quarta-feira, 14 de abril de 2010

Hoje foi um dia inusitado

Primeiro, as novas - Vancouver não rola.

Pois é. Sem entrar em muitos detalhes mas já entrando, a gente não tem cliente em Vancouver nem em BC, eu preciso estar no escritório - aparentemente eu estar junto com os outros desenvolvedores é importante, etc...

Mas não faz mal.

Em Julho nós vamos até Vancouver para ir no Circo du Soleil, e se os meus planos derem certo e funcionarem, vamos até Seattle também. Se bobear, garota eu vou para Califórnia, mas San Fran acho que é muito longe. E vamos com a Van vermelha. Eu vou fazer cada centavo dos 900 dólares que eu dei a mais naquela vanzinha valerem a pena. Eu já andei fácil uns 20 mil quilômetros (eu acho, para falar a verdade eu chuto), 900/20000 = até agora eu paguei 4.5 centavos por quilômetro de carro que eu usei (of course, fora a gasolina e o óleo).

Se eu chegar a 90000 km rodados, vai ser 1 centavo por quilômetro rodado de carro. Pense bem, uma nova, que custa 30000 dólares, ia chegar a 1 dólar por KM só depois de 30000 km.

E hoje o meu chefe me disse que o barulho de "vento" que eu odeio tanto pode simplesmente ser a borracha da porta que secou. Eu vou pesquisar no Google para ver.

Bola para frente.

Ao invés de aprender a surfar, vou tentar esquiar.

...

Um causo:

Hoje eu perdi o meu telefone (mas já o recuperei). Fui na Best Buy devolver a câmera barata que a gente comprou e não gostou, depois fomos em uma sorveteria, e no caminho para comprar um brinquedinho que o Tutú guardou dinheiro para comprar, percebi que o celular não estava comigo.

E procura. E fuça. E eu lembrei de mexer nele na Best Buy para ver a avaliação de uma câmera, e alguma coisa me distrair. É. Eu perdi. Na Best Buy.

Compramos o brinquedinho do menino, parei no posto de gasolina mais tosco de Calgary onde teoricamente um Zé vem encher o tanque do carro (mas hoje o Zé não estava lá), desisti do posto tosco e fui em um posto decente, e fui até a Best Buy.

Nada. Não estava lá.

"Merda", eu pensei. Fui na sorveteria em que a Soraya foi matar o seu desejo de grávida.

Nada. Não estava lá.

"Puta Merda", eu pensei. Viemos para casa. Liguei o computador para conferir onde estava o celular no Google Latitude (o Google Latitude é um serviço em que a minha localização atual é enviada para uma central e disponibilizada para os meus amigos), mas antes que eu sequer entrasse no computador, resolvi ligar o celular mais uma vez. Só para desencargo de consciência, sabe como é - na prática eu já estava pensando "AINDA BEM QUE EU FIZ A PORRA DO SEGURO".

Ligo. Toca, toca...

ATENDE!!! Pensei "pfuuu, recuperei ele".

Um menino atende o telefone. Papo vai, papo vem, vem a mãe dele falar comigo e me explicar o ocorrido - o filho dele achou o celular na Best Buy e, sei lá porque cargas d'água, resolveu não levar o tremendão para o departamento de atendimento ao consumidor - ao contrário, ele resolveu levar o celular consigo mesmo.

Estranho. Mas eu acho que eles acordaram para a vida. Marcamos de nos encontrar no Mack's que fica perto da locadora, e desta vez eu liguei o Latitude no telefone da Soraya, e vi que eles realmente estavam por perto. Liguei, disse que eu era o cara com cara de mau na Van vermelha, e esperei.

E lá eles vieram, mãe e filho. Novinhos, os dois. A mãe tinha menos de 30 e o menino, menos de 15. Eles me devolveram o celular, pediram desculpas, agradeceram e foram embora. O telefone estava inteiro mas o menino me mudou os papéis de parede.

Eu acho que eles eram refugiados de algum lugar - eu acho que não tinha pai nenhum na história, e eu acho que o menino pegou o telefone de curiosidade e porque ele achou que era da Best Buy, estava solto (normalmente os telefones ficam presos na parede), ninguém ia sentir falta e pronto.

Mas... Tudo bem... Recebi meu telefone de volta...

Ele apagou os contatos até a letra "G" (adeus amigos cujo nomes começam com "A", "B" (Battalion Park School), "C" (Cecília, Cinara, etc...), "D" (Dan e outros), "E" (Emerald Associates, Eliane), "F" (Fabrício), ele retirou o meu link com o Facebook e todas as fotos que eu tinha para os meus contatos!!!, ele mudou meus panos de fundo...

Nada que meia hora não resolva. Mas sacanagem... Eu não fiquei bravo porque ele é um menino e eu acho que ele teve o bom senso de devolver o telefone quando ele viu que tinha dono, eles me devolveram sem alarde, mas eu fiquei meio chateado.

Mas faz parte.

Me lembra de quando eu perdi a minha carteira, e de quanto ela foi estranhamente devolvida.

6 comentários:

Taty disse...

ah, certeza que o menino achou q era do best buy.... e ia ficar com ele se apagou contatos e talz... é provável que a mãe tenha visto só depois....

agora, uma coisa é certa... no brasil vc não veria mais esse celular... certeza

César, Valéria, Lara e Anaclara disse...

Se fosse no Brasil ia dizer que você tem muita sorte de recuperar suas coisas, mas no Canadá a coisa é outra.

E a vida segue...

Ravi disse...

Olha, preto no branco, o menino roubou o celular da loja e só resolveu devolver quando ele viu que o celular pertencia à alguém.

Se fosse no Brasil, sei lá. Acho que depende de quem pegasse o celular, não? Nós somos Brasileiros e nós não somos necessariamente melhor do que a média.

O que você faria?

Para mim, achado é roubado, e eu já devolvi celulares antes. Mas para quem achado não é roubado, ficar com um celular achado não é errado.

Sinceramente, sei lá - as minhas duas experiências com coisas sendo perdidas aqui no Canadá não foram grande coisa não.

Soraya Wallau disse...

Eu já esqueci a bolsa em cima do carro e ela caiu na rua em Santos e em São Paulo (sim, coisa de mãe louca correndo para ir pra algum lugar) e nas duas vezes as pessoas me devolveram com tudo dentro, carteira, celular e dinheiro, e eram pessoas simples. Sei lá, tbm acho que depende muito da pessoa e não do lugar.

Ana Luísa disse...

Nao dá pra saber... eu ja perdi um celular no onibus em sao paulo, e duas semanas depois ele foi devolvido (??) para a mae de um amigo... bizarrô!!
Mas tb no onibus já quebraram o ziper da minha bolsa sem q eu visse e roubaram minha carteira. Vai saber...

Ana disse...

Primeiro, parabéns pela gravidez!!! :)

Segundo, quando vier a Vancouver, avisa! A gente quer ir no Cirque tb, mas ainda não comprei meus ingressos.