sexta-feira, 14 de setembro de 2007

E hoje, sexta-feira, trabalhando?

Hoje ainda não trabalhei. O Chinês sem noção de espaço/ tempo que senta do meu lado colou (literalmente) do meu lado para perguntar algumas coisas em seu inglês enigmático. Digo que já vou escrever um E-Mail e continuo a ler o que eu estava lendo. O pessoal que trabalha comigo está jogando algum RPG com um baralho trazido pelo Mestre dos Magos, o Jon, o administrator de rede que sumiu com o disco do frisbee outro dia.

O Jon é uma figura enigmática. Gente boníssima. Acabou de fazer a segunda tatuagem, uma Tartagura estilizada, no seu braço direito. No esquerdo, tem um Dragão. Dirige um carro que vale uns mil dólares (que eu gostaria de comprar, por incrível que pareça), e gosta mesmo é dos Territórios no Norte, onde o inverno é FODA. Tá louco.

Agora, neste momento, o jogo de RPG acabou. Acho que eu também vou trabalhar depois que eu terminar de escrever este post.

Bom, estava falando do Chinês daqui que não tem noção de espaço/ tempo. Ele já "porrou" umas duas ou três portas de carros "paralelos" ao que ele estava, não ao
abrir a porta, mas ao sair, empurrando a porta. Come on!!! Tenha cuidado. Ele quase quebrou meu pé na mudança. Eu estava me preparando para puxar uma mesa, ele chegou e empurrou a mesa com tudo. Fiquei puto da vida. Disse "cara, você tem que avisar antes de empurrar qualquer coisa, você quase quebra meu pé". Acho que ele deve ter sido criado na roça. Como diz o povo daqui, ele não respeita o Personal Space (Wikipedia é uma coisa sensacional). Chega, encosta, eu ponho a cadeira pro lado, ele ainda chega mais perto, aí você volta um pouco, mais ou menos em um movimento de Futebol Americano para desviar alguém do seu caminho (ombrada), para ver se a pessoa se toca de que está muito perto, mas a pessoa não se toca. Como diz o meu pai, "sitocômetro" é importante. Do "guia de relacionamento pessoais para geeks":



Voltando à choração. É Irritante. Aí vem falar alguma coisa mas não consegue falar nada com "r" no meio direito, e simplesmente "pega" o mouse. Umas duas ou três vezes eu disse "you are not going to get my mouse". Ou então eu achei um bug e disse para ele "check it on your computer", ele vem invadindo minha mesa, pegando o teclado e o mouse e eu digo "cara, vai na sua mesa, o bug é o mesmo, no meu computador ou no seu". A frase depois seria "me deixa em paz", mas eu tento manter um mínimo de civilidade. Se você está carente, não é problema meu.

Meus amigos sabem que eu sou o cara menos fresco que já caminhou sobre a Terra. Mas, cara, "Personal Space" é realmente uma coisa importante. Todo mundo sabe que não tem coisa pior do que aquele cara pentelho que gosta de ficar encostando para conversar. É por isso que ninguém fica conversando quando se está apertado no elevador. Já é suficientemente ruim estar lá, conversar só piora a situação. Nestas ocasiões se segura a respiração para não se encostar em nada ou ninguém. Sai, chulé!!!

O cara Russo que trabalha comigo diz que isto é meio que um problema de cultura. Que seja, mas respeite a minha cultura. Na verdade, o que eu odeio mesmo é que alguém venha e invada o meu computador enquanto eu estou trabalhando. E principalmente que o faça de mão suja. Ah, não. Sai fora. Se eu quiser informações adicionais, vou pedir.

:-)

Mas eu estou me sentindo bem hoje. Na verdade, eu fico meio puto da vida com estas coisas e resolvo escrever aqui. Viver no Canadá é se acostumar com vinte culturas diferentes ao mesmo tempo. É legal, mas algumas culturas são mesmo estranhas.

Bom. Vou voltar para o trabalho. Acho que amanhã a gente tenta ir zôo de novo. Fui!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

CHEETOS!!!


Cheetos! Se você gosta, venha para Calgary :-)

Summer is almost over. Dia 21 vira o Outono...

Ainda bem que eu sou programador e não Web-Designer:


É, o danado do verão está acabando mesmo.

E vai ser no dia 21 de Setembro, aniversário do meu pai - aliás, pai, mandei teu beijo para o Arthur e ele te mandou outro. Perguntei, "o Vovô Geraldo, tá bom?", e ele disse "Tá bom, meu médico, o Vovô Geraldo". Dei risada, o Arthur faz umas associações muito engraçadas, não esperava que ele fosse dizer "meu médico", mas algo em relação ao "seu papai", como ele me diz, ou algo do tipo :-). Estes dias a gente estava vendo o DVD do Toy Store 2 e ele queria porque queria ver um tal de "filme das figurinhas". E a gente pensando, caramba, o que é isso? E procura, procura, vai em todas as opções, e no fim descobrimos que era o lugar onde você seleciona o capítulo para o filme começar, no qual cada capítulo tem uma pequena imagem.

Bom, perdi o foco, vamos lá. Como eu estava dizendo, o verão aqui está acabando. Hoje fez -1 grau à noite, talvez um pouco menos, mas estava bem frio quando eu saí de casa para vir para o trabalho, provavelmente menos de 2 graus (1 ou 2 graus). Eu saí de casa encapotado, com uma camiseta, uma camisa de flanela (do meu tamanho!!!) e o casaco flanelado que a Marília deu. O mendigo fedorento estava dormindo no prédio de novo e eu liguei para a administradora do prédio - acho que desta vez ela talvez tenha mesmo enterrado ele na floreira, ela ficou bem puta da vida. Bom, saí de casa, um puta de um frio aqui perto do trabalho, mão no bolso senão os dedos ficam doendo. Está ficando gelado mesmo. E a tendência é esfriar mais :-) Tamo na roça, nego.

Mas... Legal foi o que a Soraya me contou. Eles foram para a escola, aquele puta frio, o Arthur todo encapotado, gorro, luva, a Soraya idem, pegaram o bumba, quentinho, e na hora que chegaram na escola o parquinho estava... todo branco!!! Como à noite a temperatura ficou abaixo de zero, geou no parquinho. É mais ou menos como aquele gelo que fica na parte de cima do congelador. Acho que a Soraya também vai escrever isto no blog dela, mas eu achei tão legal, tinha que contar. Eu não estava lá, foi ela que me contou. Diz que o Arthur falou "Neve!!!" (não era, mas tudo bem), tirou a luva e foi lá correr no parquinho, passar o dedo no gelo, colocar na boca para ver qual é o gosto, corre, pula, e depois foi todo mundo para a aula. Agora já deve ter derretido. Imagino quando nevar de verdade e tiver TUDO branco, ele vai delirar.

Ante-ontem eu cortei o cabelo. Fui num shopis centis que tem aqui perto, rodei, rodei, rodei (eu estava com um colega de trabalho, o Jerry, que também foi no shopis, mas na Academia). Depois de percorrer todas as lojas do Shopping achei um barbeiro perto do lugar onde eu comecei a minha busca (lei de Murphy). 15 dólares. Pedi para o cara passar máquina dos lados e tesoura em cima. Ele balbuciou algo como "double layer", disse que assim era mais caro mas que não ia cobrar a mais. Eu disse "OK", e pensei, que estranho. Mas tudo bem. Tesoura que nada, em cima o cara usa máquina também, mas com um pente para regular o tamanho. Mas não ficou ruim não.

Estou indo embora, a gente conversa uns 2 minutos, e ele me pergunta de onde eu venho, e eu digo "Brasil (com S mesmo)". E ele lança um "Braziiil!!!". Pausa. Pela maneira como a pessoa reage à sua resposta, você pode deduzir o que ela conhece do Brasil:

. Brazíííl!!!: Futebol. Não tem erro. Uns lançam "Ronaldo", outros "Pelé", de vez em quando vem um "Maradona" (peloamor), e sempre que vão dar tchau eles dizem "Muchas Gracias ou Adiós". Nunca acertam;
. Hmmm, Brazil, yeah, I know Brazil: Tem algum conhecido que morou aqui ou que visitou o Brasil faz um tempo, normalmente no Nordeste. Ou então viajou para o Perú e acha que é tudo a mesma coisa;
. Brazil!, com um ar de saudosismo: Já visitou o Brasil, provavelmente o Nordeste;
. Brazil!, com ar de sabedoria: Conhece o Brasil, sabe que Buenos Aires é na Argentina, dá tchau direito e sabe que o mar que banha o nosso litoral é o Oceano Atlântico. Como aconteceu umas duas vezes, normalmente é algum imigrante de um país que tem muitos imigrantes no Brasil, como Italianos ou Poloneses;
. Brazil!, com um ar de "legal" (mas o legal caindo, na verdade a pessoa queria dizer "tô nem aí, nego"). Nunca viu, não sabe, não gosta e não está nem aí.

Mas o engraçado é que as pessoas conhecem bem o nosso país. Seja pela praia, pelo futebol, pelo Nordeste, pela imigração, pela Fórmula 1, ou pelo que for. Claro que ninguém fala dos nossos estadistas ou das nossas iniciativas políticas, melhor que não falem mesmo :-).

Vou trabalhar agora. Frio, frio, olha o friiiio! Nunca um dinheiro foi tão bem gasto quanto o dinheiro que a gente gastou comprando as roupas de frio.

Fui!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Quem bate? É o frio...

Próximos dias aqui na terrinha (e aí na terrinha também):



Desbaratinado que hoje à noite (e nesta madrugada), segundo o Eugene (que levou a gente para as montanhas), a temperatura mínima pode ser até -5 graus em algumas regiões da cidade, mesmo com a previsão oficial sendo de -1 grau.

Ontem estava quente. Calor mesmo. Para os padrões daqui, é claro. Acho que estava uns 26 graus no fim de tarde, mas o trem e o ônibus sempre ficam meio quentes, já que eles são projetados para manter o calor - afinal, aqui faz mais frio do que calor.

Cheguei em casa, olhei de novo na Internet, e pensei: "caramba, está quente, parece tudo bem, não vai ficar frio amanhã". Eu acho que alguém ouviu meus pensamentos, porque uma hora depois começou a ventar, ventar, ventar. E papéis voavam na rua. E as árvores se inclinavam. E eu resolvi ligar o aquecimento porque eu pensei "é, vai esfriar mesmo". E esfriou. Hoje de manhã eu saí de casa encapotado, camiseta, camisa de flanela, casaco flanelado, calça jeans e segurei a bronca, não senti frio. Mas que estava gelado na rua, estava.

Que más?

Meu prédio tem um "hall" onde fica a correspondência e o interfone. Este "hall" tem uma porta de vidro para a rua que fica sempre fechada, mas que nunca fica trancada, porque nem fechadura tem. E do hall para o prédio mesmo tem uma porta que é trancada a chave, e todos os moradores tem a chave. Isto é comum aqui. Você entra por uma porta que não é trancada e, em um lugar quentinho, vai procurar a chave do prédio mesmo. A sacanagem é que ontem tinha um mendigo dormingo neste hall. E o que os outros mendigos não tinham de fedorento, este tinha. Puta que pariu.

Depois que a Soraya me disse que o Arthur quase passou mal quando saiu do prédio para ir para a escola, resolvi ligar para a mulher que cuida do prédio. Ela foi lá, acho que deu cabo do cara - eu vi uma terra meio revirada perto das flores no meu prédio :-), e depois, segundo a Soraya, houve um barulho de gente e de máquinas uma boa parte do dia, vindos do hall do prédio. Quando eu cheguei em casa o hall do prédio estava com cheiro de lavanda. Acho que eles tiveram que lavar o chão, não sei o que aconteceu, mas a coisa não foi boa não.

Bom, vou trabalhar. Hoje temos reuniões, mais reuniões, e depois vou para casa.

Fui!!!

Tchau, amigos!!!

domingo, 9 de setembro de 2007

Nove de Setembro, domingueira

Ontem fomos no zôológico da cidade e pegamos o único dia do ano em que o danado está fechado. Pior que a gente saiu de casa preparado, com a Wagon do Arthur (aquele carrinho de levar na rua em que cabe o moleque dentro), máquina fotográfica e casacos para segurar a onda porque lá é descampado e pode esfriar.

E não foi só a gente. Tinha uma galerinha que chegou lá, com carrinho de bebê a tiracolo, máquina e todo o kit festinha e que também ficou decepcionada porque não pode ver a girafa ou o macaco. Mas tudo bem. Faz parte. Eles avisaram na mídia :-(

Bueno. A gente resolviu ir no Shopis Centis pro Arthur brincar com o trem que tem na Chapters. Demos um rolê, eu tomei um café, compramos uns cartões para mandar para o Brasil, e depois fomos embora. Saímos pela porta da frente e...

Chuva!
Frio!

Esperamos uns dez minutos e veio uma menina com um abaixo assinado para a amiga dela ganhar 50000 dólares. Não entrei em maiores detalhes, mas achei a idéia interessante. Ganhar din-din na boa é sempre bom. Mas eu acho que deve ser uma gincana ou algo assim. É porque as aulas acabaram de voltar, então a idéia até faz sentido.

A chuva aliviou e a gente resolveu ir até o trem. Mas um minuto depois a chuva voltou e a gente teve que esperar em um lugar coberto. Frio. Bastante frio. Eu até que estava bem, mas o Arthur e a Soraya ficaram com bastante frio na mão. Devia estar uns 5 ou 6 graus enquanto estava chovendo, mas com a umidade e o vento parece até menos. Bom. Os dois se esquentaram, a chuva aliviou e viemos para a nossa velha casa.

À noite eu fui até a locadora devolver uns filmes e alugar uns outros. De noite. Ainda bem que eu me agasalhei bem. Estava frio. Bem frio. Eu comprei uma blusa de frio bem quente na Sexta-feira, e em conjunto com o casaco que a Marília deu ficou uma proteção danada de boa.

E aí, que mais?

Só isso. Só um relato. Estava frio ontem. Foi uma amostra de como serão os dias quentes do Inverno (vixe). A Soraya comprou um casaco que segura a onda mesmo nos dias extremamente frios. O Arthur tem uns casacos que seguram a onda até uns poucos graus abaixo de zero, eu acho. Mas a gente vai comprar uma roupa pró pra ele semana que vem ou até Outubro, pelo menos. E eu também quero comprar uma "segunda pele", que é uma roupa de Neoprene que você usa por baixo das outras roupas. Isto vai ser para quando estiver -30 graus e ventando do lado de fora.

A gente também viu botas para neve. Sensacional. Ela traz a temperatura mínima de trabalho (suportada). As que estavam lá aguentavam até trinta graus abaixo de zero. Ave.

Bom. Agora a gente vai comprar umas frutas e outras coisas para os lanches do Arthur durante a semana. E eu vou lavar a louça. Fui!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Feriado aí hoje, que beleza, hein?

Sete de Setembro. Independência Brasileira.

Eu só sei que não sei de nada. E o Lulla lá?. Como diz o TSE, "O Brasil é tão bom quanto o seu voto". Diz que em Agosto houveram três tragédias nacionais. O Getúlio se matou, o Jânio renunciou e o Lula não fez nem uma coisa nem outra.

Eu leio sobre política na Internet todo dia. Também acompanho o que acontece no Brasil através da Folha On Line, G1 ou pelo site da Veja. Eu sempre leio o Blog do Reinaldo Azevedo, que critica as coisas de bom humor. Eu acho ele se gaba demais de sempre saber usar o Português mais correto de todo o mundo, mas não faz mal. O importante é o conteúdo.

O Brasil é independente do Oiapoque ao Chuí. Acho que o problema é a política, o jeitinho, a malandragem, tudo isto junto. Vejam o Rio de Janeiro como está. Terra de malandro. Não que São Paulo esteja muito melhor, mas não me parece a zona completa que o Rio é. Que o Rio é bonito, isto ele é, mas a minha má impressão não passa.

E falando da gente...

Aqui o feriado foi Segunda-Feira. Dia do trabalho Canadense. É comemorado sempre na primeira Segunda-feira de Setembro. Acho legal isso. Sempre é feriadão!!! Sensacional :-)

Hoje à tarde eu vou encontrar a Soraya na escola do Arthur. Quero conversar sobre semana que vem e também sobre outros assuntos. O Arthur está adorando a escola. Está pedindo para ir, sempre brinca muito por lá, as outras crianças são uns amores, a professora é uma senhora simpática, enfim, ele está indo muito bem. Uma coisa a menos da pilha. Semana que vem a escola começa para valer, como eu já disse antes. Quero saber se ele vai ter direito ao ônibus da escola. Dá um pouco de medo pensar nele indo sozinho no ônibus... Lógico que ele não vai dizer "Tchau, mãe", e ir embora de casa. A Soraya vai esperar junto com ele e vai esperar o ônibus na volta também. A gente sempre pensa, "será que ele se vira?", "não vai ter nenhum problema?", etc, etc... Mas todo mundo aqui faz isso. Se eles fazem, porque a gente também não poderia fazer igual?

Aliás, no livrinho da Auto-Escola tem instruções de como agir quando o ônibus está parado carregando ou descarregando os barrigudinhos. Se ele estiver com os sinais de Pare acesos, todo mundo tem que parar:


Haja lâmpada...

E o mais legal é que é todo mundo MESMO. Mesmo que seja uma rua grande, de quatro faixas, quando ele liga as luzas e aciona as placas de pare que ele carrega, todo mundo tem que parar. Evita atropelamentos. Sensacional. Viu este aviso aí embaixo, é hora de parar:


A placa só é acionada quando os carros tem que parar.

Uma vez, não lembro se em Santos ou São Paulo, eu vi uma daquelas peruas escolares, destas que são uma Besta ou então uma Kombi, carregando um monte de crianças em uma Avenida como a Conselheiro Nébias (estreita e movimentada), com a porta aberta para o lado da rua!!! As crianças tinham que passar a centímetros dos carros para poder entrar na perua. Eu achei um absurdo. Acho que escola tem que ter mais responsabilidade. Quando você olha os procedimentos que tem que ter quando o ônibus escolar está por perto (ou mesmo quando se está próximo à parquinhos ou escola), pode parecer um pouco exagerado, mas a verdade é que eles devem salvar muitas vidas fazendo isso.

Algumas coisas aqui são realmente diferentes. Logo vão haver eleições municipais aqui, então tem umas propagandas, mas nada do que se vê no Brasil. Tudo é mais discreto. Pois bem. Cheguei em casa, umas duas semanas atrás, e resolvi fazer pipoca. Tinha acabado de fazer, sentei no sofá, e alguém bate na porta. Pensei, "WTF?" (What the Fuck?, ou Que porra é esta?). Abri e era um candidato à prefeitura e sua esposa. Expliquei que não podia votar, porque não era cidadão (snif), mas ele me deixou uns folhetos, achei bem louco.

Legal isso. Nunca nenhum prefeito foi em casa. Mas eu já fui em casa de prefeito (tudo bem que foi para jogar baralho, beber cerveja e respirar fumaça até altas horas quando o prefeito estava viajando), em Santos. A gente é amigo do David, e quando eu tinha acho que uns dezesseis ou dezessete anos o pai dele (o Capistrano) era prefeito. Grande Davizão. Lembro que o Arthur não queria mais largar a bateria de treinamento que ele tem :-)

Bom, isso aí. Agora preciso voltar para o trabalho.

Depois a gente se fala, era o que eu ia dizer. Mas é mais próprio dizer que depois eu encho mais linguiça aqui :-)

Fui amigos!!!

Até mais...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Words

Words.

Palavras apenas, palavras pequenas. Palavras... ao vento...

Eu gosto muito de escrever. E eu descobri que fazer um blog era uma coisa legal. E ainda por cima há pessoas que lêem estas palavras ao vento que eu escrevo.

Bom. Às vezes eu escrevo algumas coisas aqui e repenso depois. Apago porque não acho que seja algo relevante. De vez em nunca eu publico alguma coisa saindo do trabalho só para apagar quando eu chego em casa.

A Soraya me vê escrevendo no blog e fica surpresa com a quantidade de palavras que eu apago quando estou escrevendo. Às vezes elimino parágrafos inteiros sem dó nem piedade. Faz parte.

Bom.

Parando de escrever sobre escrever, vou começar a escrever sobre o que merece ser escrito:

O Arthur adorou a escolinha. A gente estava bem aflito, o primeiro dia não foi dos melhores, mas no segundo as coisas já foram bem melhores. A escola já estava mais preparada para receber o Arthur, tinha uma fono para avaliar o nível de Inglês dele, a professora foi bem atenciosa, e ficamos bem mais tranquilos. O Arthur tem um amigo que vem com ele para casa (pega o mesmo ônibus), e ele também adorou todas as brincadeiras da escola (e também adorou brincar e interagir com outras crianças).

E que mais?

Hoje eu estou renovado. Foi bom o Arthur ter ido para a escola, deu uma boa sensação de "casa" para a gente. Era algo que a gente estava esperando fazia um bom tempo já. Neste final de semana a gente quer ir comprar mais umas roupas, algum joguinho para a família e passar um tempinho dentro de casa. A gente sempre tem duzentas coisas para fazer no Sábado e Domingo, e quando chega Segunda-feira, eu não aguento parar em pé.

Não me sinto mais temporário aqui. Cada dia que a gente passa aqui a gente vai montando a "casinha", com todo o significado psicológico da expressão (adaptação e todo o resto que se possa imaginar quando se faz uma mudança do porte da nossa), ou então com o significado literal mesmo, montando a casa arrumando e comprando tudo o que está faltando.

E no feriado da Segunda-feira?

Para variar, fomos no Heritage Park. Descobrimos a pior profissão do mundo, a desta menina aí:


O trabalho dela é cuidar dos porcos. Tem outra foto no álbum que mostra ela dentro da casinha onde os porcos comem. Para ver a foto, cliquem aqui. Se já era fedorendo do lado de fora, não quero nem imaginar como era dentro da casinha.

Tinha também os tiozinhos do velho oeste:


Eles fizeram umas apresentações de tiro mas a gente perdeu :-(

Este é o Arthur narrando o trem velho:

Este menino vai ser maquinista de trem quando crescer. Vou tentar jogar ele para o lado da engenharia (para projetar trens, vamos ver).

Olha a gente com ele:


Eu não consegui achar estes quadrinhos em português :-(

E a Soraya tirou uma foto do Arthur na escola:


Cada criança tem o seu ganchinho para pendurar seu casaco e mochila. Todo ganchinho traz o nome da criança. É importante para o inverno, quando as crianças vem totalmente encapotadas da rua.

E fui!!!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Duas boas notícias

Hoje o Arthur está começando a escolinha. Uma semana de adaptação. Ele vai para a escola apenas das 1:15 até às 2:45, junto com a Soraya. Irá começar para valer apenas semana que vem. Eu estou mega-hiper-super ansioso para saber das novidades.

E também descobri que os preços das passagens aéreas Brasil-Canadá caíram quase 30% por causa do fim das férias. Uma passagem ida e volta custava 2100 Dólares Canadenses até uma semana atrás. Quase 3500 reais. Agora você consegue ir e voltar por 2597 reais, com todas as taxas já inclusas. Sensacional. Ainda é uma boa grana, se você parar para pensar, mas deu uma BOA barateada. Boa notícia, né, mãe, você vai pagar menos do que a gente tinha calculado :-)

E o motivo para isso é porque agora começaram as aulas, e a temporada de férias aqui is over.

A gente foi no Heritage Park de novo na Segunda-feira. Preciso colocar as fotos aqui :-)

Fui! Hora de trabalhar...

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

E eu troquei a foto do título...

... e o melhor é que esta foto é minha mesmo.

Olha o endereço aqui.

domingo, 2 de setembro de 2007

E as montanhas rochosas...

Amigos!

Neste Sábado um colega de trabalho (Eugene) me ligou chamando a gente para dar uma volta nas Montanhas Rochosas.

O Eugene e a Karina são este casal aí de baixo:


Ave, que sono. Vou terminar de escrever este post amanhà.

Em tempo, O Arthur adorou as montanhas. Adorou fazer trilha. Adorou viajar. A gente também, foi bom ver um pouco de estrada.

Vejam o álbum:
Canon 2007-Sep-1