sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ah, o verão...



Pelo menos não sou só eu que ando achando este verão meio frio. De qualquer jeito, dizem que o número de tempestades que anda acontecendo é o mesmo de qualquer verão, a diferença é que agora as mesmas estão acontecendo em áreas mais populosas (em cima da minha cabeça).

Fui!

Tira do dia...


(está quase no nível do "Deus Segundo Laerte")

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Eu sou um bundão - 1408

1408

Ontem a gente viu um filme de terror. 1408. Terror psicológico (ou seria psicodélico + psicótico), não era daqueles filmes de zumbi em que jorra sangue para tudo que é lado. Até que foi legal, mas eu sou muito bundão para ver este tipo de filme. Eu gosto mais é de filme de zumbi. Não me causa nenhum problema depois, ao contrário dos filmes que são feitos para dar medo mesmo, já que:

. Eu fico arrepiado metade do filme e por mais umas boas horas depois;
. Se eu tomo banho eu não gosto de fechar os olhos, se eu não fecho os olhos sempre pinga uma gota de espuma do sabonete ou do shampoo, sempre que cai uma gota de espuma o olho arde;
. Eu tenho que ficar aguentando tiração de sarro da Soraya;
. Se eu tenho que ir fazer alguma coisa em outro ambiente eu tenho que ligar todas as luzes no caminho;
. Se eu durmo eu tenho que me cobrir inteiro;
. E eu não posso dormir com o braço para baixo da cama.

Normalmente depois de um filme desses eu vejo alguma comédia para me descontaminar, mas ontem a gente foi dormir direto. Sinceramente, eu não me considero muito bundão, e meu problema nem é com as imagens - eu não tenho problema nenhum com filmes que tem sangue, tanto é que eu adoro filmes de Zumbi ou filmes de guerra, daqueles em que o sangue pinga na câmera - meu problema é com estes diretores e roteiristas f.d.p's que estudaram os mecanismos que fazem o ser humano ter medo e aplicam este conhecimento para fazer os seus filmes.

Mas até que o filme é bom. Não me arrependi de ter visto.

Mas não veria sozinho em casa.

Eu sou um bundão. Nem comercial de filme de terror ou daquele programa dos paranormais que passa no Discovery Channel eu gosto de ver.

Falei demais e comprometi o resto de dignidade que me sobrava. Só restou uma palavra a dizer:

Fui!!!

PS: Uma vez quando eu era criança a luz acabou em uma cidade minúscula, o céu não tinha lua ou estrelas, e eu achei que tinha ficado cego. Será que é por isso que quando eu durmo sozinho eu nunca fecho a cortina?

Comic of the day



Lembrei da piadinha:

Q: "O que o Ayrton Senna estaria fazendo hoje se estivesse vivo?"
R: "Estaria arranhando a tampa do caixão"

Nada como uma dose de humor negro para começar bem uma Quinta-feira.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ratos

A gente alugou o DVD de Tatatouille Ratatouille de novo, e este DVD tem uma historinha que conta a história dos ratos ao redor do mundo. Em uma parte desta história, eles contam que os ratos se espalharam por todo o globo (exceto Alasca e Antartida, já que eles congelariam por lá). E, além destas terras congeladas, o estado de Alberta, Canadá, também não tem ratos. O estado de Alberta é onde fica Calgary, e Calgary é onde eu moro! Segundo o DVD, em 1950 o estado criou um programa agressivo de combate aos ratos, e com sucesso impediu que os mesmos se instalassem aqui.

E é verdade.

Wikipedia (Brown Rat):

Alberta is unusual in that rat infestation was eliminated by aggressive government action.[41] Although it is a major agricultural area and has a fairly high human population density, it is far from any seaport and only a portion of its eastern boundary with Saskatchewan provides a favorable entry route for rats. They cannot survive in the boreal forest to the north, the Rocky Mountains to the west, nor the semi-arid High Plains of Montana to the south. The first brown rat did not reach Alberta until 1950, and in 1951 the province launched a rat-control program that included shooting and poisoning rats, and bulldozing, burning down, and blowing up rat-infested buildings. The effort was backed by legislation that required every person and every municipality to destroy and prevent the establishment of designated pests. If they failed, the provincial government could carry out the necessary measures and charge the costs to the landowner or municipality.

In the first year of the program, 64 tonnes of arsenic trioxide was spread in 8,000 buildings (8 kg/building) on 2,700 farms along the Saskatchewan border. In 1953 the much less toxic and more effective poison Warfarin was introduced, and since then the control program has consumed between 5 and 13 tonnes of Warfarin annually. By 1960 the number of rat infestations in Alberta had dropped below 200 per year and has remained low ever since.[42]

Currently, only zoos, universities, and research institutes are allowed to own caged rats in Alberta, and possession of an unlicensed rat (including pet rats) is punishable by a $5,000 fine or 60 days in jail. The adjacent and similarly landlocked province of Saskatchewan initiated a rat control program in 1972, and has managed to reduce the number of rats in the province substantially, although they have not been eliminated.[43]

E esta página traz maiores detalhes do programa:

http://www1.agric.gov.ab.ca/$department/deptdocs.nsf/all/agdex3441

MAIS:



E MAIS:



(eu achei isso beeeem interessante)
Eu adoro estes videos antigos, em que dá para perceber que o passar da idade e em que as cores já não são mais exatamente as mesmas:



De uma certa maneira isto me faz lembrar de quando eu era mais novo, sei lá porque cargas d'água. Acho que é a lembrança de filmes em videocassetes, fotografias analógicas e televisão preto-e-branco - alguns dos meus vizinhos não tinham TV colorida, e alguns ainda colocavam uma espécia de tela de vidro na frente da televisão, que supostamente deveria deixar a imagem colorida mas que só dava é barato na molecada. Sempre tem quem compre 1406, seja qual for a época.

Uma coisa que eu adoro ver são fotos antigas, com máquinas de qualidade, em que dá para perceber um pouco da granulação do filme - parece que a foto tem uma "mensagem" a mais, e o seu envelhecimento traz mais memória para a imagem gravada ali.

E para fechar, eu sempre tenho a impressão que no fim do século passado as coisas aconteciam mais rápido e era tudo em preto e branco:

Leitura matinal

Embora o título deste blog seja "Me At Canada", eu gosto de escrever sobre outras coisas que acontecem na minha vida, já que nem sempre tem tanta coisa assim para falar do Canadá. De vez em quando me dá vontade de falar sobre as pessoas que eu vejo no trem e nos ônibus (são dois, já que eu estou meio preguiçoso e decidi não fazer mais a caminhada de 1000 metros da estação de trem até o meu trabalho). Hoje não tinha nada de muito especial...

. Tinha uma pessoa no ônibus que vem da estação de trem até perto do meu trabalho, sentado duas poltronas à minha frente, que, do nada, virou para o fundo do ônibus e começou a falar em voz alta, dizendo apenas uma palavra - "mal". Acho que ele queria chamar alguém, mas quem estava na poltrona exatamente atrás dele não entendeu nada, assim como o resto do ônibus;
. Neste mesmo ônibus tinha alguém com aquele cheiro característico de três dias sem banho. Eu sou meio alérgico à perfumes, mas sou três vezes mais alérgico à CC. Meu nariz trava, eu começo à espirrar, dá vontade de abrir os vidros do ônibus ou mudar de lugar. Como o meu ponto já estava chegando, nem precisei me preocupar;
. O trem estava tranquilo, vazio como todo dia. Eu tenho espaço para poder ler o que eu quiser ler e para colocar o meu copo de café onde eu quiser colocar. Quando eu saio do trem jogo o café fora (sempre sobra um pouquinho), e deixo o jornalzinho do Metro dobrado entre a cadeira e a lateral do trem.

...

Falando de outras amenidades, ontem a gente viu o filme baseado no livro Caçador de Pipas, que por sinal é homônimo. A história começa no fim da década de 70, no Afeganistão, e conta a história de uma família afetada pela invasão do Afeganistão pela Rússia, o êxodo que se seguiu, e como o regime Taliban afetou o modo de vida naquele país. Outro dia eu tinha escrito aqui no blog sobre como a falta de conhecimento sobre outras culturas faz a gente achar que eles "sentem" as coisas de forma diferente, e este filme colocou um pouco de luz sobre o povo Afegão e como eles foram mais vítimas do que culpados de tudo que aconteceu com eles. Antes do regime Taliban e da invasão Russa (e de tudo mais que aconteceu), o povo Afegão podia ouvir música, ver filmes, empinar pipas, as mulheres não eram obrigadas a usar a burca e podiam frequentar a escola, não existia a "patrulha da barba" e o país parecia estar em boa forma. Provavelmente não era um Óasis, como eu acredito que não seja nenhum dos países naquela região dominada por conflitos religiosos, mas com certeza era uma terra melhor do que hoje em dia.

A história é dominada por um herói e um anti-herói (que só é um anti-herói, mas não um vilão), e como a integridade e a justiça de um mostram os valores em que ele acreditava, e como a covardia de outro mostra como, segundo o próprio autor do livro, a comunidade internacional virou as costas para o país quando a guerra com a Rússia acabou e eles acabaram com um governo extremamente corrupto e depois extremamente radical. E um pouco esta história me fez pensar um pouco em todos os imigrantes que estão aqui no Canadá e qual deve ser a história por trás deles, especialmente os que vem de países que estão ou estiveram em conflito recentemente (Iraque, refugiados da África, Afeganistão, Kuwait, entre outros). O que é bom para mim necessariamente não é bom para os outros, mas eu acho que este é um filme que deve ser assistido.

...

Ontem eu comprei um livro para mim. Acho que deve ser o primeiro livro que eu "me" comprei nos últimos cinco ou dez anos - eu gosto muito de ler, mas normalmente a minha leitura envolve jornais, revistas, a Wikipedia, blogs e outras literaturas que tem mais "função" do que "conteúdo". Mas este livro me interessou porque eu li o primeiro capítulo na Internet (você pode ler aqui), e também porque a história é sobre um grupo de funcionários da Microsoft e seu modo de vida, visão do mundo e como eles encaram a vida profissional. O nome do livro é Microserfs. Eu li ontem no caminho para casa e li hoje no trem também - como eu já me acostumei a ler em veículos em movimento graças ao jornal gratuito distribuído na cidade, ler um livro sentado com a paisagem passando à volta e com vários sacolejos no caminho já não me incomoda mais. A Soraya sempre me tenta fazer ler alguma coisa (a gente começou a ler o Mundo de Sofia, que eu pretendo acabar um dia), mas nem sempre histórias "normais" me despertam interesse. Mas este livro especificamente me cativou e até agora está sendo uma boa forma de passar o tempo no transporte público da cidade.

PS: Agora eu me lembrei que eu comprei outros livros para mim ou que ganhei de presente. Um deles foi sobre o Ronaldo Fenômeno, que eu li até a parte que explica o que aconteceu na copa de 1998, e o outro foi a "Filosofia de Matrix", que eu não passei da segunda página.

Vamos ver se eu tomo gosto pela coisa.

...

Dente de leão aqui se chama "dandelion", que vem do Francês "dan de lion".

...

O verão aqui é meio inconstante. Não tem nenhuma massa d'água grande por perto para segurar a variação da temperatura entre os dias frios e os dias quentes, e a temperatura pode ser de 10C em um dia e de 25C no outro. De qualquer jeito, a cidade fica muito melhor no verão, as árvores tem folhas, a grama fica verde e dá para usar só uma calça.

Agora preciso trabalhar.

Fui!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Filosofando

Eu reflito e filosofo profundamente com meus botões - o grau (leia-se profundidade) destas divagações depende enormemente do tipo de música que eu estou ouvindo. Agora, por exemplo, eu estou ouvindo Serenata Espanhola (um exemplo aqui e outro aqui). Acho que a música deve ressonar com meu cérebro e eu divago mais profundamente nestes momentos...

... três horas depois...

Resolvi trabalhar um pouco, revisando o código do carinha que trabalha comigo, refatorando as piores partes para permitir que o código seja mais "expandível" no futuro. Agora o ímpeto de trabalhar já passou e eu preciso ir escovar os dentes, que desde o almoço já se passaram quatro horas. A filosofia saiu e entrou o bafo de onça no seu lugar. Aliás, será que onça tem mesmo bafo de onça? Taí uma questão que eu pretendo morrer sem ficar sabendo, já que eu posso muito bem morrer aprendendo a resposta para esta questão.

Hoje eu estava lendo uma reportagem na revista Veja sobre a necessidade de imigrantes para países de Primeiro Mundo (como Canadá, Estados Unidos e quase todos na Europa). Mesmo podendo exportar muito mais gente qualificada, o Brasil é um país com o menor número de emigrantes qualificados no mundo. Ou seja, gente que poderia imigrar legalmente para um outro país mas não o faz por n motivos. Eu tenho na minha cabeça que pode ser alguma coisa cultural mesmo:

. Impressão que vai ser impossível viver longe da família e dos amigos (mas se até os Italianos saíram da Itália, porque não os Brasileiros saírem do Brasil?);
. Para o Canadá, medo do frio - olha, o inverno é frio, não vou colocar panos quentes não, mas até que aqui tem verão (e Canadense mora em casa - aquecida - e não em Iglú);
. Falta de "cultura global". Um dia no Orkut eu vi uma menina que escreveu - "não quero conhecer nenhum outro lugar do mundo porque no Brasil tem tudo que eu preciso conhecer". Ledo engano, o resto do mundo também é interessante;
. Medo não ser aceito (preconceito) - eu acredito que isto seja verdade para quem viaja para os Estados Unidos e talvez para alguns países da Europa. Aqui no Canadá, imigrante costuma ser muito bem aceito, mesmo na média ganhando menos do que quem nasceu em solo Canadense;
. Amor à praia, caipirinha, churrasco, cerveja, pastel no final de semana, catupiry, feijoada, futebol na TV e outras coisas que o Brasil tem a oferecer. É, aí não tem jeito, tem que colocar tudo na balança e ver o que é melhor.

Aqui no Canadá existem muitos Chineses, Filipinhos, Indianos (Hindús) e outros povos. A minha opinião sobre algum destes povos ficou pré-concebida (é, preconceito mesmo) pela incompetência alheia na empresa onde eu trabalho. Eu tive a impressão, no começo, de que todo Chinês era ou incompente ou mal-educado, porque os que eu conheci no começo eram as duas coisas juntas. Depois de um tempo, comecei a observar melhor as pessoas (sem nenhum pré-julgamento), e percebi que os Chineses são mais simpáticos do que eu imaginei a princípio, e eu acho que às vezes eles ficam mais reclusos mesmo porque alguns tem uma dificuldade imensa de adaptação e aprendizado do idioma. Uma coisa que alguns não tem é noção de espaço mesmo, mas acho que dá para entender isso sendo a China um país com um bilhão de pessoas (embora incomode um pouco mesmo).

Como no meu trabalho novo existem vários desenvolvedores da China na equipe, vou "zerar" todas as coisas que aconteceram no meu trabalho atual e entrar no time sem nenhuma idéia pré-concebida. Vamos ver no que vai dar.

PS: Não estou falando de filho de Chinês ou de "raça", porque este tipo de preconceito eu acho que eu não tenho. Estou falando de imigrantes Chineses que carregam muito dos seus vícios profissionais no país de origem, o que pelo menos no meu caso foi um problema sério de "sabonetar", atirar pedras para se defender e extrema incompentência. Mas foram três casos isolados e, como eu disse, é hora de deixar as mágoas para trás e ir em frente. Sobrou um Chinês aqui, o Yong, tímido que só ele (e com dificuldades imensas de comunicação), mas que é razoavelmente competente e que eu resolvi tentar voltar a "guiar" nestas últimas semanas, embora ele também sofra de algunas lacunas profissionais, a maior dela poderia ser definida como a incapacidade de escrever com qualidade "A", no geral ele ficaria no "C" (passa de ano, mas sem nenhum mérito).

PS 2: Hoje eu vi um cara no guichê do Alberta Health Care (um senhor Chinês, na verdade), tentando preencher um formulário e conversar com a atendente, sem falar uma palavra de Inglês. A moça que estava no atendimento teve que despachar o coitado - não dá para ela fazer nada se ele não entende uma pergunta simples como "quando você foi demitido?". Eu já vi isso aqui uma dezena de vezes. Acho que são pais de imigrantes qualificados que vieram em programas de reunificação familiar. Vendo a dificuldade que eles tem com o idioma até que eu entendo porque existe tanta Chinatown poraí.

PS 3: No ano passado fomos na piscina do Eau Claire e tinha uma menininha Chinesa de uns dois anos correndo na água com a fralda total, absolutamente e fartamente cagada. Aquela imagem ficou de uma maneira registrada na cabeça da gente que até hoje não voltamos naquela piscininha :-). Taí mais uma idéia a ser combatida - que haverão crianças cagadas na piscina pública.

PS 4: Solidão é uma coisa engraçada. Eu não me sinto sozinho aqui porque eu tenho a Soraya e o Arthur e a gente tem alguns amigos - é lógico que eu sinto muita saudades do Brasil, família e de todo mundo que ficou para trás, mas solidão mesmo é algo que eu não sinto aqui - até que se porque eu sentisse, voltava para o Brasil rapidinho. É engraçado porque eu tenho a impressão que os povos de outros países (Índia, China, Paquistão) se sentem mais sozinhos do que os imigrantes Brasileiros, mas sei lá porque cargas d'água eu penso nisso. Acho que deve ser porque eu não conheço a cultura deles, ou então é porque são eles que ficam com a cara mais séria nos trens e ônibus da vida.

PS 5: Falando de solidão, era engraçado a imagem que eu fazia das cidades vistas na beira da estrada à noite, viajando de carro. Como você só vê umas luzinhas e nada mais (só dá para ver as luzes das ruas à noite), dava a impressão que era todo mundo sozinho. Bom, dependendo da cidade ninguém coloca o pé na rua à noite mesmo.

Eu ainda acho que não dá para imigrar sozinho - tem que ter família junto. A casa da gente acaba sendo o nosso santuário. Como dizem em um comercial na TV, o lugar mais importante do mundo é a casa da gente.

Bom, preciso ir escovar os dentes e dar um jeito no bafo antes de usar o sistema de transporte público da cidade.

Fui!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Wi-Fi, no more

O modem wi-fi do meu notebook morreu de vez. Depois de ser esmagado uma dúzia de vezes, ele não aguentou e o conector USB se separou da placa do coitado. Eu fui no quarto do Arthur agora e lá estavam os restos mortais do mesmo. Mas como eu fiz o curso técnico que tinha enfase em eletrônica e eu queimei muito dedo fazendo solda em circuitos eletrônicos e conectores, eu acho que eu até consigo cortar o cabo da extensão USB, soldar direto na placa mãe, colocar um monte de fita isolante até que fique tudo parecendo uma grande almofada preta.

Agora eu preciso descobrir como que é ferro de solda em inglês. Como ferro de passar é roupa é "iron" (nada como uma tradução fácil), imagino que ferro de solda deve ser "welding iron" ou algo do tipo. Estanho é "tin", em latin é "stannum", e é o que se usa neste tipo de solda... (5 minutos depois). Pesquisando na Wikipedia achei como é ferro de solda, é solder. Vou dar uma pesquisada.

Já que eu comecei a falar de inglês, tenho algumas palavras preferidas (pelo som que elas fazem). Uma delas é youth, que significa juventude, outra é yield, que significa "dê a preferência", e existem outras...

. Bulk (acho que é "em lote", como "processamento em lote");
. Raw, significa crú, eu gosto porque são minhas iniciais;
. Wasted, podem ser várias coisas, desperdiçado, estragado, não é a toa que uma pessoa que bebe demais e fica estragada, fica "wasted" (I was wasted after last night);
. Terrific, que é "sensacional" ou algum sinômico, pelo fato de ser o oposto do que terrível significa em português;
. Eu odeio Push e Pull - ainda me confundo;

Bom, por hoje é só, companheiros. Vou tomar uma cerveja e me cuidar para não ficar "wasted".

See u.

Went!!!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Morro e mato

O título ficou bem ambíguo. Na verdade é morro, geograficamente falando e mato, o vegetal.

Pois bem. Quando eu era pequeno eu ficava fascinado com uns morros que ficavam em outra parte da cidade - estes morros tinham uma cobertura de mato que devia ter um metro de altura, e quando o vento sobrava sobre este mato, em cima do morro, ele dobrava um pouco e expunha a sua raiz (um pouco mais escura), e é como se ondas fossem formadas sobre o morro conforme o sabor do vento. Acho que esta é uma cena meio clássica em filmes, desenhos infantis e coisas assim. E no filme, eles sempre mostram alguma criança correndo no meio do mato, com a mão sobre o mesmo, como se ele fosse feito de algodão.

É mentira.

Um dia, eu, Ravi, fascinado por aquele mato, resolvi subir o morro para ver como o mesmo é de perto. Acho que ele devia ter mesmo quase um metro de altura, algo assim, e, cacetada, como cortava. É como se as folhas fossem todas serrilhadas com um zilhão de espinhos, minha canela ficou toda ralada. Para completar, ainda tinha uns espinhos que grudavam nas meias e os borrachudos, malditos.

Pois é. Seria melhor se eu tivesse visto de longe. A propósito, não há metáfora nenhuma aqui, foi só a vontade de contar uma memória de infância.

Abraços, Ravi!