segunda-feira, 14 de julho de 2008

Filosofando

Eu reflito e filosofo profundamente com meus botões - o grau (leia-se profundidade) destas divagações depende enormemente do tipo de música que eu estou ouvindo. Agora, por exemplo, eu estou ouvindo Serenata Espanhola (um exemplo aqui e outro aqui). Acho que a música deve ressonar com meu cérebro e eu divago mais profundamente nestes momentos...

... três horas depois...

Resolvi trabalhar um pouco, revisando o código do carinha que trabalha comigo, refatorando as piores partes para permitir que o código seja mais "expandível" no futuro. Agora o ímpeto de trabalhar já passou e eu preciso ir escovar os dentes, que desde o almoço já se passaram quatro horas. A filosofia saiu e entrou o bafo de onça no seu lugar. Aliás, será que onça tem mesmo bafo de onça? Taí uma questão que eu pretendo morrer sem ficar sabendo, já que eu posso muito bem morrer aprendendo a resposta para esta questão.

Hoje eu estava lendo uma reportagem na revista Veja sobre a necessidade de imigrantes para países de Primeiro Mundo (como Canadá, Estados Unidos e quase todos na Europa). Mesmo podendo exportar muito mais gente qualificada, o Brasil é um país com o menor número de emigrantes qualificados no mundo. Ou seja, gente que poderia imigrar legalmente para um outro país mas não o faz por n motivos. Eu tenho na minha cabeça que pode ser alguma coisa cultural mesmo:

. Impressão que vai ser impossível viver longe da família e dos amigos (mas se até os Italianos saíram da Itália, porque não os Brasileiros saírem do Brasil?);
. Para o Canadá, medo do frio - olha, o inverno é frio, não vou colocar panos quentes não, mas até que aqui tem verão (e Canadense mora em casa - aquecida - e não em Iglú);
. Falta de "cultura global". Um dia no Orkut eu vi uma menina que escreveu - "não quero conhecer nenhum outro lugar do mundo porque no Brasil tem tudo que eu preciso conhecer". Ledo engano, o resto do mundo também é interessante;
. Medo não ser aceito (preconceito) - eu acredito que isto seja verdade para quem viaja para os Estados Unidos e talvez para alguns países da Europa. Aqui no Canadá, imigrante costuma ser muito bem aceito, mesmo na média ganhando menos do que quem nasceu em solo Canadense;
. Amor à praia, caipirinha, churrasco, cerveja, pastel no final de semana, catupiry, feijoada, futebol na TV e outras coisas que o Brasil tem a oferecer. É, aí não tem jeito, tem que colocar tudo na balança e ver o que é melhor.

Aqui no Canadá existem muitos Chineses, Filipinhos, Indianos (Hindús) e outros povos. A minha opinião sobre algum destes povos ficou pré-concebida (é, preconceito mesmo) pela incompetência alheia na empresa onde eu trabalho. Eu tive a impressão, no começo, de que todo Chinês era ou incompente ou mal-educado, porque os que eu conheci no começo eram as duas coisas juntas. Depois de um tempo, comecei a observar melhor as pessoas (sem nenhum pré-julgamento), e percebi que os Chineses são mais simpáticos do que eu imaginei a princípio, e eu acho que às vezes eles ficam mais reclusos mesmo porque alguns tem uma dificuldade imensa de adaptação e aprendizado do idioma. Uma coisa que alguns não tem é noção de espaço mesmo, mas acho que dá para entender isso sendo a China um país com um bilhão de pessoas (embora incomode um pouco mesmo).

Como no meu trabalho novo existem vários desenvolvedores da China na equipe, vou "zerar" todas as coisas que aconteceram no meu trabalho atual e entrar no time sem nenhuma idéia pré-concebida. Vamos ver no que vai dar.

PS: Não estou falando de filho de Chinês ou de "raça", porque este tipo de preconceito eu acho que eu não tenho. Estou falando de imigrantes Chineses que carregam muito dos seus vícios profissionais no país de origem, o que pelo menos no meu caso foi um problema sério de "sabonetar", atirar pedras para se defender e extrema incompentência. Mas foram três casos isolados e, como eu disse, é hora de deixar as mágoas para trás e ir em frente. Sobrou um Chinês aqui, o Yong, tímido que só ele (e com dificuldades imensas de comunicação), mas que é razoavelmente competente e que eu resolvi tentar voltar a "guiar" nestas últimas semanas, embora ele também sofra de algunas lacunas profissionais, a maior dela poderia ser definida como a incapacidade de escrever com qualidade "A", no geral ele ficaria no "C" (passa de ano, mas sem nenhum mérito).

PS 2: Hoje eu vi um cara no guichê do Alberta Health Care (um senhor Chinês, na verdade), tentando preencher um formulário e conversar com a atendente, sem falar uma palavra de Inglês. A moça que estava no atendimento teve que despachar o coitado - não dá para ela fazer nada se ele não entende uma pergunta simples como "quando você foi demitido?". Eu já vi isso aqui uma dezena de vezes. Acho que são pais de imigrantes qualificados que vieram em programas de reunificação familiar. Vendo a dificuldade que eles tem com o idioma até que eu entendo porque existe tanta Chinatown poraí.

PS 3: No ano passado fomos na piscina do Eau Claire e tinha uma menininha Chinesa de uns dois anos correndo na água com a fralda total, absolutamente e fartamente cagada. Aquela imagem ficou de uma maneira registrada na cabeça da gente que até hoje não voltamos naquela piscininha :-). Taí mais uma idéia a ser combatida - que haverão crianças cagadas na piscina pública.

PS 4: Solidão é uma coisa engraçada. Eu não me sinto sozinho aqui porque eu tenho a Soraya e o Arthur e a gente tem alguns amigos - é lógico que eu sinto muita saudades do Brasil, família e de todo mundo que ficou para trás, mas solidão mesmo é algo que eu não sinto aqui - até que se porque eu sentisse, voltava para o Brasil rapidinho. É engraçado porque eu tenho a impressão que os povos de outros países (Índia, China, Paquistão) se sentem mais sozinhos do que os imigrantes Brasileiros, mas sei lá porque cargas d'água eu penso nisso. Acho que deve ser porque eu não conheço a cultura deles, ou então é porque são eles que ficam com a cara mais séria nos trens e ônibus da vida.

PS 5: Falando de solidão, era engraçado a imagem que eu fazia das cidades vistas na beira da estrada à noite, viajando de carro. Como você só vê umas luzinhas e nada mais (só dá para ver as luzes das ruas à noite), dava a impressão que era todo mundo sozinho. Bom, dependendo da cidade ninguém coloca o pé na rua à noite mesmo.

Eu ainda acho que não dá para imigrar sozinho - tem que ter família junto. A casa da gente acaba sendo o nosso santuário. Como dizem em um comercial na TV, o lugar mais importante do mundo é a casa da gente.

Bom, preciso ir escovar os dentes e dar um jeito no bafo antes de usar o sistema de transporte público da cidade.

Fui!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Wi-Fi, no more

O modem wi-fi do meu notebook morreu de vez. Depois de ser esmagado uma dúzia de vezes, ele não aguentou e o conector USB se separou da placa do coitado. Eu fui no quarto do Arthur agora e lá estavam os restos mortais do mesmo. Mas como eu fiz o curso técnico que tinha enfase em eletrônica e eu queimei muito dedo fazendo solda em circuitos eletrônicos e conectores, eu acho que eu até consigo cortar o cabo da extensão USB, soldar direto na placa mãe, colocar um monte de fita isolante até que fique tudo parecendo uma grande almofada preta.

Agora eu preciso descobrir como que é ferro de solda em inglês. Como ferro de passar é roupa é "iron" (nada como uma tradução fácil), imagino que ferro de solda deve ser "welding iron" ou algo do tipo. Estanho é "tin", em latin é "stannum", e é o que se usa neste tipo de solda... (5 minutos depois). Pesquisando na Wikipedia achei como é ferro de solda, é solder. Vou dar uma pesquisada.

Já que eu comecei a falar de inglês, tenho algumas palavras preferidas (pelo som que elas fazem). Uma delas é youth, que significa juventude, outra é yield, que significa "dê a preferência", e existem outras...

. Bulk (acho que é "em lote", como "processamento em lote");
. Raw, significa crú, eu gosto porque são minhas iniciais;
. Wasted, podem ser várias coisas, desperdiçado, estragado, não é a toa que uma pessoa que bebe demais e fica estragada, fica "wasted" (I was wasted after last night);
. Terrific, que é "sensacional" ou algum sinômico, pelo fato de ser o oposto do que terrível significa em português;
. Eu odeio Push e Pull - ainda me confundo;

Bom, por hoje é só, companheiros. Vou tomar uma cerveja e me cuidar para não ficar "wasted".

See u.

Went!!!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Morro e mato

O título ficou bem ambíguo. Na verdade é morro, geograficamente falando e mato, o vegetal.

Pois bem. Quando eu era pequeno eu ficava fascinado com uns morros que ficavam em outra parte da cidade - estes morros tinham uma cobertura de mato que devia ter um metro de altura, e quando o vento sobrava sobre este mato, em cima do morro, ele dobrava um pouco e expunha a sua raiz (um pouco mais escura), e é como se ondas fossem formadas sobre o morro conforme o sabor do vento. Acho que esta é uma cena meio clássica em filmes, desenhos infantis e coisas assim. E no filme, eles sempre mostram alguma criança correndo no meio do mato, com a mão sobre o mesmo, como se ele fosse feito de algodão.

É mentira.

Um dia, eu, Ravi, fascinado por aquele mato, resolvi subir o morro para ver como o mesmo é de perto. Acho que ele devia ter mesmo quase um metro de altura, algo assim, e, cacetada, como cortava. É como se as folhas fossem todas serrilhadas com um zilhão de espinhos, minha canela ficou toda ralada. Para completar, ainda tinha uns espinhos que grudavam nas meias e os borrachudos, malditos.

Pois é. Seria melhor se eu tivesse visto de longe. A propósito, não há metáfora nenhuma aqui, foi só a vontade de contar uma memória de infância.

Abraços, Ravi!

Reflexões

Antes de refletir, algumas fotos do Stampede:


Eu e o pequeno na roda gigante


Soraya e o pequeno no Carrossel


Ó Santos ali, ó


Eu e o boi imenso

Muito bom. Tem mais uns fardinhos de foto em casa, depois eu coloco na Internet.

Falando da vida, aqui no meu trabalho o número de trabalhadores diminui pela metade nos últimos meses. Também, recebendo 70% do salário não dá. Primeiro foram os contadores a ir embora, um de cada vez até que os três (dois senhores e uma jovem) vazaram. Depois, foi a vez da garota de marketing da empresa, que inventou algumas idéias legais que agora ficaram para trás. O Harminder, programador Java que fazia parte da minha equipe, também vazou e por um salário bem melhor. O Ruangvid, o cara da Tailândia, também foi dessa para a melhor, é gerente-assistente de vendas em uma loja de sapatos no Chinook - ganhando a mesma coisa, mas mais perto de casa. Os últimos a respirar o ar de liberdade foram o Curtis (o Ucraniano) e o Eugene (o Russo), que deram as boas novas nesta Segunda-feira.

Na minha sala sobramos eu, o Jerry, designer e programador PHP, a Karina (esposa do Russo), designer também, que deve escapulir nas próximas semanas, o Yong, outro programador Java que também pretende passar dessa para a melhor em breve, e o Ray, que está em um programa de trabalho temporário (só no verão - algumas pessoas viajam, outras trabalham). É engraçado porque aqui tem uns 10 computadores e 4 pessoas, mas não dá para aumentar o número de monitores porque eu não tenho mais saídas no meu computador (shit!).

E eu? Eu devo ir dessa para a melhor em breve também. Na verdade eu só estou esperando a papelada sair - mais uns 15 dias e eu vou mandar aquele videozinho do FREEEEEEEEDOM para meu chefe. Acho que não deve dar nenhum enrosco, mesmo que o processo demore um pouco mais para ser concluído não tem problema, a vaga já é minha. A gente deve entrar em uma "nova fase" depois disso. Eu pelo menos pretendo comprar um carro até o fim do ano, e eu acho que não vai ser um "pois é". Assim que sair o meu Tax Refund eu vou começar a acertar as coisas - deve demorar só uma ou duas semaninhas a mais porque eu caí na malha fina e fui auditado (desk audit, como eles chamam). Ontem eu mandei um envelope com mais de 50 folhas - cópia de tudo que é documento possível - para provar que eu estou no Canadá, que eu estava empregado, que a gente existe, que 2 + 2 = 4 e poraí vai. Como outras coisas na vida, pode demorar um pouquinho mas no fim vai!

Bom, algumas lições que eu tirei da minha experiência no Canadá até então (em relação ao meu empregador):

  • Quando eu fiz a entrevista eu achei tudo muito fácil, muito legal, sem perguntas técnicas, só um bate-papo e mais nada. Quando eu cheguei aqui eu vi que a qualidade da contratação realmente é ruim - algumas pessoas trabalharam por seis meses em um módulo e não chegaram à lugar algum, sendo que o tempo necessário para concluir tal tarefa seria de poucas semanas, no máximo;
  • Eu acabei indo demais pela opinião dos outros e fiz duas cagadas:
    1. Não pesquisei muito sobre a empresa antes de vir;
    2. Saí do meu emprego no Brasil antes de ter a Work Permit em mãos.
  • Não ter pesquisado muito sobre a empresa não me deu a total visibilidade de que o dono da mesma é um Zé. Mas, não vou ser chato, a gente queria mesmo vir para o Canadá e hoje em dia eu não me arrependo da decisão de ter vindo, mesmo vindo trabalhar neste sanatório;
  • Ter saído do emprego no Brasil é que foi furada. Fiquei seis meses no Brasil praticamente sem receber, e isto, vamos dizer de forma bem resumida, não foi muito positivo para a minha conta bancária. Foi uma situação chata e é algo que eu definitivamente reitero - está para ir trabalhar em outro país e precisa esperar alguma documentação? Pegue a documentação e depois peça demissão de onde quer que você esteja. Não faça na ordem contrária. A gente conheceu uma família do Brasil que decidiu vir para o Canadá com uma Work Permit - o processo ia levar mais de seis meses, depois de uns três meses o chefe da família pediu demissão do seu trabalho e ficou esperando o processo ser concluído. No fim das contas, a empresa no Canadá acabou nem dando entrada no processo e a família ficou a ver navios - eu acredito que eles não poderiam vir de qualquer jeito, o governo do Canadá não ia aceitar uma família de 5 filhos com uma renda anual de meros 40000 dólares (acho que este era o valor aproximado da oferta de trabalho que eles receberam);
  • Depois que eu cheguei aqui as coisas funcionaram bem, com alguns percalços no meio do caminho, até que os pagamentos começaram a rarear uns meses atrás e começou a diáspora. Alguns meses no mercado (demorou mais do que eu achei que fosse demorar), e eu consegui alguma coisa, uma empresa bem decente, com pacote completo de benefícios e escritórios com janelas (atualmente o local onde eu trabalho é desprovido de janelas). Uma importante lição que eu tirei é que para se fazer uma entrevista decente, só se for ao vivo e em cores. E ter ficado no Canadá, trabalhando nesta mina de ouro de tolo onde eu estou, me deu o reforço no Inglês e a carga técnica necessária para poder "passar" em todo o processo de contratação (foi um dos mais longos que eu já vi - sem dinâmicas de grupo, ninguém merece);
  • Eles precisam de muita mão de obra aqui no Canadá. Na área de TI, também. Mas não é tanto assim a ponto de eles atirarem para todos os lados. Contratações por telefone podem até funcionar, e para ter certeza de que você está indo na direção certa é bom se certificar que a empresa é séria, que está oferendo um salário justo, e que o processo de seleção pelo qual você está passando é criterioso (se não for criterioso, é sinal de que a empresa pega qualquer um - neste caso, ou você vira Messias ou vira Judas);
  • E não tenha ilusões de grandeza em relação ao Canadá...
    1. Aqui dinheiro não dá em árvore;
    2. Eles precisam de gente para trabalhar em todas as áreas, mas se você não tiver muitas qualificações pode demorar um pouco para chegar nos melhores empregos;
    3. Existem despesas fixas aqui, igual ao Brasil. Tem que pagar plano de saúde (às vezes o empregador paga), não é caro, mas tem que pagar (vai ser grátis a partir de Janeiro de 2009). Tem que pagar aluguel como qualquer outro cidadão, TV a cabo, telefone, cerveja é mais cara, tem que levar tudo isso em consideração, colocar na ponta do lápis e ver quanto dinheiro vai sobrar no fim do mês, não esquecendo de tirar a fatia do imposto de renda sobre o salário anual (que sempre será bruto);
    4. O inverno É frio mas é sobrevivível. O que pega mesmo é a saudade da família;
  • Mas também tem o lado positivo, claro. As escolas são muito boas, Calgary é uma cidade limpa, violência aqui praticamente não existe quando se compara ao Brasil, a gente mora em uma casinha sem muros, este tipo de coisa é que faz o Canadá valer a pena. Até agora, a gente acha que continua valendo, e vamos ver se este emprego novo dá uma nova injeção de ânimo no esqueleto.
Agora tenho que ir que senão eu perco a carona e tenho que andar até o trem.

Fui!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Stampede

Bom, fomos no Stampede, o maior espetáculo à ceu aberto da Terra, realizado em um parque que fica no Beltline District, em Calgary, Alberta. Bom, já coloquei links suficientes para a Wikipedia, vamos escrever de fato agora sobre o tal do Stampede.

Domingueira eu preparei um belo de um café da manhã e fomos todos pegar o bumba e o trem para chegar até o lugar onde o evento é realizado. Dava até ir para ir só de ônibus, mas tem um menininho em casa que adora trens, e sempre que a gente pode, andamos no tal do trem, mesmo que seja só por uma estação (como o bilhete já foi pago no ônibus e a gente recebe a tal da Transfer), pegar o trem sai de graça. Quando a gente chegou na estação e todos os passageiros desceram para ir em direção ao parque onde o Stampede é realizado, eu achei que eu ficar meia hora na fila só para conseguir comprar o ingresso, mas não levou nem 5 minutos. Custa 13 dólares por cabeça e crianças até seis anos não pagam.

Bom, uma vez lá dentro, a melhor coisa é estabelecer uma meta (um teto) do que você vai gastar e ficar dentro deste teto. As coisas lá dentro são meio caras, cada brinquedo no parque de diversões custa uns 5 dólares (você compra os bilhetes antes), e depende de quem está no brinquedo a decisão se vai cobrar a taxa do pequeno ou não. Em metade eles cobraram, em metade não.
  • O trem fantasma é fraquiiiiinho, nem vale a pena;
  • A casa maluca é legal;
  • O Arthur quis porque quis ir em uma mini montanha-russa em que o carrinho tem formato de tartaruga. Ele se divertiu por uns 2 minutos, acho que na segunda "queda" (sobe e desce), ele já não queria ir mais :-). Fora que parecia mesmo que o carrinho ia cair lá embaixo :-). Quando você está para "cair" em uma das "quedas" eles tiram uma foto do carrinho para mostrar a cara de banana que as pessoas fazem - e a gente teve que comprar a foto porque a cara do Arthur está impagável - depois eu vou tentar colocar aqui.
O parque de diversões é bem grande. Tem aquele elevador que fica em queda livre por uns dois segundos, um "estilingue" com dois lugares que voa bem alto, um outro brinquedo que gira bem rápido e que vai muito alto, entre outras coisas. Dependendo, talvez valha a pena comprar um passe diário (custa 45 dólares), que permite ir em todos os brinquedos do parque de diversões - mas eu não achei maiores informações sobre isto, então não tenho certeza de que ainda é válido. De qualquer jeito, estes passes diários só são válidos em dias de semana, nunca em finais de semana. Eu achei um site interessante sobre como não gastar muito no evento, é este aqui: http://www.tripadvisor.com/Travel-g154913-c95009/Calgary:Alberta:Stampede.On.A.Budget.html.

Depois que o parque de diversões ficou para trás, fomos dar uma volta pelo resto das instalações. Em um dos galpões tinha uma competição de tratores antigos. Em outro, tinha um boi que devia pesar mais de uma tonelada e provavelmente tinha uns dois metros de cabo à rabo. O bicho era grande. Dava para fazer uma bela de uma festa de casamento com um bicho daquele tamanho. Fora o boi, a gente viu filhote de porco, filhote de galinha (pintinho para os mais íntimos), cabrito, porco crescido, galo, carneiro (uns com lã e uns já pelados, como fica feio aquele bicho sem pêlo), e mais uns outros bichos que eu não sei o nome.

Que mais? Fomos todos à carater, cada um com o seu respectivo chapéu de cowboy. O Arthur foi até com botas de cowboy que a nossa vizinha deu para ele (acho que devia ser de um dos filhos dela mas não devia caber mais). No Sábado a gente comprou a tal da arma d'água para o moleque poder competir de igual para igual com o vizinho, e não é que o jato d'água da mesma vai longe mesmo? Acho que dá uns dez metros fácil, fácil.

Tiramos um monte de fotos mas elas ainda estão na máquina. Hoje à noite eu coloco tudo no Picasa e coloco o link aqui no blog.

O verão está sendo bom. Depois de tanto tempo enfurnado em casa no inverno, é bom poder ficar do lado de fora um pouco de bermuda e camiseta e passar um pouco de calor. Agora eu entendo este povo Canadense que no primeiro dia de sol vai para a rua tirar o mofo. Ontem eu e a Soraya estávamos conversando sobre o que faz do Canadá um país de Primeiro mundo (quando comparado com o Brasil), e tem duas coisas que se destacam mais: segurança, porque a gente não viu uma briga, nem no Canada Day, nem no Stampede (quando tinha um monte de gente junta no mesmo lugar), e também que não tem criança na rua.

Fui!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Fotos do feriadão

Estão todas aí embaixo:



Fui!!!
Hoje o cara do Mack's que eu vou de manhã apareceu no jornal do Metro, em uma matéria sobre como as coisas melhoraram na esquina em que ele tem a lojinha dele, depois que a polícia criou um programa para revitalizar aquela região.

O mais engraçado foi descobrir que o tiozinho era mesmo o dono do lugar.

Fui!
Hoje eu estava lendo sobre aquela política Franco-Colombiana que foi libertada faz uns dias, Ingrid Betancourt, juntamente com outros sequestrados (três Americanos e vários Colombianos).

Seis anos sequestrada. Eu resolvi ler um pouco sobre a história das FARC e achei um artigo na Wikipedia (até que bem imparcial) descrevendo como a organização opera, seu tamanho, líderes, áreas de atuação, entre outras informações. Eu sabia que as FARC eram uma organização que tem tendências terroristas, e os ataques de 2005 mostram bem isso. Foram assassinados trabalhadores rurais, trabalhadores americanos, reféns e outras pessoas. Dá MESMO para chamar as FARC de organização política? Para mim, é organização terrorista e pronto. Assim como o MST, com seus ataques à fazendas produtivas e à fazendas que fazem pesquisas com plantas trangênicas ou que produzem plantas que não possam ser usadas como comida (como árvores para fabricação de papel).

Eu vejo as pessoas que vão ao Foro de São Paulo ou àquele Foro de Porto Alegre e que acham o Hugo Chavez o tal, ou que consideram que as FARC são um movimento genuíno, e me pergunto "será que eles olharam todos os lados da questão?". Eu penso mais nas FARC, será que eles se colocaram no lugar dos sequestrados ou de suas famílias, ou nas pessoas que são assassinadas por este grupo terrorista? Quem será que influencia a sua cabeça e como eles gostariam que o Brasil fosse? Será que eles apóiam Mao Tse Tung?

Fui!

Para variar, CURTAS!!!

  • As fotos do feriadão estão no Orkut. Como o notebook da Soraya tem leitor de cartão, Wi-Fi embutido e mais um monte de fru-fru-frus (como controle remoto), é ela quem coloca as fotos na Internet primeiro. Hoje eu devo colocar as fotos no Picasa no meu notebook, com o seu monitor manchado, seu teclado que está abrindo, suas partes que caem, seu gigantesco HD de 30 GB e o modem Wi-Fi USB que logo, logo abre o bico;
  • Saiu uma reportagem interessante hoje na revista MacLeans com o título "How Canada stole the American dream" (se você não sabe que "the book is on the table" quer dizer "o livro está na mesa", o título significa "como o Canadá roubou o sonho Americano". Uma das partes mais interessantes da reportagem é a que diz que no Canadá se faz mais sexo e com mais parceiros do que nos Estados Unidos, mas como aqui educação sexual não é estigma e as pessoas são estimuladas a usar camisinha, a proporção de pessoas com DST e de garotas grávidas na adolescência é bem menor do que nos Estados Unidos;
  • Agora que acabaram as aulas os ônibus demoram mais para vir - mas em compensação vem mais vazios - e o trânsito também melhora. Quase a mesma coisa que acontece em São Paulo, a criançada fica em casa junto com os pais e os carros dos pais (e quem não tem carro não precisa pegar ônibus). Acho que esta foi a conclusão mais óbvia que eu já tive na minha vida;
  • Falando em conclusões óbvias, sempre que me perguntavam algo do tipo "Ravi, o sistema dá dando erro porque diz que um arquivo XPTO não foi criado" (querendo uma explicação do erro), eu respondia, às vezes sem maldade "então, sabe o arquivo XPTO? Tem que criar este arquivo senão o sistema vai ficar dando erro". Dããã;
  • Aniversário da minha mãe hoje. Parabéns mãe!
  • No final de semana a gente foi na piscina pública - a Soraya foi junto desta vez - para variar eu chego em casa morto depois e com o ouvido doendo de ficar pulando no trampolim. Quando eu consigo pular certo, me dói o ouvido porque eu afundo demais na piscina - se eu pulo errado, fica tudo bem com o ouvido, mas me dói a batata da perna porque eu giro demais e quase dou um mortal;
  • Quando a gente foi no Prince Island no Canadá Day (deve ser Canada Day, sem acento), tinha uns caras fazendo acrobacias de bicicleta, tipo "urban mountain bike" ou algo do tipo. Mais ou menos como esse vídeo aí embaixo, mas sem a mesma habilidade:
  • E outro dia tinha um moleque aqui na estação de trem com uma BMX fazendo umas acrobacias;
  • Eu sempre achei que eu poderia fazer algumas destas acrobacias - pelo menos as de subir em obstáculos mais altos. Bom, como eu planejo comprar uma bicicleta e pedalar até o trabalho, pode ser que eu tente alguma coisa. Eu provavelmente vou comprar uma bicicleta com no máximo um amortecedor (na frente), porque eu acho que com os dois fica meio difícil de fazer a bike pular;
  • A Soraya deve ir para o Brasil em Julho. Acho que eu vou comprar um videogame para me fazer companhia, se o banco me deixar (e a Soraya também). Sô, eu prefiro você à um videogame, não me entenda mal!!!
  • O clima em Calgary está esquentando. Junto com o calor vem os mosquitos, que aqui são meio grandinhos (mesmo para quem cresceu perto de um rio em uma cidade litorânea);
  • Eu acho que eu tinha mais alguma coisa para escrever mas as palavras me fogem agora. Tem um Russo que está me esperando para ir comprar um café, e como na Rússia os bebêm são forjados, não nascem, é melhor eu ir logo.
Fui!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Fim de semana prolongado (Canada Day)

Começou na Sexta-feira, que foi meio período, e acabou agora há pouco. Vou escrever os "tópicos importantes" e depois escrevo mais...

. Wall-E é duca;
. La vie en Rose é duca (filme Francês sobre Edith Piaf);
. Fogos de artifício são duca ao quadrado;
. A chama acesa em cima da Calgary Tower é da hora;
. O Prince Island continua sendo legal;
. Cerveja é da hora;
. O Arthur se divertiu bastante...

E agora estou pregado. Amanhã teremos fotos, e amanhã eu escrevo-lhes mais.

Fui!