O mar...
Vancouver é sensacional. Não parece o mesmo Canadá de Calgary. A cidade é mais iluminada, as ruas são mais movimentadas, o clima é de calor, e tem aquele detalhe, o MAR.
Gostei.
Quando eu voltar eu conto mais.
Fui!
Me At Canada
Domingo, 12 de Julho de 2009
O mar...
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Ravi
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2:49 AM
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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Assim como a Soraya, eu ando meio sumido! Mas é que a família veio nos visitar e nós estamos tentando passar mais tempos com eles e menos tempo na frente do computador. Final de semana passado nós dirigimos pela Icefields Parkway, uma estrada que liga Banff à Jasper e passa pelo meio das montanhas. Nós vimos um lobo, um veado, mas não teve nenhum urso no caminho.
Mas a estrada é mesmo linda. E o Peyto Lake é realmente sensacional. Meu pai tem uma revista de vários anos atrás (eu me lembro bem desta revista) que tinha uma reportagem sobre a rodovia - e a gente pensou - bom, vamos lá ver como é! Acho que a experiência ficou de acordo com o esperado, embora as fotos da revista estivessem mais ensolaradas. A viagem foi longa, acho que eu andei uns 1100 KM no final de semana...
... o que não é NADA, já que neste final de semana eu vou dirigir até Vancouver! Mamãe, não se preocupe que quando você vier nós vamos fazer uns passeios legais também! Mas, voltando, pela primeira vez em QUINZE meses eu vou ver o MAR, o AZURZÃO, o MARZÃO SEM FIM NEM FRONTEIRA, o OCEANO PACÍFICO. Vou tentar não chorar quando eu vê-lo.
Agora é hora de ir. Bejunda em todos.
Fui!
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Ravi
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6:11 PM
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Domingo, 28 de Junho de 2009
Morreu a Sarah Fawcett. Morreu o Michael Jackson.
E hoje morreu o tiozinho da barba:
Eu até que gostava da propaganda do OxiClean...
http://www.cnn.com/2009/SHOWBIZ/TV/06/28/mays.death/index.html
Sobre ele:
http://en.wikipedia.org/wiki/Billy_Mays
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Ravi
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3:10 PM
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Escrevendo de verdade
Ontem foi um dia de vento em Calgary. Ventou como não venta do pedaço de Brasil que eu vento. Ventou de ouvir os barulhos nas folhas das árvores lá de longe. Ventou tanto, mas tanto, que o barulho do trator na construção do caminho de casa para o trabalho vinha em ondas. Ventou tanto que até o pessoal que mora aqui falou que ventou mesmo.
Ontem eu fui buscar a bicicleta da secretária aqui do trabalho com a Soraya e o moleque. Eu perguntei de uma bicicleta para vender, ela disse que tinha uma que não usava mais e que eu podia ficar com a bicicleta se eu quisesse. Três semanas depois fui lá eu resgatar a magrelinha do seu ócio, mas no fim das contas era uma bela de uma bicicleta que estava só largada em um canto, com pó por todos os cantos. Falei com alguém com quem eles (ela e o marido) dividiam a casa (coisa bem comum aqui, mesmo para casais), e fomos embora. Mas toda esta história foi só uma desculpa para contar outra coisa.
Mas que bairro bonito este que eu fui ontem! É perto de casa, se chama Strathcona, e eu acho que eu nunca prestei muita atenção de fato na geografia do lugar. Tudo muito arborizado, ladeiras, algumas vistas, o barulho do vento nas folhas das árvores (este é aquele tipo de barulho bonito mas que incomoda - eu prefiro barulho de mar), algumas construções mais antigas, ruas e casas que não são pasteurizadas. Bem interessante, embora seja uma vizinhança cara (acho que mais cara do que onde eu moro).
Bom!
Falando em ruas e afins, ontem ou uns dois dias atrás eu fui almoçar com os "chefes" - o almoço foi bom, mas eu falei tanto do Brasil que depois eu fiquei pensando que eu devo ser uma companhia chata para almoços, eu sempre falo das "diferenças de Brasil e Canadá", ou "como é imigrar e o que é que a gente sente", mas são as pessoas que perguntam e eu tenho que responder, ora pois! Não me pergunte "como é que você está?" porque eu vou contar e não simplesmente abanar a cabeça!
Mas... como é imigrar? (ou simplesmente morar em outro lugar por dois anos, já que imigrar mesmo, eu não imigrei)
É... estranho.
Em relação ao Brasil, por exemplo, é como estar longe, vendo tudo acontecer do alto, sem poder participar de verdade. É como se...
...a roda continuasse a girar por lá mesmo sem a gente para empurrar.
...os nossos pais continuassem a envelhecer mesmo sem a gente lá para ver.
...as crianças continuassem a nascer sem a gente lá para tentar chutar se é menino ou menina.
...a cidade continuasse a crescer sem a gente lá para se queixar do barulho da construção.
A gente sabe que a vida continua, mas a gente não está lá para ver.
Eu vi uma foto recente das minhas irmãs (por parte de pai) e pensei "quando é que estas meninas espicharam deste jeito?". Um dia falei com a Tatá, priminha do Arthur, de quem eu me lembro falando "gugú-dadá", e ela já sabia falar frases completas, com direito a "tio Ravi" e tudo! Pode?
Acho que eu preciso falar mais com os meus amigos e com a minha família. Ando meio "home sick" já que faz um tempinho já que eu não paro para conversar ao telefone por meia hora. A última vítima foi o Kb.Lo, que estava "cochilando" à uma da manhã. Quer saber? Acho que vou ver o mar! Estava falando com a Soraya e com um outro amigo meu, meu carro já andou trezentos e vinte e cinco mil quilômetros, acho que ele aguenta mais uns dois mil!
Fui!
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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Os últimos acontecimentos!
Nestes dias de trabalho no escritório, sol que se põe tarde e preparativos para receber a família, tem sobrado pouco tempo para escrever no blog. Mas vamos tentar contar um pouco do que tem rolado nos últimos dias.
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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Curtas
Hoje a gente viu Casablanca. Não sei se eu já tinha visto antes (eu acho que lembro de uma parte ou outra), mas hoje eu vi e entendi - e o filme é bom. Para quem não sabe, o filme se passa em Casablanca, que é a capital do Marrocos, no norte da África. Diálogo meu com o Mohammed, que é do Marrocos:
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Ravi
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11:13 PM
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Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
Cada um dos círculos marrons (ou semí-círculos) é um campo de beisebol
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Ravi
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Esta era a van azul!
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Sábado, 13 de Junho de 2009
Banff Gondola
Bom, já temos mais um lugar para visitar quando a família (pai & companhia em Julho, mãe em Agosto) vier visitar.
Banff Gondola!
Sensacional... Fotos aí embaixo. No fim tem umas fotos do tremendão - onze anos depois das outras fotos que eu coloquei.
Fui!
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10:27 PM
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Curtas
Hoje depois que a Soraya foi no médico fomos em um parque na cidade, perto do nosso primeiro apartamento, onde o pessoal do meu último emprego tinha marcado de jogar vôlei "de praia" - tinha uma areia marrom lazarenta que ralou meu joelho quando eu fui tentar resgatar uma bola - e foi bem legal. Jogamos dois sets, perdemos os dois, mas não foi por muito. Eu fiz alguns pontos, resgatei algumas bolas, tentei fazer um ou dois ataques que acabaram na rede, acertei vários saques (fiz 5 pontos em sequência), tentei fazer o povo acertar a formação na hora de receber o saque adversário (éramos em seis, como em um jogo normal), mas a pessoa da rede teimava em tentar receber a bola - o que é errado já que você tem que saber onde jogar a bola na hora de receber.
Mas foi bom saber que eu ainda sei o básico do básico. Talvez eu volte lá semana que vem para jogar mais uma partida, ou quem sabe, duas. O Arthur e a Soraya ficaram brincando no parquinho - o programa "canse o menino" está agora em andamento, para ver se o pequeno sonâmbulo dorme a noite inteira - nos dias em que a gente "cansa" ele, o sono vem que é uma beleza.
...
Algumas coisas legais do tremendão (o nome da van vermelha):
. Ela não parece tão velha já que o modelo em questão ficou "no ar" por vários anos;
. Tem porta dos dois lados;
. O banco mais de trás corre para frente e as bicicletas couberam direitinho quando este banco fica rebatido;
. O ar condicionado funciona - mas tem um cheirinho estranho, que deve dar para tirar com um spray X vendido na Canadian Tire.
Agora é hora de pegar estrada (como se a viagem de volta de Tree Hills não valesse).
...
Coisas que eu aprendi no trabalho nos últimos dias:
. Hibernate Annotations;
. Que Hibernate Annotations não é uma bala de prata e que talvez eu tenha que ir com o bom e velho JDBC mesmo;
. Que ontem o cara das Arábias disse que tinha um negócio pronto sendo que ele não testou - e o troço explodiu na cara do cliente - e que hoje o Zé Buscapé (nem o Fabrício reclamava tanto) disse que não ia dar para resolver o problema porque o futuro Papai Noel faltou e só tinha o patriarca. Eu só sei que fiquei feliz que não sobrou para mim já que eu fiz o dever de casa, mas, olha, a chefa ficou brava;
. Que antívirus não presta para nada mesmo. Um dos clientes da gente disponibilizou um computador para fazermos conexão remota, e na hora de usar o bichinho descobrimos que ele era um feliz e contente criadouro de diversos vírus de computador - isso com o McAffe lá na barra de tarefas comendo metade dos recursos da máquina. Hoje eles limparam o computador mas eu preciso lembrar de não rodar nada que eles mandem para a gente;
. Que é bom quando não tem um prazo ABSURDAMENTE apertado e dá para atingir 90% de test coverage. E que é mais legal ainda quando dá para usar HSQLDB como base de dados para testes.
E nos últimos dias:
. Eu finalmente estou aprendendo a usar Java Generics direito - indo além do básico;
. Eu finalmente perdi o medo de usar hashes, equals e toda esta parafernália na hora de importar dados, montar tabelas e afins - e nesta jornada, meus programas diminuíram de tamanho, usam menos memória, rodam mais rápido e não reclamam da vida.
Na verdade eu aprendi muitas coisas nos últimos anos. É por isso que eu me considero tendo dez anos de experiência, e não um ano de experiência dez vezes seguidas, como é o caso com muitas pessoas. Infelizmente este aprendizado dos últimos anos se limita ao mundo Java (que não deixa de ser fascinante), mas eu sinto o trem passando na plataforma .NET.
Algumas coisas que eu absorvi depois de ler dois livros, Code Complete e Effective Java:
. Minha "capacidade de abstração" na hora de desenhar classes, métodos e soluções melhorou bastante;
. Eu aprendi o valor de classes imutáveis - e, por causa disso, como eu escrevi acima, aprendi a usar hashes, equals e afins para casar entidades de origens diferentes de forma eficiente, necessidade se o meu título é "integration specialist";
. Não só eu que acho que Java Desktop é mais ou menos mal desenhado;
. Pseudo-code é legal.
Acho que está bom de falar do meu trabalho. Eu realmente gosto do que eu faço e tem hora que dá vontade de falar um pouco mais da profissão - já que responder "operador de computadores" nem sempre define bem o que eu faço.
Aqui no Canadá tem uma coisa que é bem diferente para programadores, engenheiros de computação, desenvolvedores (o título que eu gosto mais) e afins - não há, como no Brasil, uma "obrigatoriedade" de ir para áreas de gerência depois de um tempo, nem aquela pergunta ridícula - "onde você se vê daqui a cinco anos?" - para o qual a melhor resposta é - "longe daqui, já que por causa "do vento" (lembra do filme Chocolate), eu não fico mais de três anos no mesmo lugar". Me parece comum aqui encontrar programadores (aham, desenvolvedores) de 40, 50 anos, que se mantém atualizados e que ainda contribuem de maneira eficiente para o ambiente de trabalho.
Não é vergonha não querer ser chefe.
...
Ainda no técniquês, nestes últimos dias eu comecei a usar mais o Google Chrome. Em casa, porque é mais rápido no meu notebook lazarento e, no trabalho, também porque é mais rápido. E também vou começar a ver qual é a que é do Bing, o Google da Microsoft.
Fui!
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Ravi
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009
A van vermelha
Pois é.
Acabou o reinado da Mystery Machine. A partir de ontem à noite, o nosso meio de transporte agora é uma Caravan quatro anos mais nova, 1998, com impressionantes 324000 kms no odômetro (mas com o motor e a transmissão que tem a metade disso), vermelha, com tanto pó que eu achei que merecia uma multa hoje depois de bater os tapetes no lava-rápido.
A gente comprou com um tal de Rod, que já vendeu outros carros para outros Brasileiros - a idéia era ir ver o carro e aí decidir se a gente ia querer comprar ou não, mas já sabendo que a gente provavelmente ia levar a caranga já fui com o din-din no bolso. Depois de se perder e dirigir por 3 horas decidimos que, a não ser que o carro estivesse MUITO zoado, ia ser ele mesmo. Deixei a Mystery por lá, ela, coitadinha, com a transmissão pipocando só valia mesmo os 300 dólares que eu acordei com o Sr. Sujinho, dei a diferença e saí com a van vermelhinha.
Suja. Mas suja. Mas, olha, suja. Mas suave, sem chacoalhões quando o velocímetro chega nos 60 km/h, sem transmissão pipocando, sem barulhos estranhos, com o pedal do acelerador macio, com o espelho que não treme, com o rádio que, bem, é exatamente a mesma coisa. Um brinquedo em bom estado para os 1200 dólares que ele pediu. E eu só levei porque uma outra mulher que foi ver o carro não queria uma van vermelha. 1200 dólares e ainda fica querendo escolher a cor do carro!
E tem sete lugares! Yay!
Como eu disse aí em cima, hoje fomos lavar o carro. Muita terra vermelha depois, muitoa espuma no carpete depois, agora o carro está mais limpinho. A idéia é continuar aspirando o carro (em casa mesmo), até que a camada de pó desapareça - mas, olha, está dando gosto de ver. Como este carrinho anda macio, a gente está com mais confiança de pegar estrada.
E não vaza óleo! E o ar-condicionado funciona! E tem porta dos dois lados! Só não tem piloto automático, o que quer dizer que eu vou ter que dirigir o carro eu mesmo. Mas faz parte.
Estamos felizes com o carrinho novo. Se ele andar bem vamos ficar com ele por um tempinho, não só por uns meses como tínhamos pensado. Se continuar como está, vai ser um passeio tranquilo.
O modelo é igual à este:
Claro que 11 anos e oito voltas no mundo depois ela não é mais a formosura da foto acima, mas não fica muito longe não!
E de carro velho o mundo anda! Vantagem por vantagem, continuo sem dívida aqui por estas terras.
É isso aí. Esta van também veio com menos adesivos do que a Mystery Machine. No final de semana o esquema é tirar o resto de terra das juntas do carro, limpar o sistema de ventilação (que está mais ou menos limpo), aspirar, aspirar, aspirar, limpar os vidros por dentro, e ir deixando o carro mais leve.
Vamos ver se agora a gente põe mais o pé na estrada.
Fui!
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10:27 PM
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Sábado, 6 de Junho de 2009
Nesta semana, sol.
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Ravi
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
E olha...
... eu fui trabalhar de bicicleta na Terça-feira. E olha, vou falar que aquela marcha mais levinha, aquela da coroa pequena e da catraca grande, aquela que você dá 2 ou 3 pedaladas a cada metro, aquela que sempre é acompanhada por um gordinho em cima da magrela, aquela, aquela me salvou o dia.
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Domingo, 31 de Maio de 2009
Vai de bicicleta! Parte II, dois anos depois
Demorou. Demorou 2 anos. Mas hoje, depois de longa e prolongada espera, finalmente comprei a bichinha. A magrela. A fiel. A bicicleta. E já vem com garantia de fábrica - foi usada por anos a fio e ainda dá para o gasto.
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9:38 PM
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Sábado, 30 de Maio de 2009
UP
Hoje nós fomos ver Up, o novo filme da Pixar.
Em duas palavras, o filme é sensível e divertido. No começo do filme a vida de Carl, o velhinho dono da casa doida que sai voando levada pelos balões, é descrita em 10 ou 15 minutos e olha, foi um dos melhores começos de filme que eu já vi.
E depois tudo acontece, com a casa voando até a Venezuela, os cachorros que falam, o tal do pássaro que se chama Kevin mas que no final das contas é uma fêmea, o escoteiro, e o aventureiro que ficou obcecado por perseguir algo que lhe traria a fama de volta. Acho que a mensagem do filme é - nunca é tarde para começar de novo, a vida é para ser vivida, percalços virão e devem ser superados. É um filme "infantil" que pode e deve ser visto por adultos - aliás, acho que mais de metade das pessoas no cinema hoje eram adultos ou adolescentes sem nenhuma criança por perto.
Pena que só vai chegar no Brasil em Setembro. Mas é um filme que vale a pena ser visto e que vale cada centavo do preço do ingresso do cinema (carinho por estas bandas).
Fui!
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Ravi
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Hora do almoço...
... e, como em odo dia, vou comer no restaurante Vietnamita daqui do bairro. Saudades dos restaurantes do Itaim (onde eu trabalhava), da picanha, do feijão com arroz, dos salgadinhos recheados com Catupiry, dos sanduíches do Fifties, dos croquetes da padaria, do risoles com queijo do boteco em frente à rodoviária, da pizza com batata palha, frango e Catupiry.
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1:48 PM
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
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Domingo, 24 de Maio de 2009
As coisas boas que o lado de cá tem
Nem tudo é frio e inverno...
Ontem nós fomos no Calgary International Children's Festival, ou Festival Internacional Infantil de Calgary, uma festa que acontece todo ano em Calgary com eventos destinados à criançada - nós fomos em duas apresentações, a Butterflies Installation, uma peça interativa em que as crianças interagem com a personagem em um palco que é sensível aos movimentos das pessoas, é bem louco, o Arthur adorou, e todo mundo pode brincar um pouco. E, depois desta peça, fomos assistir uma outra em um hall (não sei como chamar em Português - talvez salão?) chamado Jack Singer Concert Hall, muito bonito. E a peça era Brasileira! Um grupo de Brasília chamado O Cano, com três personagens que fazem música usando canos de PVC e que arrancaram umas boas gargalhadas da criançada.
Hoje, Domingo, fomos em um churrasco coletivo no Fish Creek Park - eu já havia ido neste parque antes mas nunca tinha visto o "creek" (riacho), tudo o que eu consegui absorver de quando fui lá era que aquele lugar era simplesmente um MONTE de mato no meio da cidade, o que em si já é um feito quando lembramos de como o Parque do Ibirapuera é importante para São Paulo. Mas quando fomos ao parque hoje de manhã fomos por uma outra entrada, que leva para uma escadinha de madeira, que leva para a área do parque, de onde se pode ver... o RIACHO! Foi como o Fábio me perguntou hoje, "qual é o nome do creek?", e eu disse "bom, deve ser Fish Creek, né?". Pois é, eu vi o danado do Fish Creek. E o churrasco foi ótimo, mas o melhor de tudo foi o Arthur voltar para casa tão sujo que deixou a água com cor de terra na hora de tomar banho. Fazia tempo que o baixinho não brincava tanto com terra e com água! Da próxima vez que a gente voltar, eu vou é levar meu short (sunga de Santista) para tomar um banho naquela água que fez as minhas canelas doerem de frio.
Sensacional.
O Inverno acabou mesmo!
A cidade está bonita, uma beleza que a gente esquece que existe. As ruas estão verdes, as árvores estão florindo, a nossa vizinhança é bem mais ajeitada do que os outros lugares onde já moramos antes, temos um parquinho do outro lado da rua e provavelmente uns outros 3 ou 4 em um raio de 1 quilômetro ao redor da nossa casa. Embora o centro da cidade tenha os seus mendigos e os seus moradores estranhos, acho que convivemos todos em paz. Eu me lembro que em São Paulo tínhamos o parque da Aclimação, que era um parque bem bonitinho, mas que tinha algumas coisas que incomodavam - o lago sujo e poluído, as crianças de rua que roubavam o trabalho de um dia do tiozinho que vendia algodão-doce, e o comércio de drogas que acontecia em alguns cantos do parque ã plena luz do dia, e também os abomináveis flanelinhas. Eu acho flanelinha cobrar para as pessoas pararem o carro na RUA um crime, e eu acho que demoraram demais para fazer isso SER de fato um crime. Eu NUNCA vi flanelinha aqui - mas, justiça seja feita, já vi mendigos pedindo dinheiro em semáforo.
Voltando aos flanelinhas, o que mais me revoltava é saber que era fácil acabar com o domínio deles no Ibirapuera - se todo mundo parasse o carro na Assembléia Legislativa, que é guardada por Policiais Militares, provavelmente o problema ia acabar - mas eu acho que no Brasil a gente tem uma cultura de perdão e tolerância que já foi longe demais.
Bom, mas não é este o assunto - depois de dois crimes assombrosos em São Paulo a sensibilidade anda à flor da pele. Eu acho que o governo deveria mudar o sistema Judiciário, quintuplicar o salário dos policiais, comprar carros de polícias decentes e punir exemplarmente os corruptos, e deixar na cadeia quem é para ficar na cadeia. De longe as coisas parecem tão simples, e talvez elas sejam mesmo - no Brasil temos uma tendência de contonar os problemas do dia-a-dia com soluções que não resolvem nada.
Ainda temos muito o que crescer.
Perdi o fio da meada do que eu estava conversando antes.
O que eu queria dizer é:
Mesmo com a distância, a saudade, o frio, as diferenças culturais, ainda estamos aqui, não é? Tem coisas que fazem a vida aqui valer a pena - o verão, os parquinhos, as ruas arborizadas e sem aqueles fios feios, as bibliotecas e os seus livros e DVD's, os festivais que acontecem hora ou outra, os parques provinciais, o fato de que eu nunca vi arame farpado ou cacos de vidra em cima de nenhum muro, e afins - nesta época do ano os problemas ficam menores, e as qualidades, maiores.
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Foi o
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
E...
... onde que é menos frio no Canadá?
Ou seja, perguntas:
. Em Vancouver chove mais do que no litoral paulista?
. Em Toronto neva tanto quanto dizem e o trânsito é ruim como falam?
. Calgary é mesmo tão ensolarada assim?
Hoje...
20 de Maio...
Tipo, quase verão (acho que começa lá pelo dia 20 de Junho)...
E NEVOU!!!
Inacreditável! Nevou mesmo, não era granizo, era neve mesmo, aquela tal da "neve molhada".
Até o povo que morou a vida inteira aqui duvida.
...
Obrigado pelos elogios para o "survival guide". De tempos em tempos vou escrever coisas do tipo.
...
Se alguém souber a resposta para as três questões de cima, e puder responder...
Fui!
Foi o
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
Survival guide para o Canadá
Estes dias eu estava conversando com a Soraya sobre como deveria ser o survival guide for real para quem chega no Canadá. Eu tenho algumas idéias para tópicos, e aqui vão algumas:
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Ravi
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