Remédios baseados em Dipirona Sódica são banidos no Canadá, Estados Unidos e em muitos outros países do mundo. Estava tentando achar o nome da Dipirona em Inglês (porque é um dos melhores remédios para dor de cabeça que eu conheço), e eu encontrei esta página aqui (Wikipedia). Só para saber, os seguintes remédios são baseados na Dipirona Sódica: Novalgina, Neosaldina, Sedalgina, Doridina, Migranette, Benegrip, Anador, Magnopyrol, Conmel, Difebril, Termopirona, Dipifarma, Termosil, Dorona, Hynalgin, Lisador, entre outros.
Citação da Wikipedia:
"
Metamizole sodium is a non-steroidal anti-inflammatory drug (NSAID), commonly used in the past as a powerful painkiller and fever reducer. It is better known under the names Dipyrone, Analgin and Novalgin.
Metamizole was first synthesized by the German company Hoechst AG in 1920, and its mass production started in 1922. It remained freely available worldwide until the 1970s, when it was discovered that the drug carries a small risk of causing agranulocytosis - a very dangerous and potentially fatal condition. Controversy remains regarding the level of risk. Several national medical authorities have banned metamizole either totally or have restricted it to be available only on prescription.
"
aí, mais pra baixo:
"
Metamizole was banned in Sweden in 1974, in the United States in 1977; more than 30 countries, including Japan, Australia, Iran, and part of the European Union, have followed suit. In these countries metamizole is still occasionally used as a veterinary drug. In Germany it became a prescription drug. Some European pharmaceutical companies, notably Hoechst and Merck, continue to develop metamizole-containing drugs and market them in some countries. In Sweden, the ban was lifted in 1995 and re-introduced in 1999 only to be taken off the market again just a few years later.
In other parts of the world (notably in Spain, Mexico, India, Brazil, Russia, Bulgaria, Romania, Israel and Third World countries) metamizole is still freely available over-the-counter, remains one of the most popular analgesics, and plays an important role in self-medication. For example, metamizole and metamizole-containing drugs account for 80% of OTC analgesic market in Russia, whereas ibuprofen accounts for 2.5%. In Brazil, metamizole (Novalgina) products, although over-the-counter, carry warnings to avoid usage by those under 19 years old, and have several informations about early detection and treatment of agranulocytosis. Although the Brazilian government did not push for a ban on the drug, its use has seen a decline on the past years as pharmaceutical companies and doctors pushed aspirin, paracetamol and ibuprofen based products as replacement, specialy regarding child care. Amongst adults it is still widely used. Some of the most widely available metamizole-containing product still in use in Brazil are: Buscopan Plus (under the name of Buscopan Composto), Novalgina and Neosaldina. Generic Dipyrone is also available.
"
Como assim, banido?
Se alguém não entendeu o texto, basicamente diz que:
. Existe uma change ridicularmente pequena do remédio desencadear uma reação muito grave do organismo que pode ser fatal;
. O problema é que o remédio era LARGAMENTE utilizado nos países onde foi banido (assim como ainda é no Brasil), e o risco de reações graves era considerado alto devido ao grande número de pessoas que faziam uso do remédio; Pra que arriscar, basicamente, se existem outras drogas?
. E, por fim, muitos países decidiram banir de vez drogas baseadas nesta substância ativa.
Que coisa! O remédio é BANIDO aqui. Da hora! O que será que acontece se me pegarem no aeroporto com isso?
Você sabia que neste final de semana vai fazer -25 graus aqui em Calgary? Na TV tinha uma mensagem dizendo algo como "fique de olho neste tempo" porque é bem frio e tem que se encapotar muito bem antes de sair de casa. Hoje o Curtis, que trabalha comigo, esqueceu o laptop dentro do carro dele quando chegou em casa, o coitado "congelou" durante à noite (porque o carro fica tão frio quanto a rua depois de algumas horas), e não queria ligar hoje. Depois de umas horas à temperatura ambiente ele resolveu ligar.
Equipamentos eletrônicos não seguram a bronca em frios extremos :-).
Hora de voltar ao trabalho. Fui!
Mas ainda (me deu vontade de escrever mais...)
Eu ainda sou recém-chegado aqui. É estranho quando você vê um copo de refrigerante derrubado no chão, e ver que ele escorreu um pouco e depois congelou. É também estranho pensar que se você deixar uma garrafa de água dentro do carro, na rua, e ficar algumas horas dentro de casa, ela vai estar congelada quando você voltar. De vez em quando eu compro um refrigerante e fico esperando no ponto de ônibus preocupado se o mesmo vai esquentar, até eu me lembrar que a temperatura do ar é menor do que a temperatura do suco. Ou então fico preocupado dos frios esfrentarem dentro da sacola do mercado, sendo que a minha preocupação deveria ser se eles não vão congelar.
Eu nunca me imaginei saindo de casa com 15 peças de roupa diferentes, mas acho que no fim é isso, vamos ver:
1. Meia de lã;
2. Cueca;
3. Mijão (aquela roupa contraceptiva que se usa por baixo de tudo, mas por cima da cueca que senão é porqueira de mais);
4. Calça de moletom ou tactel (grossa);
5. Calça normal por cima disto tudo;
6. Camiseta;
7. Blusa fina de malha por cima da camiseta;
8. Camisa de flanela;
9. Blusa de moletom preta, grossa, por cima de tudo;
10. Casaco;
11. Gorro;
12. Luvas;
13. Cachecol;
14. Tênis.
Quase lá. Era tão fácil sair de casa no Brasil, mas é legal sair todo encapotado. Por exemplo, para dormir no trem, eu nem preciso me preocupar muito em achar posição, porque mesmo se eu desmaiar as roupas vão me segurar em pé.
Eu saio do trem com o cachecol cobrindo meu nariz. A respiração do corpo gera umidade e o cachecol vai ficando úmido, mas não por muito tempo. Logo, logo, toda a umidade acumulada no cachecol vira gelo. Sabe aquele negócio que a gente faz quando fica (muito) frio no Brasil de respirar e "ver" o vaporzinho no ar? Quando está -20 graus sai vapor da mão, da cabeça, de qualquer respiraçãozinha mixuruca do nariz, eu até queria testar para ver se aparece algum vaporzinho quando a gente peida.
Baixei o nível, hora de trabalhar.
Fui!
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Ah, bobagem!!!
Eu para variar estou usando o tempo de uma coisa para fazer outra. Deveria estar dormindo mas estou escrevendo no blog. Se sair algum erro tosco de português é por causa disso, e não pelo fato de eu quase ter bombado nesta matéria em quase todos as séries do colegial.
Tem um povo aqui que não olha a previsão do tempo antes de sair de casa. Na segunda-feira de -15 graus a gente vai almoçar no shopping e o Dan, um Chinês que trabalha com a gente (ou filho de Chinês, mas nascido aqui), chamou a atenção para uma mulher que saia do shopping de BERMUDA. Eu disse "yeah, she has all that fat around her, no problem", e todo mundo riu e me olhou com cara de que eu tinha contado uma piada de criança com câncer (cara de reprovação). Eu disse "well, but she has it", e eles disseram "psss, fala mais baixo, ela vai ouvir". Mas que povo "anal", como eu li uma vez um cara escrevendo sobre Calgary (um cara dos Estados Unidos).
Bom, fomos lá no shopis, compramos a comida, estamos voltando para o escritório (de carro porque o shopping é meio longe), e vemos a gordinha atravessando a rua para ir ao ponto de ônibus. Meio pulando, meio se agitando, meio esfregando uma perna na outra para esquentar. Coitada. Eu fiquei com dó. Talvez o meu arrependimento me tenha feito subir os degraus que eu desci quando falei mal dela (a escada do inferno), porque a mulher estava com as pernas VERMELHAS que parecia que tinha ficado o dia inteiro na praia sem protetor solar. Acho que o nome é frostbyte, quando a pele começa a congelar e fica vermelha que dá medo. Deu isso em você? Corre para um lugar aquecido. E, porra, não sai de bermurda de casa. Tenha dó. Mesmo que tenha nascido em um iglú de esquimó e passado as férias junto com os pinguins, -15 graus com vento e BERMUDA é insanidade.
Agora vou dormir. Vi um negócio interessante aqui e respondi por lá mesmo. Várias perguntas sobre o que fazer se você fosse passar um ano em uma ilha deserta. Eu achei que era para a vida inteira, o "1 ano" passou despercebido, e respondi uma das perguntas assim:
"Se você fosse receber uma notícia de alguém por uma carta, de quem seria esta carta e qual seria a notícia (qual notícia você gostaria de receber)?"
R: Seria do Fabrício dizendo que casou e teve filhos!
Fui!
Tem um povo aqui que não olha a previsão do tempo antes de sair de casa. Na segunda-feira de -15 graus a gente vai almoçar no shopping e o Dan, um Chinês que trabalha com a gente (ou filho de Chinês, mas nascido aqui), chamou a atenção para uma mulher que saia do shopping de BERMUDA. Eu disse "yeah, she has all that fat around her, no problem", e todo mundo riu e me olhou com cara de que eu tinha contado uma piada de criança com câncer (cara de reprovação). Eu disse "well, but she has it", e eles disseram "psss, fala mais baixo, ela vai ouvir". Mas que povo "anal", como eu li uma vez um cara escrevendo sobre Calgary (um cara dos Estados Unidos).
Bom, fomos lá no shopis, compramos a comida, estamos voltando para o escritório (de carro porque o shopping é meio longe), e vemos a gordinha atravessando a rua para ir ao ponto de ônibus. Meio pulando, meio se agitando, meio esfregando uma perna na outra para esquentar. Coitada. Eu fiquei com dó. Talvez o meu arrependimento me tenha feito subir os degraus que eu desci quando falei mal dela (a escada do inferno), porque a mulher estava com as pernas VERMELHAS que parecia que tinha ficado o dia inteiro na praia sem protetor solar. Acho que o nome é frostbyte, quando a pele começa a congelar e fica vermelha que dá medo. Deu isso em você? Corre para um lugar aquecido. E, porra, não sai de bermurda de casa. Tenha dó. Mesmo que tenha nascido em um iglú de esquimó e passado as férias junto com os pinguins, -15 graus com vento e BERMUDA é insanidade.
Agora vou dormir. Vi um negócio interessante aqui e respondi por lá mesmo. Várias perguntas sobre o que fazer se você fosse passar um ano em uma ilha deserta. Eu achei que era para a vida inteira, o "1 ano" passou despercebido, e respondi uma das perguntas assim:
"Se você fosse receber uma notícia de alguém por uma carta, de quem seria esta carta e qual seria a notícia (qual notícia você gostaria de receber)?"
R: Seria do Fabrício dizendo que casou e teve filhos!
Fui!
Baseado em fatos reais
Cito uma frase que eu peguei daqui:
"
… Você via macaco atravessando a rua no Brasil?
… Não acredito que você está me perguntando isso???
… Porque não? Aqui tem Wild Deer (Veado), Skunk (Gambá), Squirrel (Esquilo) e Raccon (Guaxinim)? Então. pq não pode ter macacos atravessando as ruas no Brasil?
… É. No fundo no fundo faz algum sentido sentido…
"
Fonte: The Beaver Tales, sensacional, e o post em questão é este aqui.
Sensacional. Contei para minha esposa e ela disse "olha, e não é que faz mesmo sentido?". Pior que faz. Quando me perguntarem se tem macaco na rua não vou mais mandar pentear macaco (depois deste péssimo trocadalho do carilho eu vou dormir)...
"
… Você via macaco atravessando a rua no Brasil?
… Não acredito que você está me perguntando isso???
… Porque não? Aqui tem Wild Deer (Veado), Skunk (Gambá), Squirrel (Esquilo) e Raccon (Guaxinim)? Então. pq não pode ter macacos atravessando as ruas no Brasil?
… É. No fundo no fundo faz algum sentido sentido…
"
Fonte: The Beaver Tales, sensacional, e o post em questão é este aqui.
Sensacional. Contei para minha esposa e ela disse "olha, e não é que faz mesmo sentido?". Pior que faz. Quando me perguntarem se tem macaco na rua não vou mais mandar pentear macaco (depois deste péssimo trocadalho do carilho eu vou dormir)...
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Neve
Hoje, nevou.
Nevou uns sete centímetros perto do meu trabalho. Ficou tudo bem branquinho e as ruas ficaram uma lama só. Não deu para chegar até o trem no meu ônibus porque o centro da cidade estava travado, foi a primeira neve forte depois do verão e estava todo mundo indo bem devagar.
Foi decente. Deu para ver como é melhor agora. Deu para xingar um pouquinho também os viadinhos que não tiraram a neve da calçada. É estranho andar sobre a neve fofa. Lembra um pouco andar sobre areia, areia bem fina (e fria). Nas ruas também, a neve fica parecendo areia misturada com um pouco de terra, como se fosse aquela areia úmida das praias que não são de tombo, como em Bertioga. A diferença é que a neve é lisa que só, e as ações dos motoristas tem que ser planejadas e suaves. Mas não deixa de ser emocionante - pena que ninguém me deixa dirigir, bando de bundões.
Um cara do trabalho levou três vezes o tempo normal de viagem para chegar no trabalho. No MSN dele só estava escrito "2h 40min nice ride!!! Snow Sucks".
E também temos o "Wind Chill". Gélidos -15 graus com sensação térmica de -25 graus. Delícia. Perto de casa é frio, mas perto do meu trabalho é gelado. Impressionante como aqui é mais frio do que em casa, deve ser por isso que este é o bairro mais barato da cidade. Como eu já disse anteriormente, eu saio parecendo um ninja de casa, só aparecendo a minha retina (nem os olhos dá para ver direito), então eu não passo frio nenhum. O pessoal do trabalho tira uma com a minha cara mas eu sou o único que entra no ônibus sem estar desesperado para se esquentar :-). Eu tenho que cobrir o nariz (é meio nojento isto que eu vou dizer) porque a natureza me privilegiou com bastante pêlos nesta área, e eles congelam quando eu respiro - a sensação é muito incômoda, parece que ao aspirar eles sobem e ao expirar eles descem. Olha eu de ninja:

(é, Rafael, se você imaginou, é o seu casaco sim...) :-)
Bom, agora na volta meu chefe me deu uma carona. Demorou um tempo enorme para o carro esquentar já que inexplicavelmente a janela de trás estava aberta. O velhinho tem pneus de neve e pode andar que uma beleza. Já um outro cara do trabalho, o Curtis, não tem pneus de neve e tem que dirigir a 10 km/h porque fica muito arriscado. Cada um com seus cada um. E também com o $$$ que lhe convém, porque dizem que estes pneus são meio caros.
Isso aí. Só falando do frio. O reporter que lhes informa. Falando em reporter, ontem à noite eu vi uma reporter (na TV), coitada, na rua às onze da noite ao vivo e tentando achar um lugar para esquentar a mão. Eu fiquei pensando, porque não dão uma luva para a coitada? Sacanagem...
Fui!
Nevou uns sete centímetros perto do meu trabalho. Ficou tudo bem branquinho e as ruas ficaram uma lama só. Não deu para chegar até o trem no meu ônibus porque o centro da cidade estava travado, foi a primeira neve forte depois do verão e estava todo mundo indo bem devagar.
Foi decente. Deu para ver como é melhor agora. Deu para xingar um pouquinho também os viadinhos que não tiraram a neve da calçada. É estranho andar sobre a neve fofa. Lembra um pouco andar sobre areia, areia bem fina (e fria). Nas ruas também, a neve fica parecendo areia misturada com um pouco de terra, como se fosse aquela areia úmida das praias que não são de tombo, como em Bertioga. A diferença é que a neve é lisa que só, e as ações dos motoristas tem que ser planejadas e suaves. Mas não deixa de ser emocionante - pena que ninguém me deixa dirigir, bando de bundões.
Um cara do trabalho levou três vezes o tempo normal de viagem para chegar no trabalho. No MSN dele só estava escrito "2h 40min nice ride!!! Snow Sucks".
E também temos o "Wind Chill". Gélidos -15 graus com sensação térmica de -25 graus. Delícia. Perto de casa é frio, mas perto do meu trabalho é gelado. Impressionante como aqui é mais frio do que em casa, deve ser por isso que este é o bairro mais barato da cidade. Como eu já disse anteriormente, eu saio parecendo um ninja de casa, só aparecendo a minha retina (nem os olhos dá para ver direito), então eu não passo frio nenhum. O pessoal do trabalho tira uma com a minha cara mas eu sou o único que entra no ônibus sem estar desesperado para se esquentar :-). Eu tenho que cobrir o nariz (é meio nojento isto que eu vou dizer) porque a natureza me privilegiou com bastante pêlos nesta área, e eles congelam quando eu respiro - a sensação é muito incômoda, parece que ao aspirar eles sobem e ao expirar eles descem. Olha eu de ninja:

(é, Rafael, se você imaginou, é o seu casaco sim...) :-)
Bom, agora na volta meu chefe me deu uma carona. Demorou um tempo enorme para o carro esquentar já que inexplicavelmente a janela de trás estava aberta. O velhinho tem pneus de neve e pode andar que uma beleza. Já um outro cara do trabalho, o Curtis, não tem pneus de neve e tem que dirigir a 10 km/h porque fica muito arriscado. Cada um com seus cada um. E também com o $$$ que lhe convém, porque dizem que estes pneus são meio caros.
Isso aí. Só falando do frio. O reporter que lhes informa. Falando em reporter, ontem à noite eu vi uma reporter (na TV), coitada, na rua às onze da noite ao vivo e tentando achar um lugar para esquentar a mão. Eu fiquei pensando, porque não dão uma luva para a coitada? Sacanagem...
Fui!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
E neste final de semana
A minha mãe chegou. Fomos buscar ela no aeroporto, mas as únicas fotos que eu tirei de lá foram de aviões, paisagens e afins:

Mas não faz mal. Ela chegou super feliz e bem no horário. Pegamos as malas e um táxi para casa com um cara de Bangladesh. Não deu para dar um gorjeta muito boa para ele, mas são coisas da vida. Quase que esqueci de mencionar que eu esqueci o cartão do banco em casa e quem teve que pagar a corrida foi minha mãe. Ainda bem que ela estava super feliz de ver a gente e não se importou em pagar :-). Filho desnaturado é fogo.
Bom, chegamos, abrimos a mala com as nossas coisas, o Arthur pegou os "pelúcia" que foram esquecidos no carro do seu Manoel durante a viagem até o aeroporto (principalmente o ursinho Pimpão), a Soraya foi atrás das suas roupas e eu fui atrás dos meus DVD's e das revistinhas do Calvin e Haroldo. Cada um com o que lhe interessa!
Só para terminar a narração, depois fomos na SuperStore onde a minha mãe fez a festa e viu o tamanho da seção de frutas, verduras e afins. Aqui também se come! Mas aqui é difícil chamar um táxi. Desgraça. Fiquei uns 40 minutos ligando até completar a ligação para o número da central. Mas liguei e o táxi veio, enfim. Bom, chegamos em casa, comemos, vimos Monstros S/A, tomamos um vinho (eu tomei), e fomos dormir. Dia seguinte (Domingueira) fomos passear no...
no...
HERITAGE PARK!!! Onde mais?
Fomos ver os doze dias de Natal. Bonitinho, mas eu achava que fosse ter mais coisa. O Arthur correu no labirinto:

O Arthur também conversou com o Papai Noel:

(selando o acordo "eu vou ser bonzinho" com um aperto de mãos)
(eu também fiz um videozinho):
Lá tinha um lugar engraçado. Era para estar todo coberto de gelo e ser um rinque de patinação, mas como estava meio "quente" uma parte derreteu e ficou meio "estranho":

É óbvio que eu e o Arthur ficamos correndo e escorregando em cima do gelo que nem dois turistas. E é obvio que, em determinado ponto, eu e o Arthur escorregamos e caímos, eu bundando e o Arthur peitando o gelo. Doeu fisicamente e doeu no ego também, mas se alguém riu e viu nem dava para saber porque estava todo mundo tão encapotado que nem dava para ver. Estava frio neste Domingo.
Eu e minha Mãe, sofrendo no frio, em cima de uma carruagem que dá a volta no parque. Ainda bem que tinha cobertores por lá:

E agora o resto da família:

Eu já mostrei o lago congelado?

(na verdade ele não congela por inteiro, fica uma camada de gelo por cima, mas não é seguro tentar andar porque se o gelo quebra só vão te resgatar no próximo verão)
Mais uma fotinho do Arthur no gelo:

(ainda bem que eu não esmaguei a minha máquina quando eu caí no chão)
É, ontem estava frio. Mas HOJE estava -15 graus quando eu saí de casa. Sei não, tive a impressão de que estava mais frio do que na outra Segunda-feira, quando teoricamente a temperatura também era de -15 graus. Sei lá, hoje tinha um tiquinho mais de vento, mas isto faz uma senhora diferença. Saio de casa parecendo um ninja, só com os olhos aparecendo, o pessoal do escritório tira sarro da minha cara, mas não gosto muito de passar frio não. Estou frito. Hoje eu senti um pouquinho de saudade do clima de Santos. Um pouquinho, porque verão por lá é brabo.
Que frio!
E temos neve de novo! Estava caindo uma nevinha sem vergonha hoje no caminho para o trabalho... Aliás, vou trabalhar.
Até mais amigos! Abraços!
Camila, obrigado pelos seus comentários!!!
Márcia, olá!!!, não sabia que você acessava o blog, como é que vão as coisas, Ana, Alê, aquele gato preto anti-social, anda tudo bem?
Abraços!!!

Mas não faz mal. Ela chegou super feliz e bem no horário. Pegamos as malas e um táxi para casa com um cara de Bangladesh. Não deu para dar um gorjeta muito boa para ele, mas são coisas da vida. Quase que esqueci de mencionar que eu esqueci o cartão do banco em casa e quem teve que pagar a corrida foi minha mãe. Ainda bem que ela estava super feliz de ver a gente e não se importou em pagar :-). Filho desnaturado é fogo.
Bom, chegamos, abrimos a mala com as nossas coisas, o Arthur pegou os "pelúcia" que foram esquecidos no carro do seu Manoel durante a viagem até o aeroporto (principalmente o ursinho Pimpão), a Soraya foi atrás das suas roupas e eu fui atrás dos meus DVD's e das revistinhas do Calvin e Haroldo. Cada um com o que lhe interessa!
Só para terminar a narração, depois fomos na SuperStore onde a minha mãe fez a festa e viu o tamanho da seção de frutas, verduras e afins. Aqui também se come! Mas aqui é difícil chamar um táxi. Desgraça. Fiquei uns 40 minutos ligando até completar a ligação para o número da central. Mas liguei e o táxi veio, enfim. Bom, chegamos em casa, comemos, vimos Monstros S/A, tomamos um vinho (eu tomei), e fomos dormir. Dia seguinte (Domingueira) fomos passear no...
no...
HERITAGE PARK!!! Onde mais?
Fomos ver os doze dias de Natal. Bonitinho, mas eu achava que fosse ter mais coisa. O Arthur correu no labirinto:

O Arthur também conversou com o Papai Noel:

(selando o acordo "eu vou ser bonzinho" com um aperto de mãos)
(eu também fiz um videozinho):
Lá tinha um lugar engraçado. Era para estar todo coberto de gelo e ser um rinque de patinação, mas como estava meio "quente" uma parte derreteu e ficou meio "estranho":

É óbvio que eu e o Arthur ficamos correndo e escorregando em cima do gelo que nem dois turistas. E é obvio que, em determinado ponto, eu e o Arthur escorregamos e caímos, eu bundando e o Arthur peitando o gelo. Doeu fisicamente e doeu no ego também, mas se alguém riu e viu nem dava para saber porque estava todo mundo tão encapotado que nem dava para ver. Estava frio neste Domingo.
Eu e minha Mãe, sofrendo no frio, em cima de uma carruagem que dá a volta no parque. Ainda bem que tinha cobertores por lá:

E agora o resto da família:

Eu já mostrei o lago congelado?

(na verdade ele não congela por inteiro, fica uma camada de gelo por cima, mas não é seguro tentar andar porque se o gelo quebra só vão te resgatar no próximo verão)
Mais uma fotinho do Arthur no gelo:

(ainda bem que eu não esmaguei a minha máquina quando eu caí no chão)
É, ontem estava frio. Mas HOJE estava -15 graus quando eu saí de casa. Sei não, tive a impressão de que estava mais frio do que na outra Segunda-feira, quando teoricamente a temperatura também era de -15 graus. Sei lá, hoje tinha um tiquinho mais de vento, mas isto faz uma senhora diferença. Saio de casa parecendo um ninja, só com os olhos aparecendo, o pessoal do escritório tira sarro da minha cara, mas não gosto muito de passar frio não. Estou frito. Hoje eu senti um pouquinho de saudade do clima de Santos. Um pouquinho, porque verão por lá é brabo.
Que frio!
E temos neve de novo! Estava caindo uma nevinha sem vergonha hoje no caminho para o trabalho... Aliás, vou trabalhar.
Até mais amigos! Abraços!
Camila, obrigado pelos seus comentários!!!
Márcia, olá!!!, não sabia que você acessava o blog, como é que vão as coisas, Ana, Alê, aquele gato preto anti-social, anda tudo bem?
Abraços!!!
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Novas
Mamãe chega amanhã. Ela tem as mesmas perguntas que eu fazia quando estava no Brasil:
. Eles vendem leite, ovos e frutas no mercado?
. Tem arroz?
. Tem feijão?
. A carne de boi vale o seu peso em ouro?
. O frango é estranho?
Essa é exclusiva da minha mãe:
. Tem comida natural?
E a resposta é um SIM bem grande para todas as questões acima. A única pergunta que fica sem uma resposta totalmente positiva é:
. Tem PF (prato feito), quilo ou algo parecido?
Ter, até tem. Agora tem churrascaria. Não fui ainda, mas disseram que é bom, e o preço me pareceu interessante também. Mas, no dia-a-dia, você vai aprender a comer sanduíches, frango, hamburgues, pizza e comida tailandesa, chinesa, japonesa e de outros lugares da Ásia (o que mais tem aqui é gente da Ásia).
Acho que ela vai gostar daqui. Tirando o fato de que já está bem frio (hoje estava -8 graus de manhã), e deve nevar de Domingo até Quinta-feira (mas vai saber, que a previsão do tempo aqui é mais astrologia do que astronomia). Mas aqui tem:
. SuperStore, onde a gente faz as nossas compras mensais e onde tem praticamente tudo, menos açucareiro, que eu fui lá da última vez e não achei. Mas tem tudo que é fruta e até doce-de-leite;
. WalMart, onde dá para comprar algumas coisas baratas mas que eu acho bem feio;
. SafeWay, que é o Pão de Açúcar daqui (bonito e caro);
. Também tem a Brasil With S, que vende tudo do Brasil que a gente não encontra aqui.
Tem umas coisas que só tem aqui:
. Canadian Tire (postal code: T2T4G2) , que vende de tudo para casa e também para carros; Acho difícil achar um similar no Brasil;
. Shoppings ao ar livre - espalhados por uma área enorme. Isto é uma coisa que eu só vi em filme antes de chegar aqui. É como se tivesse uma MEGA loja da Renner, um complexo de cinemas, uma loja da Sony e mais umas lojas de equipamentos eletrônicos, uma Tok-Stok, umas dez lanchonetes, um Extra, um Pão de Açúcar, umas quatro C&A's da vida, umas três ou quatro agências bancárias, tudo espalhado por uma área enorme que até desanima de andar. Só tem aqui. E impressiona.
Como dizia o Rodrigão, o povo aqui vive. Então eles tem que ter estrutura para isso, ou seja, as coisas EXISTEM aqui, ainda mais sendo primeiro mundão (ou seja, tem muito mais do que tem no Brasil - e tem mesmo). E compra, e gasta, e anda, e sobrevive o inverno de -30 graus.
No fim das contas, nem tudo é tão diferente quanto a gente pensa. Tirando a comida. As casas e apartamentos aqui são maiores do que no Brasil (em linhas gerais), e todas vem lotadas de armários e depósitos, todas vem com geladeira, fogão, lavadora e secadora, algumas vem com lavadora de louças, e todas tem água quente em todas as torneiras (senão não dá para usar a água - ela sai MUITO fria da torneira).
Está pensando em ir morar fora? Vem para o Canadá (isto é uma indireta para os meus amigos). É tudo parecido, o que é diferente dá para levar na boa e algumas coisas em filmes dos Estados Unidos vão fazer mais sentido depois que se mora aqui por um tempo (ou só vindo para conhecer).
Welcome mother! E welcome para todos os outros que venham nos visitar no futuro.
Fui!
Bom final de semana à todos. Espero que a PIZZA chegue logo no escritório logo que eu estou com fome.
. Eles vendem leite, ovos e frutas no mercado?
. Tem arroz?
. Tem feijão?
. A carne de boi vale o seu peso em ouro?
. O frango é estranho?
Essa é exclusiva da minha mãe:
. Tem comida natural?
E a resposta é um SIM bem grande para todas as questões acima. A única pergunta que fica sem uma resposta totalmente positiva é:
. Tem PF (prato feito), quilo ou algo parecido?
Ter, até tem. Agora tem churrascaria. Não fui ainda, mas disseram que é bom, e o preço me pareceu interessante também. Mas, no dia-a-dia, você vai aprender a comer sanduíches, frango, hamburgues, pizza e comida tailandesa, chinesa, japonesa e de outros lugares da Ásia (o que mais tem aqui é gente da Ásia).
Acho que ela vai gostar daqui. Tirando o fato de que já está bem frio (hoje estava -8 graus de manhã), e deve nevar de Domingo até Quinta-feira (mas vai saber, que a previsão do tempo aqui é mais astrologia do que astronomia). Mas aqui tem:
. SuperStore, onde a gente faz as nossas compras mensais e onde tem praticamente tudo, menos açucareiro, que eu fui lá da última vez e não achei. Mas tem tudo que é fruta e até doce-de-leite;
. WalMart, onde dá para comprar algumas coisas baratas mas que eu acho bem feio;
. SafeWay, que é o Pão de Açúcar daqui (bonito e caro);
. Também tem a Brasil With S, que vende tudo do Brasil que a gente não encontra aqui.
Tem umas coisas que só tem aqui:
. Canadian Tire (postal code: T2T4G2) , que vende de tudo para casa e também para carros; Acho difícil achar um similar no Brasil;
. Shoppings ao ar livre - espalhados por uma área enorme. Isto é uma coisa que eu só vi em filme antes de chegar aqui. É como se tivesse uma MEGA loja da Renner, um complexo de cinemas, uma loja da Sony e mais umas lojas de equipamentos eletrônicos, uma Tok-Stok, umas dez lanchonetes, um Extra, um Pão de Açúcar, umas quatro C&A's da vida, umas três ou quatro agências bancárias, tudo espalhado por uma área enorme que até desanima de andar. Só tem aqui. E impressiona.
Como dizia o Rodrigão, o povo aqui vive. Então eles tem que ter estrutura para isso, ou seja, as coisas EXISTEM aqui, ainda mais sendo primeiro mundão (ou seja, tem muito mais do que tem no Brasil - e tem mesmo). E compra, e gasta, e anda, e sobrevive o inverno de -30 graus.
No fim das contas, nem tudo é tão diferente quanto a gente pensa. Tirando a comida. As casas e apartamentos aqui são maiores do que no Brasil (em linhas gerais), e todas vem lotadas de armários e depósitos, todas vem com geladeira, fogão, lavadora e secadora, algumas vem com lavadora de louças, e todas tem água quente em todas as torneiras (senão não dá para usar a água - ela sai MUITO fria da torneira).
Está pensando em ir morar fora? Vem para o Canadá (isto é uma indireta para os meus amigos). É tudo parecido, o que é diferente dá para levar na boa e algumas coisas em filmes dos Estados Unidos vão fazer mais sentido depois que se mora aqui por um tempo (ou só vindo para conhecer).
Welcome mother! E welcome para todos os outros que venham nos visitar no futuro.
Fui!
Bom final de semana à todos. Espero que a PIZZA chegue logo no escritório logo que eu estou com fome.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Essa é boa
Precisamos de desenvolvedores:

Worse Than Failure
Os Voadores (só para não perder o pique):

Dilbert parte #1 (todo mundo já trabalhou em uma empresa assim):

Essa só tem graça para quem é da área:

E essa é a melhor:

Eu mandei tudo isso por E-Mail há tempos atrás para um grupo de amigos. Nada supera Calvin e Haroldo, mas Dilbert também é da hora.
Agora que eu já me diverti as custas do trabalho alheio, vou trabalhar.
Fui!

Worse Than Failure
Os Voadores (só para não perder o pique):

Dilbert parte #1 (todo mundo já trabalhou em uma empresa assim):

Essa só tem graça para quem é da área:

E essa é a melhor:

Eu mandei tudo isso por E-Mail há tempos atrás para um grupo de amigos. Nada supera Calvin e Haroldo, mas Dilbert também é da hora.
Agora que eu já me diverti as custas do trabalho alheio, vou trabalhar.
Fui!
Mas está ficando bonito o rio que cruza a cidade

Este é o rio logo depois da minha chegada.
Agora ele está todo coberto de gelo. Uma beleza. Esta foto não é minha, mas dá uma (vaga) idéia:

(foto extraída de http://static.flickr.com/6/109056963_5e1d003892.jpg)
Eu vou tirar um foto eu mesmo e colocar aqui. Mas que está bonito, está. Eu nunca vi gelo na rua (a não ser perto de peixarias), nem nunca vi um rio congelado. Queria ver como está o lago do Heritage Park, mas preciso de um motivo para passar por lá já que não comprei o "pois é" ainda. Tem um monte de coisa aqui que eu nunca vi na vida ao vivo, ou que tinha visto só uma meia dúzia de vezes - homem de turbante, homem de saia, mulher com aquela roupa muçulmana, gordos com andador, outlet, banheiras norte americanas (carros), vaporzinho saindo mesmo quando se respira pelo nariz, aquecimento doméstico centralizado, fogão elétrico, torneira aquecida, casa para alugar com geladeira, lavadora, secadora e lava-louça (além do fogão).
Fui!
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Sobre amigos, família, viagem e neve
Quando a gente resolveu vir para o Canadá sabíamos o tamanho da empreitada. A família apoiou a nossa decisão, o que foi de grande valia, porque eu acho que se alguém dissesse "não vai não", era bem capaz da gente ir mesmo. Os amigos também apoiaram, mesmo dizendo "que merda" e "volta um dia". Eu sei que se algum amigo meu fosse embora eu teria a mesma reação:
"Que merda, mas que legal que você vai ter esta experiência"
"Puxa, legal, da hora, quando é que você volta?"
"Da hora, mais um lugar para a gente visitar, a gente vai lá um dia"
E poraí vai. A gente nunca quer que os amigos vão embora. Eu não gostaria de perder um amigo para um outro país. Mas acontece, e a gente sempre pensa nos amigos e na família. Sempre:
"Como é que está a casa nova da sua mãe?"
"Como será que estão os preparativos da viagem da minha mãe?"
"Como está o casório do Chuck e da Alê?"
"Quando é que o Fabrício casa?"
"Caramba, quando a gente for no Brasil precisamos ver a casa do Kb.Lo e da Sabrina"
E falamos também de outros amigos. Da Regina e do Herbinho, do Akira e sua pequena e de todo mundo. É inevitável. As vezes eu tenho um pouco de receio de dizer "estamos super bem aqui" e ver alguém da família ou algum amigo pensar "é, seu viadinho, não precisa mais da gente, né?". A verdade é que a vida é mais fácil com os amigos, mesmo longe. Saber que meu blog é lido de vez em quando, e que a minha vida aqui é acompanhada pelo povo no Brasil, é como estar um pouco mais perto dos amigos e da família. A outra verdade é que estamos, sim, super bem aqui. Mais do que eu achei que a gente pudesse ficar estando longe do Brasil. Mesmo sem receber as visitas filosóficas do Kb.Lo em casa, sem o Poquer da Regina e do Herbinho, sem o mala do Fabrício e mesmo sem os barzinhos da vida (sempre indicados pelo Chuck e pela Alê), ainda me sinto perto de todo mundo.
Família e amigos são assim. Nunca acreditei muito nisso até agora, mas é verdade, a gente não precisa estar perto para que a amizade e o laço familiar continuem existindo. Não dá para ficar amigo morando a dez mil quilômetros de distância, mas uma vez que se é amigo, amigo será.
Mas venham me visitar e conhecer este lado do Globo (sim, o lado de cima). E uma hora, cedo ou tarde, voltamos para o Brasil para passar umas semaninhas e matar a saudade dos amigos, da família, da comida, do calor, da rede Globo e da praia. Não necessariamente nesta ordem.
Bom, meu lado Gasparzinho já se expressou, agora deixa eu falar do meu lado "novo morador abestalhado"...
Ontem quando eu estava para sair do escritório vi na previsão do tempo que estava nevando. E estava. Foi meio surreal. Me senti em um filme de natal. Tudo branquinho e, como eu fui embora mais tarde, estava tudo imaculado. Nenhuma pegada, nenhuma marca de carro, nada. Só a neve. E é impressionante como as ruas ficam mais claras, mesmo estando bem de noite. A iluminação pública daqui é uma bosta normalmente, mas quando neva e o chão fica branco, parece que vem uma luz do chão, sei lá, é meio surreal. Para quem nunca viu é muito bonito, para quem está acostumado é normal. Fiquei que nem um bobo olhando tudo e tirando fotos com o celular da Soraya, que eu preciso colocar aqui depois.
Hoje de manhã a temperatura era de -15 graus celsius. Estava bem agasalhado e não passei nem um pouco de frio na rua. O rio que passa no centro da cidade está começando a ficar com uma camada de gelo. Quando eu passar por lá de novo eu vou tirar umas fotos.
Bom, vou trabalhar, tirei uma pausa de 15 minutos para falar sobre os amigos. E sobre a neve.
Fui!
"Que merda, mas que legal que você vai ter esta experiência"
"Puxa, legal, da hora, quando é que você volta?"
"Da hora, mais um lugar para a gente visitar, a gente vai lá um dia"
E poraí vai. A gente nunca quer que os amigos vão embora. Eu não gostaria de perder um amigo para um outro país. Mas acontece, e a gente sempre pensa nos amigos e na família. Sempre:
"Como é que está a casa nova da sua mãe?"
"Como será que estão os preparativos da viagem da minha mãe?"
"Como está o casório do Chuck e da Alê?"
"Quando é que o Fabrício casa?"
"Caramba, quando a gente for no Brasil precisamos ver a casa do Kb.Lo e da Sabrina"
E falamos também de outros amigos. Da Regina e do Herbinho, do Akira e sua pequena e de todo mundo. É inevitável. As vezes eu tenho um pouco de receio de dizer "estamos super bem aqui" e ver alguém da família ou algum amigo pensar "é, seu viadinho, não precisa mais da gente, né?". A verdade é que a vida é mais fácil com os amigos, mesmo longe. Saber que meu blog é lido de vez em quando, e que a minha vida aqui é acompanhada pelo povo no Brasil, é como estar um pouco mais perto dos amigos e da família. A outra verdade é que estamos, sim, super bem aqui. Mais do que eu achei que a gente pudesse ficar estando longe do Brasil. Mesmo sem receber as visitas filosóficas do Kb.Lo em casa, sem o Poquer da Regina e do Herbinho, sem o mala do Fabrício e mesmo sem os barzinhos da vida (sempre indicados pelo Chuck e pela Alê), ainda me sinto perto de todo mundo.
Família e amigos são assim. Nunca acreditei muito nisso até agora, mas é verdade, a gente não precisa estar perto para que a amizade e o laço familiar continuem existindo. Não dá para ficar amigo morando a dez mil quilômetros de distância, mas uma vez que se é amigo, amigo será.
Mas venham me visitar e conhecer este lado do Globo (sim, o lado de cima). E uma hora, cedo ou tarde, voltamos para o Brasil para passar umas semaninhas e matar a saudade dos amigos, da família, da comida, do calor, da rede Globo e da praia. Não necessariamente nesta ordem.
Bom, meu lado Gasparzinho já se expressou, agora deixa eu falar do meu lado "novo morador abestalhado"...
Ontem quando eu estava para sair do escritório vi na previsão do tempo que estava nevando. E estava. Foi meio surreal. Me senti em um filme de natal. Tudo branquinho e, como eu fui embora mais tarde, estava tudo imaculado. Nenhuma pegada, nenhuma marca de carro, nada. Só a neve. E é impressionante como as ruas ficam mais claras, mesmo estando bem de noite. A iluminação pública daqui é uma bosta normalmente, mas quando neva e o chão fica branco, parece que vem uma luz do chão, sei lá, é meio surreal. Para quem nunca viu é muito bonito, para quem está acostumado é normal. Fiquei que nem um bobo olhando tudo e tirando fotos com o celular da Soraya, que eu preciso colocar aqui depois.
Hoje de manhã a temperatura era de -15 graus celsius. Estava bem agasalhado e não passei nem um pouco de frio na rua. O rio que passa no centro da cidade está começando a ficar com uma camada de gelo. Quando eu passar por lá de novo eu vou tirar umas fotos.
Bom, vou trabalhar, tirei uma pausa de 15 minutos para falar sobre os amigos. E sobre a neve.
Fui!
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Vou embora para casa dormir...
... antes, a previsão do tempo:

Delícia. -15 graus amanhã de manhã. E agora, está NEVANDO!!!
Quer dizer, diz que está, porque eu trabalho em um escritório sem janelas.
Já falei demais. Vou embora. Fui!!! E só paro de falar de neve quando parar de nevar (ou quando eu me encher de falar de neve, ou quando eu me encher da neve, ou quando eu tiver algo mais legal para falar - mas no futuro próximo vai ser difícil falar de algo mais legal do que NEVE, a não ser as poças de gelo na rua).
Fui!
Delícia. -15 graus amanhã de manhã. E agora, está NEVANDO!!!
Quer dizer, diz que está, porque eu trabalho em um escritório sem janelas.
Já falei demais. Vou embora. Fui!!! E só paro de falar de neve quando parar de nevar (ou quando eu me encher de falar de neve, ou quando eu me encher da neve, ou quando eu tiver algo mais legal para falar - mas no futuro próximo vai ser difícil falar de algo mais legal do que NEVE, a não ser as poças de gelo na rua).
Fui!
Assinar:
Postagens (Atom)