalho para passarmos a tarde juntos, pena que no fim da tarde me bateu um soooooono. Mas ele adorou que estávamos nós dois esperando o bumba da escola. Ele ficou todo feliz e falou que foi o "melhor aniversário ever"! Figurinha.
Vai entrar em um programa especial da escola para acelerar a leitura e a escrita - mas ele já está lendo e escrevendo, male male, mas aprendendo. A gente teve uma reunião na escola e ele disse que o que ele mais queria é aprender a escrever direito. Figurinha.
Feliz aniversário!
Foi o
Ravi
at
12:26 AM
6
comments
Links to this post
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Visto
Segunda-feira fomos no consulado.
Terça-feira chegou o visto (pelos correios).
Foi rápido!
E o visto é válido por 5 anos!
Já que o governo dos Estados Unidos nos considera "residente permanentes" do Canadá (senão eles não dariam o visto por tanto tempo), bem que o governo Canadense podia fazer o mesmo, "tomaticamente".
Foi o
Ravi
at
11:03 AM
4
comments
Links to this post
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Curtas!
Eu tenho recebido mais comentários que o normal nos últimos dias!
E, embora eu ache que comentário não tenha que ser respondido, eu me sinto mal por não responder - embora eu não me sinta mal quando meus comentários (os poucos que eu deixo) não são respondidos.
Às vezes o tempo é curto, às vezes eu também não saberia o que escrever. A Soraya que manda bem na hora de responder os comentários.
Como dizer que você gosta de responder comentários, mas não consegue responder comentários, sem ofender ninguém? Espero que eu tenha conseguido!
...
Hoje eu estava lendo o Le Québec Nous Attend, e o autor estava falando sobre as dificuldades de conseguir o primeiro emprego aqui. Eu concordo com o que foi dito no post e só acrescento que sim, pode ser difícil arrumar o primeiro emprego aqui (eu digo por experiência dos outros já que eu vim com Work Permit), os empregadores vão dar preferência para Canadenses com menos qualificação do que você, e você, imigrante Brasileiro, é tão bom quanto qualquer outro.
É a realidade. Eu li em algumas páginas da Internet (cujo link não vou colocar aqui já que a informação me pareceu mais a opinião pessoal de alguém do que fato científico) que o Canadá não precisa de tantos imigrantes como os que entram aqui todo ano. Está sobrando gente para sub-empregos, e os "bons" empregos ficam para o pessoal daqui. Eu vejo como se fosse um clube e, para poder usar a piscina "boa", você tem que ser daqui - caso contrário, é só sobra a "geral".
Existem exceções, e depois de algum tempo vem alguém te dar o cartão para poder ir até a piscina boa. Mas é como eu vejo as coisas aqui - eu falo para a Soraya que eles deviam mudar as fotos do A&W, mostrando mulheres loiras, altas e sorridentes, e colocar mulheres Filipinas, de estatura média e também sorridentes. Não porque é preconceito, mas porque são os imigrantes Filipinos que servem o lanche para os Canadenses. É como se o ciclo de usar os serviços do Terceiro Mundo continuasse - os produtos baratos vem da China, a mão de obra também.
A saída é vir com a expectativa baixa, calçar as sandálias da humildade, e ralar até conseguir "o" emprego, e torcer para ele vir antes da pilha acabar.
...
Mudando de pato para ganso. Hoje fomos no Consulado Americano, e eu nem dormi com a imagem do Zé que me entrevistou da última vez. Eu ia achar que eles iam implicar com o fato de eu querer tirar um visto de turismo e não só de trânsito, que ia ter coisa preenchido errado, que o Arthur ia ser interrogado, e no fim, foi uma tranquilidade só.
Quer dizer, tirando o alarme de incêndio que disparou no meio da manhã, a evacuação do prédio e a zona na hora de voltar para o Consulado.
Mas, no fim, parece que vamos conseguir o visto (eu tinha o visto, com três entradas nos Estados Unidos, e acho que isto ajuda), vai ser de turismo e negócios (para mim), e vai ser válido por mais tempo (ou seja, não só até Março, quando vence a minha WP atual, mas por um período maior, já que eu já posso aplicar para a PR de acordo com a já não tão nova lei de imigração destas bandas).
Fui!
Foi o
Ravi
at
9:33 PM
0
comments
Links to this post
Lendo uma reportagem da Wired no trabalho, antes de ir para casa...
... falando dos pais que optam por não vacinar os filhos e dos problemas que isto vem causando - doenças erradicadas ou extremamente raras que estão matando crianças - reparei com o seguinte parágrafo:
The rejection of hard-won knowledge is by no means a new phenomenon. In 1905, French mathematician and scientist Henri Poincaré said that the willingness to embrace pseudo-science flourished because people “know how cruel the truth often is, and we wonder whether illusion is not more consoling.” Decades later, the astronomer Carl Sagan reached a similar conclusion: Science loses ground to pseudo-science because the latter seems to offer more comfort. “A great many of these belief systems address real human needs that are not being met by our society,” Sagan wrote of certain Americans’ embrace of reincarnation, channeling, and extraterrestrials. “There are unsatisfied medical needs, spiritual needs, and needs for communion with the rest of the human community.”
Looking back over human history, rationality has been the anomaly. Being rational takes work, education, and a sober determination to avoid making hasty inferences, even when they appear to make perfect sense. Much like infectious diseases themselves — beaten back by decades of effort to vaccinate the populace — the irrational lingers just below the surface, waiting for us to let down our guard.
(http://www.wired.com/magazine/2009/10/ff_waronscience/all/1)
Não vou traduzir tudo - mas basicamente, o texto diz que é "a verdade é cruel, e às vezes a ilusão é mais consoladora".
Por exemplo, dizer que o Brasil perdeu a copa por causa do técnico quando, na verdade, talvez o outro time seja melhor. Ou acreditar na opinião ao invés na opinião de um médico quando o assunto é relacionado à vacinação. O artigo vale a pena ser lido.
Fui!
Foi o
Ravi
at
7:55 PM
0
comments
Links to this post



