quarta-feira, 9 de julho de 2008

Reflexões

Antes de refletir, algumas fotos do Stampede:


Eu e o pequeno na roda gigante


Soraya e o pequeno no Carrossel


Ó Santos ali, ó


Eu e o boi imenso

Muito bom. Tem mais uns fardinhos de foto em casa, depois eu coloco na Internet.

Falando da vida, aqui no meu trabalho o número de trabalhadores diminui pela metade nos últimos meses. Também, recebendo 70% do salário não dá. Primeiro foram os contadores a ir embora, um de cada vez até que os três (dois senhores e uma jovem) vazaram. Depois, foi a vez da garota de marketing da empresa, que inventou algumas idéias legais que agora ficaram para trás. O Harminder, programador Java que fazia parte da minha equipe, também vazou e por um salário bem melhor. O Ruangvid, o cara da Tailândia, também foi dessa para a melhor, é gerente-assistente de vendas em uma loja de sapatos no Chinook - ganhando a mesma coisa, mas mais perto de casa. Os últimos a respirar o ar de liberdade foram o Curtis (o Ucraniano) e o Eugene (o Russo), que deram as boas novas nesta Segunda-feira.

Na minha sala sobramos eu, o Jerry, designer e programador PHP, a Karina (esposa do Russo), designer também, que deve escapulir nas próximas semanas, o Yong, outro programador Java que também pretende passar dessa para a melhor em breve, e o Ray, que está em um programa de trabalho temporário (só no verão - algumas pessoas viajam, outras trabalham). É engraçado porque aqui tem uns 10 computadores e 4 pessoas, mas não dá para aumentar o número de monitores porque eu não tenho mais saídas no meu computador (shit!).

E eu? Eu devo ir dessa para a melhor em breve também. Na verdade eu só estou esperando a papelada sair - mais uns 15 dias e eu vou mandar aquele videozinho do FREEEEEEEEDOM para meu chefe. Acho que não deve dar nenhum enrosco, mesmo que o processo demore um pouco mais para ser concluído não tem problema, a vaga já é minha. A gente deve entrar em uma "nova fase" depois disso. Eu pelo menos pretendo comprar um carro até o fim do ano, e eu acho que não vai ser um "pois é". Assim que sair o meu Tax Refund eu vou começar a acertar as coisas - deve demorar só uma ou duas semaninhas a mais porque eu caí na malha fina e fui auditado (desk audit, como eles chamam). Ontem eu mandei um envelope com mais de 50 folhas - cópia de tudo que é documento possível - para provar que eu estou no Canadá, que eu estava empregado, que a gente existe, que 2 + 2 = 4 e poraí vai. Como outras coisas na vida, pode demorar um pouquinho mas no fim vai!

Bom, algumas lições que eu tirei da minha experiência no Canadá até então (em relação ao meu empregador):

  • Quando eu fiz a entrevista eu achei tudo muito fácil, muito legal, sem perguntas técnicas, só um bate-papo e mais nada. Quando eu cheguei aqui eu vi que a qualidade da contratação realmente é ruim - algumas pessoas trabalharam por seis meses em um módulo e não chegaram à lugar algum, sendo que o tempo necessário para concluir tal tarefa seria de poucas semanas, no máximo;
  • Eu acabei indo demais pela opinião dos outros e fiz duas cagadas:
    1. Não pesquisei muito sobre a empresa antes de vir;
    2. Saí do meu emprego no Brasil antes de ter a Work Permit em mãos.
  • Não ter pesquisado muito sobre a empresa não me deu a total visibilidade de que o dono da mesma é um Zé. Mas, não vou ser chato, a gente queria mesmo vir para o Canadá e hoje em dia eu não me arrependo da decisão de ter vindo, mesmo vindo trabalhar neste sanatório;
  • Ter saído do emprego no Brasil é que foi furada. Fiquei seis meses no Brasil praticamente sem receber, e isto, vamos dizer de forma bem resumida, não foi muito positivo para a minha conta bancária. Foi uma situação chata e é algo que eu definitivamente reitero - está para ir trabalhar em outro país e precisa esperar alguma documentação? Pegue a documentação e depois peça demissão de onde quer que você esteja. Não faça na ordem contrária. A gente conheceu uma família do Brasil que decidiu vir para o Canadá com uma Work Permit - o processo ia levar mais de seis meses, depois de uns três meses o chefe da família pediu demissão do seu trabalho e ficou esperando o processo ser concluído. No fim das contas, a empresa no Canadá acabou nem dando entrada no processo e a família ficou a ver navios - eu acredito que eles não poderiam vir de qualquer jeito, o governo do Canadá não ia aceitar uma família de 5 filhos com uma renda anual de meros 40000 dólares (acho que este era o valor aproximado da oferta de trabalho que eles receberam);
  • Depois que eu cheguei aqui as coisas funcionaram bem, com alguns percalços no meio do caminho, até que os pagamentos começaram a rarear uns meses atrás e começou a diáspora. Alguns meses no mercado (demorou mais do que eu achei que fosse demorar), e eu consegui alguma coisa, uma empresa bem decente, com pacote completo de benefícios e escritórios com janelas (atualmente o local onde eu trabalho é desprovido de janelas). Uma importante lição que eu tirei é que para se fazer uma entrevista decente, só se for ao vivo e em cores. E ter ficado no Canadá, trabalhando nesta mina de ouro de tolo onde eu estou, me deu o reforço no Inglês e a carga técnica necessária para poder "passar" em todo o processo de contratação (foi um dos mais longos que eu já vi - sem dinâmicas de grupo, ninguém merece);
  • Eles precisam de muita mão de obra aqui no Canadá. Na área de TI, também. Mas não é tanto assim a ponto de eles atirarem para todos os lados. Contratações por telefone podem até funcionar, e para ter certeza de que você está indo na direção certa é bom se certificar que a empresa é séria, que está oferendo um salário justo, e que o processo de seleção pelo qual você está passando é criterioso (se não for criterioso, é sinal de que a empresa pega qualquer um - neste caso, ou você vira Messias ou vira Judas);
  • E não tenha ilusões de grandeza em relação ao Canadá...
    1. Aqui dinheiro não dá em árvore;
    2. Eles precisam de gente para trabalhar em todas as áreas, mas se você não tiver muitas qualificações pode demorar um pouco para chegar nos melhores empregos;
    3. Existem despesas fixas aqui, igual ao Brasil. Tem que pagar plano de saúde (às vezes o empregador paga), não é caro, mas tem que pagar (vai ser grátis a partir de Janeiro de 2009). Tem que pagar aluguel como qualquer outro cidadão, TV a cabo, telefone, cerveja é mais cara, tem que levar tudo isso em consideração, colocar na ponta do lápis e ver quanto dinheiro vai sobrar no fim do mês, não esquecendo de tirar a fatia do imposto de renda sobre o salário anual (que sempre será bruto);
    4. O inverno É frio mas é sobrevivível. O que pega mesmo é a saudade da família;
  • Mas também tem o lado positivo, claro. As escolas são muito boas, Calgary é uma cidade limpa, violência aqui praticamente não existe quando se compara ao Brasil, a gente mora em uma casinha sem muros, este tipo de coisa é que faz o Canadá valer a pena. Até agora, a gente acha que continua valendo, e vamos ver se este emprego novo dá uma nova injeção de ânimo no esqueleto.
Agora tenho que ir que senão eu perco a carona e tenho que andar até o trem.

Fui!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Stampede

Bom, fomos no Stampede, o maior espetáculo à ceu aberto da Terra, realizado em um parque que fica no Beltline District, em Calgary, Alberta. Bom, já coloquei links suficientes para a Wikipedia, vamos escrever de fato agora sobre o tal do Stampede.

Domingueira eu preparei um belo de um café da manhã e fomos todos pegar o bumba e o trem para chegar até o lugar onde o evento é realizado. Dava até ir para ir só de ônibus, mas tem um menininho em casa que adora trens, e sempre que a gente pode, andamos no tal do trem, mesmo que seja só por uma estação (como o bilhete já foi pago no ônibus e a gente recebe a tal da Transfer), pegar o trem sai de graça. Quando a gente chegou na estação e todos os passageiros desceram para ir em direção ao parque onde o Stampede é realizado, eu achei que eu ficar meia hora na fila só para conseguir comprar o ingresso, mas não levou nem 5 minutos. Custa 13 dólares por cabeça e crianças até seis anos não pagam.

Bom, uma vez lá dentro, a melhor coisa é estabelecer uma meta (um teto) do que você vai gastar e ficar dentro deste teto. As coisas lá dentro são meio caras, cada brinquedo no parque de diversões custa uns 5 dólares (você compra os bilhetes antes), e depende de quem está no brinquedo a decisão se vai cobrar a taxa do pequeno ou não. Em metade eles cobraram, em metade não.
  • O trem fantasma é fraquiiiiinho, nem vale a pena;
  • A casa maluca é legal;
  • O Arthur quis porque quis ir em uma mini montanha-russa em que o carrinho tem formato de tartaruga. Ele se divertiu por uns 2 minutos, acho que na segunda "queda" (sobe e desce), ele já não queria ir mais :-). Fora que parecia mesmo que o carrinho ia cair lá embaixo :-). Quando você está para "cair" em uma das "quedas" eles tiram uma foto do carrinho para mostrar a cara de banana que as pessoas fazem - e a gente teve que comprar a foto porque a cara do Arthur está impagável - depois eu vou tentar colocar aqui.
O parque de diversões é bem grande. Tem aquele elevador que fica em queda livre por uns dois segundos, um "estilingue" com dois lugares que voa bem alto, um outro brinquedo que gira bem rápido e que vai muito alto, entre outras coisas. Dependendo, talvez valha a pena comprar um passe diário (custa 45 dólares), que permite ir em todos os brinquedos do parque de diversões - mas eu não achei maiores informações sobre isto, então não tenho certeza de que ainda é válido. De qualquer jeito, estes passes diários só são válidos em dias de semana, nunca em finais de semana. Eu achei um site interessante sobre como não gastar muito no evento, é este aqui: http://www.tripadvisor.com/Travel-g154913-c95009/Calgary:Alberta:Stampede.On.A.Budget.html.

Depois que o parque de diversões ficou para trás, fomos dar uma volta pelo resto das instalações. Em um dos galpões tinha uma competição de tratores antigos. Em outro, tinha um boi que devia pesar mais de uma tonelada e provavelmente tinha uns dois metros de cabo à rabo. O bicho era grande. Dava para fazer uma bela de uma festa de casamento com um bicho daquele tamanho. Fora o boi, a gente viu filhote de porco, filhote de galinha (pintinho para os mais íntimos), cabrito, porco crescido, galo, carneiro (uns com lã e uns já pelados, como fica feio aquele bicho sem pêlo), e mais uns outros bichos que eu não sei o nome.

Que mais? Fomos todos à carater, cada um com o seu respectivo chapéu de cowboy. O Arthur foi até com botas de cowboy que a nossa vizinha deu para ele (acho que devia ser de um dos filhos dela mas não devia caber mais). No Sábado a gente comprou a tal da arma d'água para o moleque poder competir de igual para igual com o vizinho, e não é que o jato d'água da mesma vai longe mesmo? Acho que dá uns dez metros fácil, fácil.

Tiramos um monte de fotos mas elas ainda estão na máquina. Hoje à noite eu coloco tudo no Picasa e coloco o link aqui no blog.

O verão está sendo bom. Depois de tanto tempo enfurnado em casa no inverno, é bom poder ficar do lado de fora um pouco de bermuda e camiseta e passar um pouco de calor. Agora eu entendo este povo Canadense que no primeiro dia de sol vai para a rua tirar o mofo. Ontem eu e a Soraya estávamos conversando sobre o que faz do Canadá um país de Primeiro mundo (quando comparado com o Brasil), e tem duas coisas que se destacam mais: segurança, porque a gente não viu uma briga, nem no Canada Day, nem no Stampede (quando tinha um monte de gente junta no mesmo lugar), e também que não tem criança na rua.

Fui!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Fotos do feriadão

Estão todas aí embaixo:



Fui!!!
Hoje o cara do Mack's que eu vou de manhã apareceu no jornal do Metro, em uma matéria sobre como as coisas melhoraram na esquina em que ele tem a lojinha dele, depois que a polícia criou um programa para revitalizar aquela região.

O mais engraçado foi descobrir que o tiozinho era mesmo o dono do lugar.

Fui!
Hoje eu estava lendo sobre aquela política Franco-Colombiana que foi libertada faz uns dias, Ingrid Betancourt, juntamente com outros sequestrados (três Americanos e vários Colombianos).

Seis anos sequestrada. Eu resolvi ler um pouco sobre a história das FARC e achei um artigo na Wikipedia (até que bem imparcial) descrevendo como a organização opera, seu tamanho, líderes, áreas de atuação, entre outras informações. Eu sabia que as FARC eram uma organização que tem tendências terroristas, e os ataques de 2005 mostram bem isso. Foram assassinados trabalhadores rurais, trabalhadores americanos, reféns e outras pessoas. Dá MESMO para chamar as FARC de organização política? Para mim, é organização terrorista e pronto. Assim como o MST, com seus ataques à fazendas produtivas e à fazendas que fazem pesquisas com plantas trangênicas ou que produzem plantas que não possam ser usadas como comida (como árvores para fabricação de papel).

Eu vejo as pessoas que vão ao Foro de São Paulo ou àquele Foro de Porto Alegre e que acham o Hugo Chavez o tal, ou que consideram que as FARC são um movimento genuíno, e me pergunto "será que eles olharam todos os lados da questão?". Eu penso mais nas FARC, será que eles se colocaram no lugar dos sequestrados ou de suas famílias, ou nas pessoas que são assassinadas por este grupo terrorista? Quem será que influencia a sua cabeça e como eles gostariam que o Brasil fosse? Será que eles apóiam Mao Tse Tung?

Fui!

Para variar, CURTAS!!!

  • As fotos do feriadão estão no Orkut. Como o notebook da Soraya tem leitor de cartão, Wi-Fi embutido e mais um monte de fru-fru-frus (como controle remoto), é ela quem coloca as fotos na Internet primeiro. Hoje eu devo colocar as fotos no Picasa no meu notebook, com o seu monitor manchado, seu teclado que está abrindo, suas partes que caem, seu gigantesco HD de 30 GB e o modem Wi-Fi USB que logo, logo abre o bico;
  • Saiu uma reportagem interessante hoje na revista MacLeans com o título "How Canada stole the American dream" (se você não sabe que "the book is on the table" quer dizer "o livro está na mesa", o título significa "como o Canadá roubou o sonho Americano". Uma das partes mais interessantes da reportagem é a que diz que no Canadá se faz mais sexo e com mais parceiros do que nos Estados Unidos, mas como aqui educação sexual não é estigma e as pessoas são estimuladas a usar camisinha, a proporção de pessoas com DST e de garotas grávidas na adolescência é bem menor do que nos Estados Unidos;
  • Agora que acabaram as aulas os ônibus demoram mais para vir - mas em compensação vem mais vazios - e o trânsito também melhora. Quase a mesma coisa que acontece em São Paulo, a criançada fica em casa junto com os pais e os carros dos pais (e quem não tem carro não precisa pegar ônibus). Acho que esta foi a conclusão mais óbvia que eu já tive na minha vida;
  • Falando em conclusões óbvias, sempre que me perguntavam algo do tipo "Ravi, o sistema dá dando erro porque diz que um arquivo XPTO não foi criado" (querendo uma explicação do erro), eu respondia, às vezes sem maldade "então, sabe o arquivo XPTO? Tem que criar este arquivo senão o sistema vai ficar dando erro". Dããã;
  • Aniversário da minha mãe hoje. Parabéns mãe!
  • No final de semana a gente foi na piscina pública - a Soraya foi junto desta vez - para variar eu chego em casa morto depois e com o ouvido doendo de ficar pulando no trampolim. Quando eu consigo pular certo, me dói o ouvido porque eu afundo demais na piscina - se eu pulo errado, fica tudo bem com o ouvido, mas me dói a batata da perna porque eu giro demais e quase dou um mortal;
  • Quando a gente foi no Prince Island no Canadá Day (deve ser Canada Day, sem acento), tinha uns caras fazendo acrobacias de bicicleta, tipo "urban mountain bike" ou algo do tipo. Mais ou menos como esse vídeo aí embaixo, mas sem a mesma habilidade:
  • E outro dia tinha um moleque aqui na estação de trem com uma BMX fazendo umas acrobacias;
  • Eu sempre achei que eu poderia fazer algumas destas acrobacias - pelo menos as de subir em obstáculos mais altos. Bom, como eu planejo comprar uma bicicleta e pedalar até o trabalho, pode ser que eu tente alguma coisa. Eu provavelmente vou comprar uma bicicleta com no máximo um amortecedor (na frente), porque eu acho que com os dois fica meio difícil de fazer a bike pular;
  • A Soraya deve ir para o Brasil em Julho. Acho que eu vou comprar um videogame para me fazer companhia, se o banco me deixar (e a Soraya também). Sô, eu prefiro você à um videogame, não me entenda mal!!!
  • O clima em Calgary está esquentando. Junto com o calor vem os mosquitos, que aqui são meio grandinhos (mesmo para quem cresceu perto de um rio em uma cidade litorânea);
  • Eu acho que eu tinha mais alguma coisa para escrever mas as palavras me fogem agora. Tem um Russo que está me esperando para ir comprar um café, e como na Rússia os bebêm são forjados, não nascem, é melhor eu ir logo.
Fui!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Fim de semana prolongado (Canada Day)

Começou na Sexta-feira, que foi meio período, e acabou agora há pouco. Vou escrever os "tópicos importantes" e depois escrevo mais...

. Wall-E é duca;
. La vie en Rose é duca (filme Francês sobre Edith Piaf);
. Fogos de artifício são duca ao quadrado;
. A chama acesa em cima da Calgary Tower é da hora;
. O Prince Island continua sendo legal;
. Cerveja é da hora;
. O Arthur se divertiu bastante...

E agora estou pregado. Amanhã teremos fotos, e amanhã eu escrevo-lhes mais.

Fui!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

De vez em quando eu e a Soraya desligamos a TV e ouvimos um pouco de música, principalmente se a gente tiver baixado comprado alguma coisa nova. Ontem a gente ficou ouvindo Cazuza, e uma das primeiras músicas que a gente ouviu foi Faz Parte Do Meu Show, e como a Soraya disse, é uma música que inspira lembranças, mesmo que você não lembre de alguma coisa especificamente. Algumas músicas despertam mesmo este tipo de memória. Eu e a Soraya temos o problema de gostar de músicas de pessoas que já passaram desta para melhor - Cazuza, Cássia Eller, entre outros. Amy Winehouse que se cuide. Na verdade as músicas que você ouve na adolescência vão ser sempre marcantes na sua vida. Especialmente se for música boa e não as "coisas" que aparecem de tempos em tempos. E por coisa exclui-se Claudinho e Bochecha que os dois eram bons.

Bom, falando em lembranças, com a expectativa da Soraya ir para o Brasil logo rever a família e com o "calor" que anda fazendo aqui ultimamente, me deu uma vontade de comer um pastel e tomar uma cerveja gelada que é uma coisa impressionante. Tem que ser um bar com mesa de ferro enferrujada e cerveja gelada em copo vagabundo. Com os bons velhos amigos de sempre. Tem algumas poucas horas que dá saudade do mar. Ou da praia. Tem muita coisa que tem aqui que não tem no Brasil, como as casas sem muros ou um parquinho para as crianças brincarem a menos de quatro quadras de casa, more você onde for. Mas aqui não tem barzinho igual ao do Brasil, infelizmente (quase que sai um Brasil com "Z" agora, pecado mortal). Mesa e cadeiras na rua, tudo misturado com os pedestres, sem muro em volta, é desorganização demais para os padrões Canadenses (é legal ser tudo arrumadinho aqui, mas como diria um Americano falando sobre o Canadá, o povo daqui é muito "anal"). Cerveja não vende em mercado (sacanagem), mas o fato de que aqui os motoristas PARAM para os pedestres compensa alguma das caretices...

Bom, já que eu mudei de assunto mais de uma vez, preciso ver quem é que ganhou a semi-final da Euro Copa e depois vou comprar café. Ganhei dez dólares na loteria e o cavalo Branco de Napoleão era Marrom. E o Michael Jackson, que nasceu neguinho, é branco que nem talco hoje em dia.

Fui!

terça-feira, 24 de junho de 2008

O mundo é muito grande para a gente ficar em um lugar só

Neste ano os meus amigos se esbaldaram. Estão até tão internacionais que eu vou falar o nome e não o apelido. O Raphael e a Alê foram passar umas semanas em Londres, depois foram para Paris e Praga (ou foi o contrário). O Fabrício e a Cí foram passar uma semana em NY já que se o Fabrício tirar mais de uma semana de férias as coisas desandam no trabalho dele - mas eu já disse que se for para vir para cá tem que tirar pelo menos duas semanas. E o Luiz e a Sabrina tiraram quatro semanas de férias - o plano era passar três semanas aqui e uma em NY, mas devido à uma apendicite no meio do caminho o plano teve que ser encurtado.

Opinião unâmine é que Nova York é mesmo sensacional. Eu fui para São Francisco ano passado e achei sensacional, mesmo não tendo nenhum tempo livre (e dinheiro sobrando) para poder conhecer melhor a cidade. O projeto de empresa em que eu trabalho agora tem um escritório em Nova York, mas se tudo der certo eu nunca vou ter a chance de conhecer o cubículo 3 x 4 que eles tem por lá, até mesmo porque o tempo para poder tirar o visto americano aumentou para 8 semanas (era 4 antes), e em 4 semanas eu devo conseguir a minha tão planejada FREEEEEEEEEDOM!!! Em Fevereiro eu fui para Barcelona, a gente quase perdeu a conexão em Nova York por causa do mau tempo - e eu fiquei triste que a gente conseguiu pegar o vôo, porque eu teria uma chance de ver a cidade.

Pois é. O mundo é muito grande (e muito pequeno) para a gente ficar em um lugar só a vida inteira. Eu gosto de pensar que a gente deu o pontapé inicial para os amigos colocarem o pé na estrada (e conhecerem o mundo), mas a verdade é que está todo mundo chegando nos 30 e começa a sobrar um pouco mais de grana no banco. Eu ainda tenho o sonho de ir para a Europa com a Soraya e o moleque e passar umas semanas por lá ou, sonhando mais alto, quem sabe até ir morar por lá? Uma vez fora do Brasil a gente percebe que é mais fácil do que a gente pensa botar a cara a tapa e arriscar morar no exterior. E é legal mesmo ver outras culturas, outras pessoas, outras coisas.

O mais engraçado é que o Canadá é muito diferente do Brasil, as ruas, o fato das casas não terem muros, as mega-lojas e também ouvir cinco idiomas diferentes no trem matinal. Mesmo no Canadá tem alguns lugares que eu gostaria de conhecer com mais tempo, Vancouver, Toronto, Montreal, Prince Edwards Island, entre outros. Pelo menos agora as montanhas eu já posso riscar da lista, embora eu ainda queira viajar pela Icefields Parkway um dia. Viajar é o que há. Eu gostaria de ter viajado mais do que eu viajei até hoje, e espero conseguir viajar mais e mais daqui pra frente.

Divaguei demais!

Fui!!!

domingo, 22 de junho de 2008

Kung Fu PANDA!!!

Depois do post incompleto de ontem, resolvi fazer um curto hoje, pelo menos ele vai ter começo, meio e fim (ou talvez só meio). Bom, hoje a gente foi no cinema ver Kung Fu Panda! E não era qualquer cinema, era o IMAX, com a sua tela que tem a altura de um prédio de seis andares e uma projeção de lasers antes do filme que foi qualquer coisa de sensacional.

O filme conta a história de um Urso Panda que está predestinado a se tornar o Dragão, uma figura mística nas artes marciais Chinesas que é o big master boss mega hiper craque nas artes marciais. Em resumo, o cara é o bicho. Ele fica amigo dos cinco mestres (cinco bichos, acho que é um gafanhoto, um tigre, um pelicano, um macaco e uma cobra), o mestre mor é uma tartaruga e eu não sei qual bicho é o mestre abaixo do mestre mor. Bom, isso não interessa muito :-). O que interessa é que um dos melhores filmes que eu vi nos últimos tempos, mesmo sendo uma comédia e uma animação. A história é interessante, os momentos cômicos são engraçados, os momentos emocionantes são emocionantes, enfim, o filme é bom. Vale muito a pena. De verdade.

Eu e minhas descrições de filmes. Ainda bem que eu não preciso ganhar a vida como crítico, eu ia passar fome. Claro que eu tinha que fazer alguma coisa - no meio do filme, vou beber água e dou uma tossida com a garrafa de água na boca. Voou água nas três fileiras à minha frente. Coitados. Eu pedi desculpa, fiquei vermelho, a Soraya riu, eu acabei rindo baixinho (porque senão alguém ia me matar), mas imagino que situação pior seria só espirrar e voar meleca no cabelo de alguém. Eu odeio quando eu vou beber alguma coisa e engasgo. Meu instinto de sobrevivência imediato é mais forte do que instinto de sobrevivência à médio prazo e sempre voa água pra tudo que é lado.

A parte de cima foi o meio, agora é o fim.

Fui!