quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

É hora de ir para casa...

... mas eu vou ficar mais cinco minutinhos para escrever um pouquinho no meu bloguezinho.

A coisa mais apavorante no trabalho...

... é quando depois de codificar por 30 minutos você testa o código e o código está funcionando 100%, sem erros. Você se pergunta se a rotina que verifica os erros funciona e força uns valores errados no teste, que então falha. Você coça a cabeça e pensa "de prima!", e aí lembra que tem que criar mais uns 20 testes iguais.

A parte mais chata de desenvolver alguma coisa é ter que criar testes para o que você fez. É tão legal seguir a linha do "write, build, deploy, don't test and go home"!

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A mudança já está toda certa. Já agendei a mudança da TV a cabo, já arrumei as utilities, já arrumei a empresa que vai fazer a mudança de fato e a gente já deu uma boa arrumada nas nossas caixas. Até agendei 2 dias de férias para a semana que vem só para garantir que tudo vá como o esperado.

Agora só falta pagar o aluguel de Março na casa nova. Aí, acho que acabou.

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Ganhei um pato de Valentine's day aqui no trabalho. Um pato de madeira com molas ligando as asas e a cabeça, todo mambembe. Vou levar para casa.

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Como parte da "Grande Arrumação Para A Mudança", temos jogado muito lixo fora. Como parte do programa "Não Gaste Mais Calorias Do Que O Necessário", coloquei os 7 sacos de lixo no carro de manhã (em parte por causa do programa "Arthur Não Chegará Mais Atrasado Na Escola"), e esqueci de deixar o lixo na lixeira.

Lixo limpo, amigos. Papel e coisas afins. Não sou um daqueles seres que acumulam 4 toneladas de lixo no apartamento.

E hoje quando eu fui almoçar o carro estava perfumado. Sério. Perfume de flores. O saco de lixo que a gente usa é perfumado. O que a gente normalmente usa é uma m*, mas tivemos que comprar uns sacos de lixo bons e não é que o bichinho cheira à lavanda ou à sei-lá-o-que-mas-tem-cheiro-de-bom-ar?

Impressionante.

Preciso é lembrar de largar o lixo na lixeira quando chegar em casa.

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Bom, vou embora.

Fui!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Hoje eu fui no Sunterra que fica perto da casa em que a gente vai morar. É bonitinho o mercado, tem cheirinho de chocolate, parece a Calgary Farmers Market, só que em menor escala. Acho que a gente volta lá um dia.

Parece uma mercearia, mas das boas, do Brasil. Até tocou Tom Jobin enquanto a gente estava por lá.

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Eu estou sofrendo de excesso de preguiça ultimamente. Mas a gente já começou os preparativos definitivos para a mudança e durante a semana eu vou começar a acertar os últimos detalhes. Amanhã cedo vou ligar para a empresa que vai carregar a tralha, vou acertar de já pagar o aluguel de Março e vou começar a tirar os quadros, espelhos e prateleiras da parede.

Agora vai.

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A gente comprou um microscópio para o Arthur. Um tal de Bionic Eye. É bem legal, ele aumenta a imagem 100x, 200x e 400x, e dá para ver na TV. É só pegar o brinquedo e encostar na superfície que se deseja ver ampliada, e funciona que é uma beleza.

O moleque adorou. A gente também.

E o mais legal é que no kit vem um mapa do tesouro com algumas coisas escritas que só para ler no microscópio. Bem legal.

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Bom, vou ver se a comida já está pronta.

Fui!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

As coisas da vida que eu aprendi...

Macarrão tem que cozinhar o tempo certo

Se ficar tempo de menos, fica duro, se ficar tempo demais, fica mole.

Máquina fotográfica boa é a máquina fotográfica que cabe no bolso

Hoje em alguns momentos eu vi cenas que eu gostaria de ter registrado. O centro da cidade visto por um ângulo em que as luzes da Lions Gate Bridge eram refletidas na água, a chuva de cristais de gelo e uma ou outra cena memorável. Mas a nossa máquina é muito grande e não dá vontade de levar para todo lugar.

E megapixels não dizem muita coisa - uma máquina com 10 MP pode até ser pior do que uma máquina com 5 MP, já que os sensores ficam muito juntos e a máquina gera mais calor, e provavelmente mais "ruído" na imagem também. A minha é de 5 MP e eu nunca uso uma resolução maior do 3 MP.

MP = Mega Pixel

Trabalhar em equipe é bom, trabalhar sozinho é melhor

É bom trabalhar em um projeto por dias a fio sem nada para te atrapalhar e com foco total e completo, só com uma ajudinha hora ou outra.

Para eu ler um livro, o livro tem que me interessar.

Já li 350 das 750 páginas do Code Complete, que eu comprei semana passada. O livro é interessante, ora pois.

Neve é bonito, mas é uma merda. Calor é uma merda, mas é legal

30 dias a +30 ou 30 dias a -30? ...já se perguntava o filósofo.

Seja pragmático - não gaste para arrumar um carro de 15 anos de idade

O carro continua andando - mas eu nunca vou encostar nem um mecânico (a não ser para arrumar o freio da roda dianteira do lado esquerdo). Quando o carro quebrar de vez eu vejo o que eu faço - e eu também quero comprar uma van de 7 lugares cedo ou tarde.

Na vida tudo é passageiro, menos o cobrador e o motorista

Na versão mais atualizada o cobrador foi demitido...

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Hoje nevou de novo, a propósito. A cidade ficou até que bonita. A neve é muito bonita no dia em que tem a nevasca, já que a neve fresca abafa o barulho da cidade e deixa tudo com cara de natal. Mas depois eles jogam aquela caca escura na estrada e a neve, coitada, nem mais merda branca é. É merda com cor de m* mesmo :-).

O meu chefe foi fazer Cat Skiing neste final de semana. Ao invés de ir esquiar em uma montanha junto com todos os outros mortais, você viaja para um lugar mais isolado (onde caem 10 metros de neve em um inverno), pega um ônibus especial e vai esquiar em um lugar onde a neve ainda é "virgem". Dizem os mais especializados que esquiar com neve fresca é uma coisa, esquiar com neve artificial é outra coisa, totalmente diferente.

Eu não sei - mas eu sei que quando eu for esquiar eu vou tentar é ir de snowboard. Parece mais legal.

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Bom, hora do filme. A gente vai ver Vicky Cristina Barcelona.

Fui!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Curtas

Poxa, a gente achou que a Soraya estava grávida, mas ela não está. Ela ficou triste, eu fiquei chateado, mas já passou. Agora é bola pra frente e, bem, tentar de novo no próximo mês. É a vida.

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Eu já mandei a documentação para tirar a nova permissão de trabalho, e mandei para o endereço novo, já que eu devo estar por lá quando o processo acabar. Agora vai!

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Aliás preciso arrumar umas coisas para a casa nova - umas besteirinhas, água, luz e aquecimento.

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Estes dias eu tenho ouvido David Bowie no trabalho - a fase "homem do espaço". E eu estava falando para a Soraya que estes dias os cientistas estimaram que havia mais de um bilhão de galáxias no universo, mas procurando referências eu vi que o número é provavelmente na casa das centenas de bilhões de galáxias. Se cada galáxia tem bilhões e bilhões de estrelas, então quantos trilhões e trilhões de estrelas e planetas existem no universo inteiro?

Probabilidades... Eu acredito firmemente que em alguma outra galáxia haja vida inteligente - talvez até mesmo na nossa galáxia. Talvez não tanto quanto um fã de Star Trek fosse esperar, mas aqui e ali talvez (dizem que a Terra sofreu uma série de eventos únicos para que a vida pudesse surgir aqui - isto para mim diminui o número de planetas onde possa haver alguma forma de vida, mas não inviabiliza a idéia).

Mas se é assim, porque, até onde se sabe, nunca tivemos uma visita de um extra-terrestre no nosso planeta? Digo "até onde se sabe" porque eu acredito que as pirâmides são iguais em todo o mundo porque era a única maneira de fazer uma estrutura alta com a tecnologia que existia na antiguidade, porque é fácil confundir OVNI com outros objetos e porque eu não vejo sentido em alguém fazer conspiração para esconder a visita de um E.T. de Varginha.

Mas, porquê? Porquê eles nunca chegaram até aqui?

Eu acho que outras civilizações em outras galáxias já chegaram no limite do desenvolvimento tecnológico - algo que, sei lá, nós atingiremos em 200, 300, 500 ou 1000 anos. E eu acho que outras civilizações também vislumbraram a idéia de viajar pelo universo e conhecer outras civilizações, mas talvez eles não tenham conseguido quebrar uma barreira - as leis da física. Talvez toda a teoria que seja possível dobrar o espaço-tempo à nossa mercê para alcançar outras galáxias seja apenas uma teoria. Talvez a velocidade da luz seja mesmo intransponível, e os bilhões de anos-luz que separam as galáxias talvez levem bilhões de anos para serem percorridos. Dizem que os sinais de rádio emitidos pela Terra (pelos nossos satélites e afins) só chegam nos confins do nosso sistema solar - a partir daí, tudo vira "ruído de fundo", fica impossível distinguir se é algo inteligente do ruído que existe no universo.

Eu não sei. Eu acho que existe vida fora da Terra mas as leis da física e a imensidão do universo impedem que o ser humano saiba do ser estranho.

Mas vai saber.

Fui!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Um bom filme nunca envelhece...

...ou, como diria a propaganda de diamantes, os bons filmes são eternos.

Acabei de ver What's Eating Gilbert Grape, um filme de 1993 (lá se vão 16 anos) com o Johnny Depp, Juliette Lewis e Leonardo DiCaprio. Filmão. Não vou tentar contar muito da história porque isto é uma coisa que eu realmente não sei fazer direito. Mas é um filmão. O Leonardo DiCaprio é um bom ATOR, digam o que quiserem as adolescentes (que agora já são moças adultas) fãs de Titanic (aliás, ele e a atriz, Kate Winslet, já se livraram da alcunha de serem os protagonistas de Titanic faz muito tempo). É um filme bonito, uma história anormal, pessoas não tão comuns, mas é um filme bem bonito.

Agora eu estou vendo um filme de monstros que se passa no Alasca.

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Parece que eu vou mesmo mudar de emprego. Sexta-feira fui pegar a proposta de trabalho, Segunda-feira a gente vai fechar uns prazos - já que a Work Permit para novo empregador agora leva 20 dias para ser emitida, mas como é o governo eu estou tentando estipular um prazo para eles esperarem a emissão da mesma antes de desistirem de tudo - se o prazo for de mais de 35 dias eu estou tranquilo - e depois de Segunda-feira eu vou dar entrada no processo, e a idéia (ops, é ideia agora) é que até o fim de Março eu já esteja empregado.

Eu vou ganhar a mesma coisa que eu ganhava antes da crise na minha empresa atual começar. Se rolar o bônus que eles me prometeram e os aumentos que virão, baseados na minha performance, vai ser um bom negócio. Agora é esperar para ver.

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Comprei um livro de programação. Se chama Code Complete. É um livro que trata mais de desenvolvimento e construção de softwares do que de programação em si (não há foco em uma linguagem ou em um framework específico). É mais grosso do que eu achei (são 700 páginas), e as 80 páginas que eu li já valeram a pena. Livro bom, sem "época" específica, com exemplos reais, linguagem tranquila e que eu acho que vá me ensinar uma meia dúzia de coisas. Na verdade é o tipo de livro que eu queria ler e um livro que eu provavelmente deveria ter lido já há muito tempo.

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Tem mais novidade na área - mas esta eu vou deixar para a Soraya contar no blog dela :-).

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Fui!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O LinkedIn é uma coisa fantástica...

... só estando lá mesmo para receber E-Mails de recrutadores do Google e da Microsoft. Mas eu duvido ó dó que eu passe no processo de contratação de alguns destes gigantes.

Mas até que seria interessante, não?

Fui.

Dúvidas do povo...

Tenho recebido algumas questões relacionadas à crise no Canadá e Work Permits. Vou tentar explicar o que eu sei aqui...

A crise...

Está afetando as empresas em maior ou menor intensidade - depende do tipo de empresa, dos clientes que a empresa tem (se eles estão falindo ou não), do tamanho da empresa, do planejamento que eles fizeram e de mais n fatores. Basicamente, se uma empresa depender de investimentos externos para continuar operando, podem haver problemas. E se for um setor bem supérfluo da economia (qual a primeira coisa que você deixa de comprar ou usar quando tem que economizar?), eu diria que também há um risco. As empresas automotivas dos Estados Unidos estão sofrendo com a crise - a primeira coisa que todo mundo faz é adiar a compra do carro novo - e ultimamente este carro novo tem sido Asiático e não Americano.

Muitas empresas também aproveitam estes tempos para demitir - já que ninguém vai ligar muito se eles enxugarem o número de funcionários em 15%. Eu diria que quem está no buraco na verdade são os bancos e empresas do setor financeiro que receberam calote de quem não pode pagar o financiamento da casa própria - é um efeito cascata, várias empresas pequenas que pegaram dinheiro emprestado do banco grande quebram, e por último o banco grande quebra também.

A Work Permit...

É um meio para um fim. Tem gente que vem para cá com visto de estudante (e que às vezes dá uma permissão de trabalho também), e aqui consegue arrumar uma entrevista e até um emprego - e uma vez com a proposta de emprego, é possível obter uma Work Permit, atrelada ao empregador.

Existem algumas profissões que não dependem da tal de LMO (o google é uma boa fonte de pesquisa sobre o que é a LMO), a lista está aqui. Podem haver outras profissões isentas da LMO mas a lista que eu conheço é esta mesmo. A Work Permit dá direito à um monte de coisas:

. Plano de saúde;
. SIN;
. Escola para as crianças;
. Abrir conta bancária, alugar casa, etc...

A Work Permit, entretanto, não é residência permanente. Eu não sou, por definição, um imigrante. Eu tenho que renovar a WP a cada ano e se eu for demitido, eu estou na roça. Eu arrumei o meu emprego do Brasil, por indicação de um amigo, e corri um risco grande vindo para cá sem conhecer a empresa. Tive alguns problemas aqui mas agora já mudei de emprego e estou bem mais satisfeito profissionalmente.

Se você for um imigrante ou aspirante a imigrante, e quiser vir com WP, e conseguir arrumar uma proposta aqui, pode vir sem medo desde que saiba os riscos que está correndo - pode ser que a empresa seja boa, pode ser que a empresa seja uma m* e só consegue contratar gente apelando para o mercado internacional. De qualquer jeito, vale o conselho - não saia do seu emprego no Brasil até estar com o visto e a passagem em mãos - se por algum motivo o processo demorar, você pelo menos continua empregado e recebendo.

Quando se recebe a proposta de emprego de uma empresa Canadense, é possível aplicar para a WP no Brasil e o processo é rápido - foi assim que eu fiz. Se você estiver no Canadá (por qualquer motivo), se aplica daqui mesmo, e demora até uns 2 meses, depende da época do ano.

Nota: pode ser difícil arrumar um emprego aqui a partir do Brasil - eu dificilmente faria este tipo de contratação, por exemplo - é um risco enorme para a empresa que está contratando. E se na entrevista era uma pessoa e a pessoa que veio era outra? E se for um Zé que não sabe nada do que deveria fazer? Durante uma entrevista "cara a cara" os entrevistadores também avaliam você como pessoa, sua postura, jeito de conversar, etc... À distância pode ser difícil. O que eu recomendaria mesmo é tentar vir fazer um curso de Inglês (ou algo do tipo, mas vindo legalmente), e aí tentar descolar uma entrevista de emprego em uma empresa decente, disposta a emitir a WP para você.

Depois de 2 anos com WP...

Dá para iniciar o processo de imigração (residência permanente) através de uma nova classe de imigração, a Canadian Experience Class. Alguns pré-requisitos:

. Estar empregado há dois anos no Canadá em uma profissão skilled (tem uma lista de profissões válidas no site do CIC, a minha profissão - Software Products Developer - faz parte da lista);
... e durante estes dois anos estar empregado legalmente (com WP) e também full-time;
. Provar que sabe falar Inglês e pegar os atestados de antecedentes criminais;
. E acho que é só...

Não precisa de muita coisa não. Nada de pontos - é basicamente provar que estava aqui durante os dois anos e aplicar. Eles facilitaram para quem já estava aqui há mais tempo já que é natural que este tipo de residente temporário (por definição quem tem WP é um residente temporário) esteja bem adaptado ao Canadá e não precise "provar" mais nada. E parece que é rápido - eu vi em alguns lugares que este tipo de processo é concluído em poucos meses.

Em Junho eu completo dois anos e aí eu vou aplicar - e conto como é que foi.

E acho que é tudo isso que eu sei.

Fui!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ground Control to Major Tom...

Este é o começo de uma música do David Bowie chamada Space Oddity (da época de Starman que foi regravada no Brasil como "Astronauta de Mármore"). Aqui no Canadá tem um comercial de um carro da Lincoln em que a música é tocada - e como na Internet tudo se acha, o comercial está aqui.

Eu acho os comerciais daqui meio ruins quando eu comparo com o Brasil (principalmente porque nos comerciais Brasileiros tem muito mais mulher bonita), mas este foi uma exceção à regra. Na minha opinião foi um senhor casamento de música + imagens. Eu assisto o comercial e penso "vou comprar um carro destes e colocar esta música". Mente influenciável? Que nada! Mas UM DIA, um dia nesta vida, eu vou ter um carro com som decente para poder ouvir "música espacial" em uma viagem e entrar em estado Zen. Zen preocupação com barulho, freio, óleo - não que o carrinho esteja uma caca, não está, mas acho que um carrinho mais novo ia bem por estas bandas.

Música espacial = álbum Equinox do Jean Michel Jarre, que eu comprei baixei da Internet faz um tempo. Sensacional.

Outras coisas para baixar da Internet:

. Vivaldi - eu ainda tenho que descobrir de QUEM DIABOS É A MÚSICA CLÁSSICA que toca no final daquele filme com navios que o Russell Crowe fez;
. Technotronix (eu gosto destas m*s);
. Um CD com as melhores músicas do Faith No More (eu tenho o Live At Brixton Academy - eu tenho MESMO, original e tudo);
. E umas músicas novas para variar.

Meu dia tem se alternado entre um punhado de músicas clássicas, Amy Winehouse, Chico Buarque, Zé Ramalho (é ele ou é outro cara cujo a primeira letra do primeiro nome está perto do fim do alfabeto), ahn, Marisa Monte (eu gosto dela, ok?), Alice In Chains, às vezes Pink Floyd, mas eu meio que enchi o saco, Metallica, mas eu meio que fiquei surdo, Jimmy Hendrix, mas é meio repetitivo, assim como me perdoem os mais fanáticos, Led Zeppelin (o som é ANIMAL, mas eu acho meio "crú" demais às vezes).

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E tudo o que eu queria era colocar Rage Against the Machine no carro e dirigir "com raiva", mas não "com raiva do som". Assim não dá. A chance de você se envolver em um acidente de carro é diretamente proporcional à quantidade de Testosterona na música que você está ouvindo. Acho que ninguém nunca se envolveu em um acidente ouvindo "Angra" (fala sério, aquele cara cortou as duas bolas).

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Hoje eu estou falando besteira.

Hoje eu quase caí na hora em que eu chegava em casa. Escorreguei bonito, mas a sacola do supermercado me serviu de contra-apoio e eu ainda continuei enxergando o mundo na vertical. Existe um jeito especial de andar no gelo, basicamente consiste em anular toda a aceleração horizontal no momento em que o pé encosta no chão. Ao invés de pisar em movimento, pisa-se parado. Algo assim - é como caminhar na ponta dos dedos. Mesmo com a minha lambança, posso dizer que a técnica ajuda.

Nestes dias de temperatura um pouco positiva as ruas ficam LISAS, totalmente e absolutamente LISAS e é uma lambança só. Faz parte, e santificado sejam os pneus de neve. Falando de carro, aqui no Canadá é você que faz tudo - você que coloca gasolina no carro (mas existem exceções), você que lava o seu carro no lava-rápido (também tem o lava-rápido do posto de gasolina, totalmente automatizado e touchless), e é você que aspira o seu carro usando o aspirador de pó que funciona à moeda nos lava-rápidos. Sensacional. A Mystery Machine agora está limpinha.

O que eu mais gosto mesmo é do lava-rápido à moedas. Eu ia tentar colocar isso de uma maneira menos gay, mas é sensacional lavar o carro com o esguicho. O mais legal é que dá para lavar outras coisa, como o banquinho em que o Arthur apóia os pés ou mesmo os tapetes do carro. O esquema é ir rápido, eu gasto 4 dólares para lavar a perua, mas dá para gastar uns 10 dólares para lavar um carro comparável à um Ford Ka se não tomar cuidado.

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Bom, preciso ir.

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Quer dizer, não preciso, mas é de bom grado ir dormir cedo já que hoje a minha produção foi de uns 50%. Laiá, laiá.

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O frio deu uma folga. De novo. Este inverno está estranho. Calgary é a cidade com o clima mais volátil do planeta. Sério.

...

Fui!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Shorts

Estou navegando na Internet e lembrando de algumas historinhas. O número de curtas neste post será diretamente proporcional ao número de historinhas do qual eu me lembrar, e inversamente proporcional ao quão interessante está a Internet hoje (acho que Domingo na Internet é como um outro dia qualquer).

...

Quando eu fui fechar o contrato para alugar a townhouse no Signal Hill, o corretor marcou em um apartamento que ele ia mostrar para dois carinhas. Santificado seja o Habeas Corpus, deviam ser apenas dois amigos. Bom, cheguei lá e ele começou a me explicar sobre a casa, blábláblá, sobre o apartamento, desculpas esfarrapadas que as pessoas dão quando não gostam da casa (é muito longe, como se a pessoa não tivesse um mapa para saber isso antes, é uma das desculpas esfarraspadas). Lá pelas tantas ele me disse que uma mulher foi ver o banheiro que eles tinham ACABADO de reformar e achou ele velho. O corretor, Chinês, olhou o banheiro e me disse "olha, é perfeitamente novo, como é que a mulher me disse que o banheiro é velho?!?!?!".

E eu olhei o banheiro, olhei o lustre dourado para as lâmpadas, a pintura branca, o espelho com manchas de tinta na borda, a privada pastel, a banheira cor de calcinha, os azulejos sem identidade, e falei "olha, o banheiro é novo, mas o estilo é antigo", e ele me disse "antigo? Mas a gente comprou tudo novo!", e eu respondi de novo dizendo "olha, mas não é moderno", no que eu emendei um "mas eu acho que vocês não podem ser modernos o tempo inteiro, né? Afinal, outras pessoas querem alugar o apartamento e pode ser que elas prefiram um estilo mais neutro.

Alguém aqui já foi em restaurante Tailandês? Japonês? Com espelhos, quadros iluminas, bordas douradas e um certo exagero em tudo? Pois é. Gosto não se discute, lamenta-se.

...

E acho que acabaram as histórias de hoje. A história.

Fui!
Olá amigos!

Estes últimos dias foram bem ocupados. A gente estava procurando casa nova, e achamos. E eu estava tentando fazer pelo menos uma entrevista de emprego, e consegui.

Mas porque entrevista de emprego? Lembra que eu falei que a minha empresa andava com algumas dificuldades financeiras? Pois é, a gente teve um corte de salário (que deverá ser pago depois, mas de qualquer jeito agora é um corte), e com as outras medidas adotadas anteriormente eu perdi uma parte substancial do meu salário. É a tal da crise mostrando a cara por estas bandas. Empresas que são start-up (como a empresa onde eu trabalho agora) dependem fortemente de investimentos externos de tempos em tempos, e quando este investimento não vem, problemas financeiros aparecem. E com o mercado como anda, ninguém investe, todo mundo mantém o dinheiro guardadinho, esperando a crise passar.

No fim das contas a empresa onde eu estou agora pode ou não pode passar de 2009, e ninguém sabe disso agora. Se eles passarem de 2009 eles passam de 2010. Mas 2009 é o ano em que eles tem que começar a arrecadar mais do se gasta. Uma coisa boa da empresa é que eles foram bem honestos em relação à isso, e cada um pode avaliar o grau de risco de continuar empregado (ou não), principalmente porque a idéia é pagar o que está sendo tirado do salário agora com 10% de juros quando a empresa sair do buraco.

Para mim, com Work Permit, família e sem outras fontes de renda adicionais, o risco talvez seja muito alto. Conversei com o meu diretor sobre isso - explicando para ele que eu estava indo procurar emprego, e ele me disse que ele poderia ser usado como referência, afinal ele entendia que algumas pessoas poderiam não topar o risco. Ele também me disse que eu não seria demitido a não ser que a empresa quebrasse (e aí todo mundo vai para a rua) - por exemplo, se houver uma nova rodada de demissões, eu provavelmente não seria incluído.

Finalmente, o que eu fiz foi simplesmente mudar o meu currículo de "privado" para "público" no workopolis (site de empregos), e consegui receber algumas ligações e até fiz uma entrevista, Sexta-feira. Três horas de entrevista, uma hora e meia com um gerente (ou VP) e a mulher de RH, mais uma hora e meia com o cara que é o líder de desenvolvimento, que se acha um pouco a última bolacha do pacote mas que foi bem franco em relação à maneira como ele vê as coisas e em relação ao tipo de trabalho que eles fazem. Sai produto (como no meu trabalho agora), entra projeto (ciclos curtos, de 2 a 4 semanas), e também entra projeto que quer virar um produto (isso me lembra a época que eu trabalhei na Spring). A entrevista técnica foi meio punk, eu tive que escrever código no papel, coisa que eu odeio. Duas questões:

. Dado um certo número (5, por exemplo), me diga um número que é múltiplo deste número e de todos os números até 1 (5, 4, 3, 2, 1);
. Inverta uma lista ligada.

O primeiro eu cheguei bem perto, mas tem uma sacada matemática que eu não consegui sacar (tem que fatorar os números primeiros). O segundo eu cheguei MUITO perto, mas ele ficou satisfeito com a minha maneira de pensar - menor custo possível, menor número de interações, desenhar quadradinhos ou bolinhas para demonstrar o estado das variáveis a cada interação, e poraí vai. Eu sei que no fim das contas eram 9 linhas de código e eu fiz as 6 ou 7 primeiras bem certinhas, só errei na hora de ir para o próximo elemento. No fim das contas a entrevista foi boa, principalmente graças ao Zé Mané que foi entrevistado no outro dia e que disse que ia simplesmente chamar o método "Collections.revert' para inverter a lista (o que é a coisa certa na vida real, mas em uma entrevista eles querem ver a sua capacidade de resolver problemas), e simplesmente não quis nem tentar resolver o enrosco. Segundo o cara que me entrevistou (que falou durante 80% da entrevista), algumas pessoas tem medo de demonstrar que não conseguem resolver alguma coisa (ou que podem ter alguma limitação), e inventam alguma desculpa, ou se mostram muito orgulhosas para resolver um enrosco, e este tipo de pessoa não é o tipo de pessoa que eles querem.

Eu vou saber semana que vem. Se a Work Permit não for um problema para eles, pode ser que eu consiga a vaga. Vamos ver.

E a casinha nova? Maravilha. Ontem a gente foi dar uma volta pela vizinhança e, olha, eu achei mais legal do que o lugar onde a gente mora agora. Dá para ver um tiquinho de centro da cidade da varanda da casa (a parte de cima da Calgary Tower e um ou outro prédio), tem um centro comercial bem pertinho e que é bem simpático, e depois eu vou ver onde que é a escola elementar mais próxima. So far, so good.

...

Ontem a gente foi na festa de aniversário da Sabine, filha da Scheila e do Fábio. Olha, festa boa, viu? Coxinha, bolinha de queijo, mousse de maracujá com massa podre (no bom sentido), brigadeiro, beijinho, pastel, maravilha (quer dizer, estava uma maravilha, maravilha mesmo não tinha). Quando eu comi a mousse (ou tortinha) de maracujá eu até entrei em estado Alpha, estava bom o trem.

Parabéns Sabine e parabéns Scheila pela festinha, estava ótima.

Agora vou preparar o rango.

Fui!