quinta-feira, 10 de abril de 2008

Layout novo

Cansei do antigo.

Este é mais branco, em homenagem à neve de hoje.

Fui!

Mais sobre a neve

Bom, merda branca talvez tenha sido exagerado. Ela ainda tem as suas vantagens, o Arthur adora brincar na mesma, por exemplo, e ela aumenta a umidade do ar. A neve de hoje foi meio que TOTALMENTE inesperada, não só por mim, mas pela previsão do tempo também. Ninguém sabia que ia nevar TANTO no meio de Abril, quando já não costuma nevar mais tanto.

A gente foi almoçar aqui perto mas ficou decidido que ninguém ia caminhar sobre a neve, e assim foi. O carro do Curtis custou um pouco para sair (tivemos que empurrar) de tanta neve que tinha embaixo, a gente foi ziguezazeando até chegar no lugar (Vietnamese Garage), chegamos lá tivemos que achar um lugar decente para parar o carro (um que desse para sair depois), tivemos que empurrar o danado para colocar o mesmo na vaga). Depois disso um caminhão travou e a gente foi ajudar porque o cara tinha ajudado a gente, empurra de um lado, empurra de outro, o bichão indo para a direita, para a esquerda, até que tracionou e foi pra frente. Mas como se não fosse tudo ainda tinha uma outra mulher com um Honda Civic que também travou na neve.

Isso aconteceu na cidade inteira. Caos total. Ainda bem que o Arthur não foi para a escola hoje.

E fui!!!

Merda branca

É, olha aí:



Wet Snow. Heavy Snow. Wind Snow.

Pois é. Eu passei a respeitar um pouco os moradores de Toronto, que neste inverno tiveram a maior precipitação de neve da história. Mas hoje a gente também teve um pouco:



Acordei, olhei pela janela, vi aquela neve acumulada nos banquinhos que ficam na varanda e falei para a Soraya:

"Muié, nevô, vou tomá meu banho"

Fui lá fazer o que as pessoas fazem em um banheiro de manhã, e quando saí:

"Muié, tá nevando prá caraio"

Eu só abri um pouco a cortina do quarto e ela disse "nem por uma centena de dias estirada no sol eu levo o Arthur na escola hoje". Fui eu então trabalhar. Caraio, nevou, acho que uns 15 centímetros ou mais. Hoje eu queria ter aqueles sapatos de esquimós, andar na neve fofa cansa mais do que andar na areia fofa. E pelo menos na praia você não está totalmente empacotado, o dia está bonito, tem a areia que fica na beira da água que é mais firme e ainda por cima tem a beleza natural das frequentadoras para alegrar o ambiente. Aqui não dava para ver quase nada :-(.

Cheguei aqui todo molhado, porque a temperatura do ar é de zero grau, a neve provavelmente vai derreter toda hoje mesmo. O trânsito matinal estava um caos, um monte de carros parados na pista porque deram batidas leves nos outros ou nos muros, em um monte de acessos à estrada uns carros "travaram" porque não tinham tração para subir uma ladeira de 10 graus, se for isso.

É, hoje a neve foi meio chata. Continua sendo bonita, mas foi meio chato. Merda branca talvez seja meio exagerado, de qualquer jeito...

Tenho mais coisas para escrever aqui e vou atualizar o blog mais tarde.

Fui!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Morros, montanhas, ondas, SURF!

Essa aí embaixo é a Serra da Mantiqueira:



Este é um tipo de paisagem que eu gostava de ver no Brasil, mesmo sendo mais nerd de praia do que nerd de campo. Morros e mais morros a perder de vista me trazem boas lembranças de várias viagens que eu fiz com meus pais, com amigos, com a Soraya e o Arthur ou com tudo mundo junto. Aqui em Calgary é meio surreal você ver umas montanhas cheias de neve a partir de qualquer lugar da cidade:


(nestas fotos elas não estavam tão cheias de neve, mas elas estão lá)

Sei lá, é diferente. Bom, mas também nem era isso que eu ia falar. Eu ia falar sobre os baixos e altos da vida, o que me lembrou uma paisagem cheias de morros, o que me lembrou da Serra da Mantiqueira, onde uma mulher morreu estes dias descendo de rapel (a corda arrebentou, meu medo número 1 neste esporte e motivo pelo qual todo mundo no escoteiro usava DUAS cordas, sendo que a segunda era controlada por alguém no topo da montanha), talvez por isso o nome me tenha vindo à cabeça. Daí para as montanhas rochosas e para SURF, já que os morros parecem ondas, foi um pulo.

Falando de altos e baixos, estava em um vale e acho que agora eu estou subindo o morrinho devagar. Espero chegar lá em cima sem mais tropeços. Isso parece metáfora de livro de auto-ajuda, bleurgh. Sem filosofia de butequim por hoje.

Desde Sexta-feira tenho comido que nem o Ghandi, por causa de uma dor de garganta dos infernos e de mais um mal estar gerado provavelmente pela mesma, ontem estava nos 60% do que eu normalmente como em uma refeição, acho que hoje eu volto ao normal. Vamos ver. A única coisa ruim é que qualquer peso perdido neste tempo volta voando, já que o corpo entra em um "regime de emergência" quando a fonte seca. Coisas do nosso organismo herdadas de nossos pobres antepassados que ficavam sem ter o que comer.

Ontem entre os episódios do Desperate Housewives eu assisti no computador uma série do History Channel chamada "Life Without Humans". Este é o primeiro episódio:



Estes são os outros oito:

2. http://www.youtube.com/watch?v=q5t9NZGTpqA&feature=related
3. http://www.youtube.com/watch?v=JI8DW0iNdWo&feature=related
4. http://www.youtube.com/watch?v=p4K_XMGQMuM&feature=related
5. http://www.youtube.com/watch?v=nTGxefGKJ50&feature=related
6. http://www.youtube.com/watch?v=IxhAd3LJY2Q&feature=related
7. http://www.youtube.com/watch?v=otOheW1bSkQ&feature=related
8. http://www.youtube.com/watch?v=5GfvMJ8UnjU&feature=related
9. http://www.youtube.com/watch?v=KNbAl-314t4&feature=related

Bem da hora. O que aconteceria com a Terra nos próximos 1000 anos se todos os seres humanos desaparecessem de uma hora para outra? Veja e você saberá.

Agora eu fui!!!

PS: Luciana, tirei umas fotos legais do Arthur, vou por no site hoje.

Fui!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Narrando os fatos

Hoje acho que foi um dos poucos dias em que eu fui levar o Arthur na escola e ele não fez birra nenhuma (eu levo ele de vez em nunca quando a Soraya precisa ficar um tempinho em casa cortando sua plantação de pepinos). Pelo contrário, ficou super bonzinho. Levou a sua mala na rua, cumprimentou o motorista do ônibus, deu a mão para atravessar a rua, colocou o seu "calçado de dentro da escola" sozinho (e eu fiz o esquema que a Soraya costuma fazer para tirar as botas de neve - seguro as botas entre meus pés e puxo o menino pra cima). Na escola ele ainda foi comigo na secretaria para eu entregar uma cópia da carteira de vacinação do Brasil (eles disseram que tudo bem porque o nome das doenças são bem similares), e depois foi com as outras crianças para a sala de aula.

Das outras vezes em que eu levei ele na escola foi um chororô sem tamanho. Ajudou o fato da Soraya ter conversado com ele e também de que hoje é Sexta-feira e amanhã a gente vai fazer o "programa dos meninos" para a Soraya poder resolver as coisas da empresa.

Ainda na escola, encontrei o pai do Frasier (marido da Marla, do Halloween). Eu demorei um pouco para reconhecer porque o coitado cultivou uma barba que o fez ficar igual aos personagens históricos que a gente viu nos livros de História nos idos anos do colégio (ou faculdade, se você cursou História, caso de um membro da molecada, o David - esta foto tem quase o dobro da idade do Arthur). Todo mundo na escola perguntou se ele não estava no Alasca (ele gosta de lá, cada um com seus cada uns), ele perguntou como estava a vida aqui no Canadá e me explicou que uma das piores estações do ano é justamente a Primavera, porque diz que vai esquentar mas demora, demoooora bastante.

No ponto de ônibus fiquei conversando com uma senhora que nasceu na Escócia (quase que eu perguntei se ela gostava de Whisky), ela me fez um zilhão de perguntas sobre como eu aprendi Inglês, como é morar no Canadá, como é São Paulo, etc... Era uma senhora bem simpática que me lembrava minhas avós e tias por parte do meu pai.

Depois, já no trem, perdi duas vezes o ponto. Dormi na ida, passei, esperem o trem dar a volta (já que a próxima estação já é a final), dormi na volta, passei de novo, e aí na terceira vez eu decidi que eu precisava me manter acordado para poder chegar no trabalho. Comprei alguma coisa para comer no Tim Hortons e cá estou. Aliás, o sanduíche de Roast Beef deles é uma m*, mas a Bagel com cream cheese é boa.

Depois da filosofada de ontem, só vim aqui narrar os fatos de hoje!

Até mais amigos!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Filosofia de butequim

Hoje é 3 de Abril de 2008. De vez em quando eu olho algum fato ocorrido "ontem", e de repente percebo que 2001 já está sete anos atrás (quando eu casei), que 1998 já acabou faz dez anos (quando eu me formei no colégio), e que 1990 já faz uma eternidade (quando o lazarento do Lazaroni comandava a lazarenta da seleção). Nem vou tentar lembrar de quando o Tancredo morreu, só sei que tocaram Coração de Estudante no dia.

É engraçado como as coisas acontecem na vida da gente. Embora eu não consigue me imaginar voltando para o Brasil agora, eu também não consigo me imaginar no Canadá daqui a 10 anos, às vezes nem em cinco anos, de vez em quando a gente vislumbra a possibilidade de ficar só uns 3 anos, arrumar as coisas e voltar. Não que aqui não seja bom, pelo contrário, as coisas de Primeiro Mundo que a gente não tem no nosso Terceiro são ótimas - escolas, transporte público, violência, rede pública de saúde (já que a rede privada do Brasil é muito melhor). O que acontece é que às vezes o outro lado da balança também pesa.

É um peso que dá para sentir nas costas em pequenas coisas - embora as poucas festas que a gente tenha ido aqui tenham sido ótimas, é estranho ficar todo mundo te olhando com cara de E.T. quando você começa a cumprimentar as garotas ou dar a mão para todo mundo. O clima pesa também, por mais adaptado que você esteja, dá vontade de poder usar uma roupa mais leve algum dia ou então de, pelo menos, ter mais variadade de casacos. Se EU me sinto assim, imagina a Soraya. Outra coisa são as referências que a gente tinha no Brasil, amigos, família, lugares preferidos, tudo isso ficou para trás - um grande casal de amigos nossos irá nos visitar em breve e eles com certeza são parte grande e importante destas referências, meu pai deve vir no ano que vem e eu acho que neste meio tempo mais uns gatos pingados vão aparecer aqui. Acho que deve dar uma acalmada no instinto de pássaro fora do ninho, mas não é como se a gente tivesse no Brasil:

"Kb.Lo, seu bundão, vou passar aí para tomar umas e fritar uma linguiça"

Tem também as coisas que parecem besteirinha mas não são. O Ruangvid, o cara da Tailândia que mora no Canadá já há algum tempo, me disse que ele pensa em voltar para a Tailândia por dois motivos principais - garotas e cultura. Segundo ele, as garotas daqui são meio afetadas e ele não gosta muito do lance de "melhor garota do colégio" que as culturas Americanas e Canadense (em menor escala, CREIO eu) compartilham. Ele anda pensando em ir para Bangkok ou então para as paradisíacas praias do sul (lembra do filme A Praia?). Eu nem pensaria em ir para Bangkok, pegaria um avião que pousasse direto na areia.

A gente de vez em quando sente falta das nossas saidinhas noturnas enquanto estávamos em Santos, ir para um barzinho, conversar com os amigos, coisas do tipo. Aqui isto tudo é meio complicado, o Arthur é um bicho ruim para ficar com gente estranha e também confiar em Baby Sitter não é fácil, afinal você só está deixando com ela o seu filho! É complicado. Outra coisa que a gente sente muito aqui é o fato de não ter um carrinho ainda. É como se estívessemos aproveitando 10% do que o Canadá tem a oferecer. Ainda não fomos para o Lake Louise, ainda não fomos para as montanhas e eu ainda não fui parado por um carro de polícia com a sirene ligada no meio da estrada. Nem podemos dar as nossas voltinhas clássicas de Domingo à noite para por o moleque para dormir ou simplesmente para ver o lado de fora num Sábado chuvoso.

Carro faz falta. Ainda mais aqui nesta cidade espalhada.

Acho que a Soraya deve ir para o Brasil lá pelo meio do ano, deve ajudar um pouco na saudade que foi multiplicada exponencialmente quando eu estava no Brasil e a casa aqui, desabando. Acho que se a gente conseguisse ir com certeza uma ou duas vezes por ano a nossa estada aqui poderia ser muito mais prolongada, mas também será que é isso que a gente quer?

Vir para o Canadá nunca foi um sonho. Foi uma oportunidade que apareceu, e a gente poucas vezes se imaginou passando o resto da vida aqui, eu particularmente fico aliviado com a possibilidade de voltar depois de 3 ou 5 anos. Não que você tenha que pensar "mas o que ele está falando, porque ele não volta agora, já que está tão ruim?", na verdade está LEGAL, a gente gosta muito daqui, mas não é o Brasil, não é a nossa cidade. A gente (a Soraya mais do que eu) sempre foi muito "integrado" com o que acontece na nossa cidade, e aqui é como se a gente ainda fosse uns turistas caipiras que não sabem de nada.

Em resumo, eu acho que como EXPERIÊNCIA de vida é sensacional, como VIDA é meio estranho.

PS: Eu não estou triste hoje ou nada disso, eu sempre refleti sobre isso mas nunca quis escrever aqui. Salvo acontecimentos cósmicos inesperados, a gente volta algum dia nos anos que virão. Isto é mais uma constatação do que uma promessa, é como se fosse um fato da vida :-).

Viver em outro país não pode ser um sonho até você saber de fato como é a vida por lá.

Fui!!!

Amanhã vou escrever sobre como o movimento migratório dos Corvos afeta a vida sexual dos patos daqui.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Notícias de primeiro de abril que eu gostaria de ver

MILAGRE EM CALGARY

Hoje, primeiro de Abril, pela primeira vez na história desta cidade, os termômetros registraram picos de temperatura de 32 graus, com a média de hoje na faixa dos 22 graus. As crianças foram dispensadas da escola para poderem aproveitar este dia único de calor, e o governador, animado com este súbito dia de verão fora de hora, resolveu dar mil dólares para cada habitante do estado (ele já fez isso outra vez, mas foram 700 dólares).

Nas ruas, as pessoas passeavam felizes com as roupas que não usavam desde Setembro passado. Garotas de saia, crianças de bermudas e um clima que lembrava vagamente uma cidade de praia em um dia de verão. No centro da cidade, a piscina ao ar livre está sendo reaberta para que as crianças possam se refrescar. No rio que cruza a cidade não se vê mais um bloco de gelo - tudo já derreteu. Algumas pessoas juram que viram as primeiras folhas nas árvores de suas ruas. Os esquilos estão em festa!

E o Ravi, a Soraya e o Arthur fizeram o primeiro churrasquinho na sua varanda!!!

Que venha logo este danado deste verão, ora pois...

Fui!!!

Me chamaram de boiola, mas vou traduzir a última

Comfortably Numb

Hello.
Is there anybody in there?
Just nod if you can hear me.
Is there anyone home?

Come on, now.
I hear youre feeling down.
Well I can ease your pain,
Get you on your feet again.

Relax.
I need some information first.
Just the basic facts:
Can you show me where it hurts?

There is no pain, you are receding.
A distant ships smoke on the horizon.
You are only coming through in waves.
Your lips move but I cant hear what youre sayin.
When I was a child I had a fever.
My hands felt just like two balloons.
Now I got that feeling once again.
I cant explain, you would not understand.
This is not how I am.
I have become comfortably numb.

Ok.
Just a little pinprick. [ping]
Therell be no more --aaaaaahhhhh!
But you may feel a little sick.

Can you stand up?
I do believe its working. good.
Thatll keep you going for the show.
Come on its time to go.

There is no pain, you are receding.
A distant ships smoke on the horizon.
You are only coming through in waves.
Your lips move but I cant hear what youre sayin.
When I was a child I caught a fleeting glimpse,
Out of the corner of my eye.
I turned to look but it was gone.
I cannot put my finger on it now.
The child is grown, the dream is gone.
I have become comfortably numb.

Zoado na boa

Opa
Tem alguém aí?
Dá um berro se você consegue me ouvir
Tem alguém aí em casa?

Vamo embora mano
Eu ouvi dizer que você tá meio pra baixo
Sabe que eu posso dar um jeito nisso,
Fazer você ficar de pé de novo, seu bebum

Relaxa, mano
Eu preciso saber de umas coisas antes
Só o básico
Onde é que tá doendo?

Não tá doendo não, você tá retrocedendo
Um barquinho solta fumaça lá longe no horizonte
Você só chega em ondas (aos pedaços)
Eu vejo sua boca se mexer mas não consigo te ouvir (tio Vaxunha?)

Quando eu era criança eu tive uma febre (jura?)
Minhas mãos ficaram que nem dois balões
Agora eu estou sentindo isso de novo
Não dá para explicar não, você não ia entender
É assim que eu sou
Eu fiquei zoado, mas de boa

Essa música é muito longa... No fim o cara toma uma injeção, acorda, o sonho foi para as cucuias e eu vou trabalhar que eu preciso comprar o leitinho das crianças!

Fui!

Bejunda à todos.

10 Best: April Fools' Gags (the Web Is Closing for Spring Cleaning!)

Dá para ver aqui!

:-)

2003 Bill Gates is dead, shot by a lone gunman at a charity event in Los Angeles. After three South Korean networks broadcast the story on local TV, ensuing panic triggers a 1.5 percent drop in the Seoul stock exchange — a value loss of $3 billion. Just another Windows-related crash.

Happy Fools Day

Hoje é primeiro de Abril. Vou pensar em alguma mentira para colocar aqui. A única coisa que eu vi até agora foi o Yogurt, que a Soraya colocou no blog dela.

Fui!