quinta-feira, 11 de junho de 2009

Curtas

Hoje depois que a Soraya foi no médico fomos em um parque na cidade, perto do nosso primeiro apartamento, onde o pessoal do meu último emprego tinha marcado de jogar vôlei "de praia" - tinha uma areia marrom lazarenta que ralou meu joelho quando eu fui tentar resgatar uma bola - e foi bem legal. Jogamos dois sets, perdemos os dois, mas não foi por muito. Eu fiz alguns pontos, resgatei algumas bolas, tentei fazer um ou dois ataques que acabaram na rede, acertei vários saques (fiz 5 pontos em sequência), tentei fazer o povo acertar a formação na hora de receber o saque adversário (éramos em seis, como em um jogo normal), mas a pessoa da rede teimava em tentar receber a bola - o que é errado já que você tem que saber onde jogar a bola na hora de receber.

Mas foi bom saber que eu ainda sei o básico do básico. Talvez eu volte lá semana que vem para jogar mais uma partida, ou quem sabe, duas. O Arthur e a Soraya ficaram brincando no parquinho - o programa "canse o menino" está agora em andamento, para ver se o pequeno sonâmbulo dorme a noite inteira - nos dias em que a gente "cansa" ele, o sono vem que é uma beleza.

...

Algumas coisas legais do tremendão (o nome da van vermelha):

. Ela não parece tão velha já que o modelo em questão ficou "no ar" por vários anos;
. Tem porta dos dois lados;
. O banco mais de trás corre para frente e as bicicletas couberam direitinho quando este banco fica rebatido;
. O ar condicionado funciona - mas tem um cheirinho estranho, que deve dar para tirar com um spray X vendido na Canadian Tire.

Agora é hora de pegar estrada (como se a viagem de volta de Tree Hills não valesse).

...

Coisas que eu aprendi no trabalho nos últimos dias:

. Hibernate Annotations;
. Que Hibernate Annotations não é uma bala de prata e que talvez eu tenha que ir com o bom e velho JDBC mesmo;
. Que ontem o cara das Arábias disse que tinha um negócio pronto sendo que ele não testou - e o troço explodiu na cara do cliente - e que hoje o Zé Buscapé (nem o Fabrício reclamava tanto) disse que não ia dar para resolver o problema porque o futuro Papai Noel faltou e só tinha o patriarca. Eu só sei que fiquei feliz que não sobrou para mim já que eu fiz o dever de casa, mas, olha, a chefa ficou brava;
. Que antívirus não presta para nada mesmo. Um dos clientes da gente disponibilizou um computador para fazermos conexão remota, e na hora de usar o bichinho descobrimos que ele era um feliz e contente criadouro de diversos vírus de computador - isso com o McAffe lá na barra de tarefas comendo metade dos recursos da máquina. Hoje eles limparam o computador mas eu preciso lembrar de não rodar nada que eles mandem para a gente;
. Que é bom quando não tem um prazo ABSURDAMENTE apertado e dá para atingir 90% de test coverage. E que é mais legal ainda quando dá para usar HSQLDB como base de dados para testes.

E nos últimos dias:

. Eu finalmente estou aprendendo a usar Java Generics direito - indo além do básico;
. Eu finalmente perdi o medo de usar hashes, equals e toda esta parafernália na hora de importar dados, montar tabelas e afins - e nesta jornada, meus programas diminuíram de tamanho, usam menos memória, rodam mais rápido e não reclamam da vida.

Na verdade eu aprendi muitas coisas nos últimos anos. É por isso que eu me considero tendo dez anos de experiência, e não um ano de experiência dez vezes seguidas, como é o caso com muitas pessoas. Infelizmente este aprendizado dos últimos anos se limita ao mundo Java (que não deixa de ser fascinante), mas eu sinto o trem passando na plataforma .NET.

Algumas coisas que eu absorvi depois de ler dois livros, Code Complete e Effective Java:

. Minha "capacidade de abstração" na hora de desenhar classes, métodos e soluções melhorou bastante;
. Eu aprendi o valor de classes imutáveis - e, por causa disso, como eu escrevi acima, aprendi a usar hashes, equals e afins para casar entidades de origens diferentes de forma eficiente, necessidade se o meu título é "integration specialist";
. Não só eu que acho que Java Desktop é mais ou menos mal desenhado;
. Pseudo-code é legal.

Acho que está bom de falar do meu trabalho. Eu realmente gosto do que eu faço e tem hora que dá vontade de falar um pouco mais da profissão - já que responder "operador de computadores" nem sempre define bem o que eu faço.

Aqui no Canadá tem uma coisa que é bem diferente para programadores, engenheiros de computação, desenvolvedores (o título que eu gosto mais) e afins - não há, como no Brasil, uma "obrigatoriedade" de ir para áreas de gerência depois de um tempo, nem aquela pergunta ridícula - "onde você se vê daqui a cinco anos?" - para o qual a melhor resposta é - "longe daqui, já que por causa "do vento" (lembra do filme Chocolate), eu não fico mais de três anos no mesmo lugar". Me parece comum aqui encontrar programadores (aham, desenvolvedores) de 40, 50 anos, que se mantém atualizados e que ainda contribuem de maneira eficiente para o ambiente de trabalho.

Não é vergonha não querer ser chefe.

...

Ainda no técniquês, nestes últimos dias eu comecei a usar mais o Google Chrome. Em casa, porque é mais rápido no meu notebook lazarento e, no trabalho, também porque é mais rápido. E também vou começar a ver qual é a que é do Bing, o Google da Microsoft.

Fui!

3 comentários:

Pai dos trigemeos disse...

Rapaz, nao entendi mais da metade do post. Isso me lebra que ainda quero ler um livro chamado 'O home que falava javanes', acho que do Lima Barreto. O tremendao parece bem legal mesmo.
abracos

Pai dos trigemeos disse...

hum, comi uns emes ai em cima...

Deluan disse...

Oi Ravi,

Definitivamente o Hibernate não é bala de prata, mas se aplica bem em vários casos.

Um outro framework muito bom pra quem já tá acostumado com SQL/JDBC é o iBatis: faz a parte suja da programação JDBC (não do SQL) e tem até algumas "firulas" do Hibernate, como lazy-loading, caching, etc...

[]s
Deluan