domingo, 1 de fevereiro de 2009

Olá amigos!

Estes últimos dias foram bem ocupados. A gente estava procurando casa nova, e achamos. E eu estava tentando fazer pelo menos uma entrevista de emprego, e consegui.

Mas porque entrevista de emprego? Lembra que eu falei que a minha empresa andava com algumas dificuldades financeiras? Pois é, a gente teve um corte de salário (que deverá ser pago depois, mas de qualquer jeito agora é um corte), e com as outras medidas adotadas anteriormente eu perdi uma parte substancial do meu salário. É a tal da crise mostrando a cara por estas bandas. Empresas que são start-up (como a empresa onde eu trabalho agora) dependem fortemente de investimentos externos de tempos em tempos, e quando este investimento não vem, problemas financeiros aparecem. E com o mercado como anda, ninguém investe, todo mundo mantém o dinheiro guardadinho, esperando a crise passar.

No fim das contas a empresa onde eu estou agora pode ou não pode passar de 2009, e ninguém sabe disso agora. Se eles passarem de 2009 eles passam de 2010. Mas 2009 é o ano em que eles tem que começar a arrecadar mais do se gasta. Uma coisa boa da empresa é que eles foram bem honestos em relação à isso, e cada um pode avaliar o grau de risco de continuar empregado (ou não), principalmente porque a idéia é pagar o que está sendo tirado do salário agora com 10% de juros quando a empresa sair do buraco.

Para mim, com Work Permit, família e sem outras fontes de renda adicionais, o risco talvez seja muito alto. Conversei com o meu diretor sobre isso - explicando para ele que eu estava indo procurar emprego, e ele me disse que ele poderia ser usado como referência, afinal ele entendia que algumas pessoas poderiam não topar o risco. Ele também me disse que eu não seria demitido a não ser que a empresa quebrasse (e aí todo mundo vai para a rua) - por exemplo, se houver uma nova rodada de demissões, eu provavelmente não seria incluído.

Finalmente, o que eu fiz foi simplesmente mudar o meu currículo de "privado" para "público" no workopolis (site de empregos), e consegui receber algumas ligações e até fiz uma entrevista, Sexta-feira. Três horas de entrevista, uma hora e meia com um gerente (ou VP) e a mulher de RH, mais uma hora e meia com o cara que é o líder de desenvolvimento, que se acha um pouco a última bolacha do pacote mas que foi bem franco em relação à maneira como ele vê as coisas e em relação ao tipo de trabalho que eles fazem. Sai produto (como no meu trabalho agora), entra projeto (ciclos curtos, de 2 a 4 semanas), e também entra projeto que quer virar um produto (isso me lembra a época que eu trabalhei na Spring). A entrevista técnica foi meio punk, eu tive que escrever código no papel, coisa que eu odeio. Duas questões:

. Dado um certo número (5, por exemplo), me diga um número que é múltiplo deste número e de todos os números até 1 (5, 4, 3, 2, 1);
. Inverta uma lista ligada.

O primeiro eu cheguei bem perto, mas tem uma sacada matemática que eu não consegui sacar (tem que fatorar os números primeiros). O segundo eu cheguei MUITO perto, mas ele ficou satisfeito com a minha maneira de pensar - menor custo possível, menor número de interações, desenhar quadradinhos ou bolinhas para demonstrar o estado das variáveis a cada interação, e poraí vai. Eu sei que no fim das contas eram 9 linhas de código e eu fiz as 6 ou 7 primeiras bem certinhas, só errei na hora de ir para o próximo elemento. No fim das contas a entrevista foi boa, principalmente graças ao Zé Mané que foi entrevistado no outro dia e que disse que ia simplesmente chamar o método "Collections.revert' para inverter a lista (o que é a coisa certa na vida real, mas em uma entrevista eles querem ver a sua capacidade de resolver problemas), e simplesmente não quis nem tentar resolver o enrosco. Segundo o cara que me entrevistou (que falou durante 80% da entrevista), algumas pessoas tem medo de demonstrar que não conseguem resolver alguma coisa (ou que podem ter alguma limitação), e inventam alguma desculpa, ou se mostram muito orgulhosas para resolver um enrosco, e este tipo de pessoa não é o tipo de pessoa que eles querem.

Eu vou saber semana que vem. Se a Work Permit não for um problema para eles, pode ser que eu consiga a vaga. Vamos ver.

E a casinha nova? Maravilha. Ontem a gente foi dar uma volta pela vizinhança e, olha, eu achei mais legal do que o lugar onde a gente mora agora. Dá para ver um tiquinho de centro da cidade da varanda da casa (a parte de cima da Calgary Tower e um ou outro prédio), tem um centro comercial bem pertinho e que é bem simpático, e depois eu vou ver onde que é a escola elementar mais próxima. So far, so good.

...

Ontem a gente foi na festa de aniversário da Sabine, filha da Scheila e do Fábio. Olha, festa boa, viu? Coxinha, bolinha de queijo, mousse de maracujá com massa podre (no bom sentido), brigadeiro, beijinho, pastel, maravilha (quer dizer, estava uma maravilha, maravilha mesmo não tinha). Quando eu comi a mousse (ou tortinha) de maracujá eu até entrei em estado Alpha, estava bom o trem.

Parabéns Sabine e parabéns Scheila pela festinha, estava ótima.

Agora vou preparar o rango.

Fui!

4 comentários:

Eliane disse...

Oi Ravi, sem jogar confete, adoro esse seu jeito franco de colocar as coisas.
Vcoê é um "cara"de muito potencial, tenho certeza que desempregado você não fica.
A So ficou maravilhada com a casinha nova. Que bom que deu tudo certo.
Beijos e boa semana.

Nê & Lelê disse...

Oie!!
A crise não está sendo fácil, aqui no Brasil as coisas não estão sendo diferentes.
Lhe desejo toda sorte como disse a Eliane desempregado vc não fica!!

Uma ótima semana!!

Pai dos trigemeos disse...

Fala Ravi, saudade cara! Uma cerveja no Kilkenny cairia bem pra acompanhar um papo. Estamos na torcida pra que tudo de certo. E parabens pela casa nova. Essa nos vamos conhecer de verdade!
Abraco

Anônimo disse...

OIIII
Já fazia um tempo que não dava tempo de ler seu blog!!!
fico feliz que vc gostou !!!!
Nós agradecemos a presença de vcs aqui em casa!!!!
Boa sorte nesta nova fase!!!
Brigada pelos elogios!!hehehehe
Scheila