quarta-feira, 9 de julho de 2008

Morro e mato

O título ficou bem ambíguo. Na verdade é morro, geograficamente falando e mato, o vegetal.

Pois bem. Quando eu era pequeno eu ficava fascinado com uns morros que ficavam em outra parte da cidade - estes morros tinham uma cobertura de mato que devia ter um metro de altura, e quando o vento sobrava sobre este mato, em cima do morro, ele dobrava um pouco e expunha a sua raiz (um pouco mais escura), e é como se ondas fossem formadas sobre o morro conforme o sabor do vento. Acho que esta é uma cena meio clássica em filmes, desenhos infantis e coisas assim. E no filme, eles sempre mostram alguma criança correndo no meio do mato, com a mão sobre o mesmo, como se ele fosse feito de algodão.

É mentira.

Um dia, eu, Ravi, fascinado por aquele mato, resolvi subir o morro para ver como o mesmo é de perto. Acho que ele devia ter mesmo quase um metro de altura, algo assim, e, cacetada, como cortava. É como se as folhas fossem todas serrilhadas com um zilhão de espinhos, minha canela ficou toda ralada. Para completar, ainda tinha uns espinhos que grudavam nas meias e os borrachudos, malditos.

Pois é. Seria melhor se eu tivesse visto de longe. A propósito, não há metáfora nenhuma aqui, foi só a vontade de contar uma memória de infância.

Abraços, Ravi!

2 comentários:

Rachel Ripardo disse...

Cara,

eu 'morro' de rir lendo seu blog!
E obrigada pelo post anterior, obrigada mesmo!
Abraços e espero que dê tudo bem no novo emprego!

Ravi disse...

Obrigado!

Estamos aí para ajudar!

Vamos ver, estamos na torcida. Todo dia eu olho na caixa de correio :-).