Eu vi isto aqui. E achei legal.
1. Eu sou muito observador
Embora às vezes possa não parecer, eu sou extremamente observador. Quando há alguns anos atrás o Kb.Lo me contou que tinha uma novidade, eu sabia que era o namoro com a Sabrina. Eu às vezes percebo a hora certa de falar ou não. Eu me interesso mais em ver pessoas do que em ver paisagens, talvez para imaginar que vida cada uma daquelas pessoas leva;
2. Eu me considero um ótimo motorista
Sinceramente. Eu acho que eu dirijo bem. Embora tenha causado dois acidentes sem gravidade (uma vez, derrapei na Anchieta e bati em um bloco de concreto, mas eu estava relativamente devagar e não aconteceu nada. Na outra vez, o trânsito parou em São Paulo e eu não consegui parar). Mesmo assim eu ainda me considero um bom motorista. Sou atencioso, sei ultrapassar e dirijo naturalmente. E meus breques nunca acabam (sério, eu nunca troquei pastilhas de freio, mesmo dirigindo 70000 km com um carro e 60000 com o outro).
3. Quando eu era criança, eu matei dois gatos
Minha mãe tinha uma moto quando eu era criança. Uma vez, eu estava indo para casa, na garupa da moto, quando eu vi um gatinho na rua. Pedi para minha mãe parar, peguei o gato e levei ele embora. Infelizmente, não reparei que eu levei ele pendurado pelo pescoço. Chegou em casa morto, coitado. Acho que eu fiquei com remorso por um booom tempo. Outra vez, eu fui dar banho em um gato de estimação que eu tinha. O coitado morreu dois dias depois. Também rolou um remorso, com certeza.
4. Eu lembro de pouquíssimas coisas da minha infância
Só lembro mesmo dos fatos mais marcantes - quando eu queimei minha perna, quando o carro do meu pai quase naufragou em Bertioga, quando eu coloquei fogo na mesa da cozinha, dos carros caindo na vala aberta do lado de casa (e de algumas pessoas também), quando eu caí de um buggy em movimento, e acho que há mais algumas lembranças espalhadas na minha memória. Mas eu não tenho a menor idéia da minha primeira professora, por exemplo.
5. Eu morro de medo de filme de terror
Mas só se for filme de terror mesmo. De zumbi, eu não ligo. Mas se for sexto-sentido, o Exorcista ou algum destes, eu não vejo sozinho. Se eu estiver sozinho em casa, não vejo nem comercial destes filmes, eu mudo de canal na hora. Se eu ver um filme destes, eu provavelmente vou dormir com o lençol cobrindo minha cabeça. E não vou por a mão pra baixo na cama. A Soraya morre de rir da minha cara.
6. Eu não gosto de mascar chicletes e balas porque deixam os dentes sujos
Eu odeio a sensação de dente sujo. De passar a língua e sentir os dentes ásperos. Como eu não faço muita questão de mascar chicletes e chupar balas, já que eu já não sou muito chegado, junta a fome com a vontade de comer. Eu não gosto muito deste tipo de doce e não gosto de ficar com os dentes sujos. Na verdade, o único doce (candy) que eu gosto é a tal da Jelly Bean (delicado), de resto eu não sou muito chegado.
7. Eu tenho uma memória olfativa bem forte e faço associações estranhas
Eu associo rostos de pessoas à roupas jogadas pelo quarto. Adoro cheiro de asfalto e de madeira. Adoro cheiro de novo. Gosto de cheiro de mato queimado, sempre me lembra de "casa", no sentido genérico da palavra. Odeio cheiro de comida doce, me lembra um "inferno chinês", seja lá o que for isso.
8. Eu gosto de ver 3 ou 4 programas de televisão e acessar 20 páginas de Internet ao mesmo tempo
Na televisão, vou mudando de canal. Na internet, fico com todas as páginas abertas e aí vou fechando uma-a-uma, conforme vou lendo. Mas para cada página fechada, abro duas novas.
Não sei se eu peguei o espírito da lista. Acho que sim. E você?
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
FOTOS
Faz uma eternidade desde a última foto que eu tirei e publiquei no site.
Eu vou corrigir isto no final de semana. O moleque deu uma espichada nas duas últimas semanas, preciso colocar umas fotos dele também.
Internet, máquina digital, MP3. Não sei como eu consegui viver até hoje sem uma máquina digital. Não que a minha vida tenha mudado, mas foi que nem quando eu coloquei o "Sem Parar" no meu carro. Você se pergunta "como diabos eu consegui viver sem este negócio até hoje".
A única coisa que eu continuo não gostando é celular. Carrego um que me deram no trabalho só para eu poder ligar para casa no caminho. E porque não tem telefone direto para a minha mesa. Porque, sinceramente, eu não curto muito telefones celulares.
Anyway. Vou colocar fotos aqui. É com certeza mais interessante do que ficar lendo meus pensamentos.
Fui!
Eu vou corrigir isto no final de semana. O moleque deu uma espichada nas duas últimas semanas, preciso colocar umas fotos dele também.
Internet, máquina digital, MP3. Não sei como eu consegui viver até hoje sem uma máquina digital. Não que a minha vida tenha mudado, mas foi que nem quando eu coloquei o "Sem Parar" no meu carro. Você se pergunta "como diabos eu consegui viver sem este negócio até hoje".
A única coisa que eu continuo não gostando é celular. Carrego um que me deram no trabalho só para eu poder ligar para casa no caminho. E porque não tem telefone direto para a minha mesa. Porque, sinceramente, eu não curto muito telefones celulares.
Anyway. Vou colocar fotos aqui. É com certeza mais interessante do que ficar lendo meus pensamentos.
Fui!
Labour Day - programação
Hoje:
Ficar em casa, beber uma cerveja, ver um filme, dormir.
Amanhã:
Ir comprar roupa no fim do mundo para o Arthur e para a Soraya, voltar para casa, filme, cama.
Domingo:
Em aberto. Com certeza inclui dormir. Talvez mercado.
Segunda:
Em aberto. Se a gente não foi no mercado no Domingo, iremos hoje, com certeza.
Terça:
Arthur vai para a escola, eu vou trabalhar.
Agora:
Eu vou tirar um cochilo. O sono tá foda. E eu ainda por cima estou ouvindo "Vento no Litoral"...
Piri rú rurá rurã rura lá lá olhá lá o que eu achei...
Aliás, eu não tenho a música aqui. Eu baixei o clip mais tosco já feito na face da terra do Google Video (para poder ouvir no computador do trabalho), dêem uma olhada:
"ESTA MUSICA TEM TUDO HAVER COMIGO E MINHA ESPOSA ENTÃO.CURTEM AI BELEZA"
Eu sei que é feio tirar sarro dos outros quando eles não falam português direito. Pode até ser feio, mas é divertido :-).
Fui!
Ficar em casa, beber uma cerveja, ver um filme, dormir.
Amanhã:
Ir comprar roupa no fim do mundo para o Arthur e para a Soraya, voltar para casa, filme, cama.
Domingo:
Em aberto. Com certeza inclui dormir. Talvez mercado.
Segunda:
Em aberto. Se a gente não foi no mercado no Domingo, iremos hoje, com certeza.
Terça:
Arthur vai para a escola, eu vou trabalhar.
Agora:
Eu vou tirar um cochilo. O sono tá foda. E eu ainda por cima estou ouvindo "Vento no Litoral"...
Piri rú rurá rurã rura lá lá olhá lá o que eu achei...
Aliás, eu não tenho a música aqui. Eu baixei o clip mais tosco já feito na face da terra do Google Video (para poder ouvir no computador do trabalho), dêem uma olhada:
"ESTA MUSICA TEM TUDO HAVER COMIGO E MINHA ESPOSA ENTÃO.CURTEM AI BELEZA"
Eu sei que é feio tirar sarro dos outros quando eles não falam português direito. Pode até ser feio, mas é divertido :-).
Fui!
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Curtas
Este é o meu nonagésimo post aqui no blog.
Hoje no trem tinha o vilão da Pantera Cor De Rosa:

Tinha também uma mulher que era a cara do Robert Plant:

Tinha também um senhor com cara de foca:

E também tinha o louco da Turma da Mônica (eu):

Listas bobas...
Pequenas coisas que eu ainda quero fazer no Canadá:
. Fazer xixi na rua. Eu tenho um bloqueio aqui, me dá medo de ser preso, sei lá. Eu até perguntei para o pessoal do trabalho se tem algum problema - eles me disseram para fazer no transformador que é mais legal, é mais chocante - fdp's :-)
. Quando tiver -30 graus, sair na rua com um copo de água, jogar para o alto e ver se ela cai congelada;
. Fazer outros testes com água: deixar escorrer na rua, levar o copo para o lado de fora e ver a água congelar, gelar a cerveja do lado de fora da janela (até parece que dá para abrir a janela quando está -30 graus, talves dê quando tiver uns -5), entre outros;
. Dirigir;
. Dirigir mais um pouco;
. A Soraya também está louca por dirigir. E por um carro. Eu também;
. Fazer alguém comer feijão "à là brasílis";
. Fazer um ensopado de um dos coelhos que tem perto do meu trabalho (brincadeira);
. Dirigir o carro de alguém - ninguém deixa - fdp's :-)
. Ir no Zôo com o Arthur e ver se ele gosta;
. Arrumar uma TV com controle remoto;
. Sair de casa totalmente encapotado e blindado por causa do inverno;
. Fazer anjinho na neve (que meigo);
. Jogar neve no Arthur;
. Jogar neve na Soraya; Correr;
. Guardar neve no congelador;
. Comer neve (isso é meio nojento, mas sei lá);
. Comer um hamburguer da hora;
. Ir em um churras de novo. Levar carne boa e cerveja;
. Reencontrar os Brasileiros que eu já encontrei aqui;
. Lamber poste (nem a pau);
. Não entupir mais a privada no trabalho;
. Andar mais à noite. Talvez agora fique mais fácil, porque está escurecendo mais cedo;
Kb.Lo, me manda as fotos de Cuba.
Bujas, aqui a privada não gira em um sentido diferente. E a bacia funciona. Mas não dá para fazer em casa. É muito preciso. Tem que ser totalmente plano, totalmente redonda, e não pode ter nenhum movimento por uma semana (para a água se acalmar). No way :-)
Segunda-feira é feriado. Labour Day (dia do trabalho).
Um dos Chineses do trabalho está fazendo inglês. O Yong. O cara é bom, inglês é o que faltava para ele melhorar.
O outro fala bastante, compõem várias frases, mas eu entendo 20%. Eu preferia que ele usasse MSN. Ainda por cima, ele não sabe manter a distância mínima M-M (Macho - Macho) de meio metro. Não sei não. Uma vez ele foi ver como era o casaco do Jerry e eu só ouvi o Jerry falando "stop touching me!!!". Acho que ele tava apalpando o cara. Quer ser duas vias, que seja, mas respeite os que são mão única (e NÃO, eu não sou homofóbico).
Aliás, os caras do trabalho devem achar que eu sou filho de dentista (quase, eu sou filho de médico - falando nisso, agora todos temos o seguro-saúde de Alberta), escovando os dentes e passando Listerine todo dia depois do almoço (eles comem um chiclete que, segundo eles, limpa os dentes). Eles também estranham eu usar casaco mesmo quando não está tão frio. E eu estranho eles. Fico imaginando se eles vissem como a Soraya passa frio aqui. Eles me dizem "come on, it's not THAT cold".
Eu estava pensando em comprar o carro do administrador de rede da empresa por mil dólares, mas cada vez que a gente sai para o almoço eu dou uma pensada, será que é a coisa certa? Ainda mais porque o cara é um louco dirigindo; Foi ele que jogou o frisbee em cima do telhado da escola vizinha ao escritório antigo, um mês e meio atrás.
Minha mãe está com WebCam agora. Ela vai gostar de ver a gente, e vice-versa :-). Amigos, comprem WebCam's também, é um negócio sensacional esta tal de imagem digital (úia).
Eu estou com sono hoje. Amanhã é sexta.
Dia oficial da cerveja :-)
Fui!
Hoje no trem tinha o vilão da Pantera Cor De Rosa:
Tinha também uma mulher que era a cara do Robert Plant:
Tinha também um senhor com cara de foca:
E também tinha o louco da Turma da Mônica (eu):
Listas bobas...
Pequenas coisas que eu ainda quero fazer no Canadá:
. Fazer xixi na rua. Eu tenho um bloqueio aqui, me dá medo de ser preso, sei lá. Eu até perguntei para o pessoal do trabalho se tem algum problema - eles me disseram para fazer no transformador que é mais legal, é mais chocante - fdp's :-)
. Quando tiver -30 graus, sair na rua com um copo de água, jogar para o alto e ver se ela cai congelada;
. Fazer outros testes com água: deixar escorrer na rua, levar o copo para o lado de fora e ver a água congelar, gelar a cerveja do lado de fora da janela (até parece que dá para abrir a janela quando está -30 graus, talves dê quando tiver uns -5), entre outros;
. Dirigir;
. Dirigir mais um pouco;
. A Soraya também está louca por dirigir. E por um carro. Eu também;
. Fazer alguém comer feijão "à là brasílis";
. Fazer um ensopado de um dos coelhos que tem perto do meu trabalho (brincadeira);
. Dirigir o carro de alguém - ninguém deixa - fdp's :-)
. Ir no Zôo com o Arthur e ver se ele gosta;
. Arrumar uma TV com controle remoto;
. Sair de casa totalmente encapotado e blindado por causa do inverno;
. Fazer anjinho na neve (que meigo);
. Jogar neve no Arthur;
. Jogar neve na Soraya; Correr;
. Guardar neve no congelador;
. Comer neve (isso é meio nojento, mas sei lá);
. Comer um hamburguer da hora;
. Ir em um churras de novo. Levar carne boa e cerveja;
. Reencontrar os Brasileiros que eu já encontrei aqui;
. Lamber poste (nem a pau);
. Não entupir mais a privada no trabalho;
. Andar mais à noite. Talvez agora fique mais fácil, porque está escurecendo mais cedo;
Kb.Lo, me manda as fotos de Cuba.
Bujas, aqui a privada não gira em um sentido diferente. E a bacia funciona. Mas não dá para fazer em casa. É muito preciso. Tem que ser totalmente plano, totalmente redonda, e não pode ter nenhum movimento por uma semana (para a água se acalmar). No way :-)
Segunda-feira é feriado. Labour Day (dia do trabalho).
Um dos Chineses do trabalho está fazendo inglês. O Yong. O cara é bom, inglês é o que faltava para ele melhorar.
O outro fala bastante, compõem várias frases, mas eu entendo 20%. Eu preferia que ele usasse MSN. Ainda por cima, ele não sabe manter a distância mínima M-M (Macho - Macho) de meio metro. Não sei não. Uma vez ele foi ver como era o casaco do Jerry e eu só ouvi o Jerry falando "stop touching me!!!". Acho que ele tava apalpando o cara. Quer ser duas vias, que seja, mas respeite os que são mão única (e NÃO, eu não sou homofóbico).
Aliás, os caras do trabalho devem achar que eu sou filho de dentista (quase, eu sou filho de médico - falando nisso, agora todos temos o seguro-saúde de Alberta), escovando os dentes e passando Listerine todo dia depois do almoço (eles comem um chiclete que, segundo eles, limpa os dentes). Eles também estranham eu usar casaco mesmo quando não está tão frio. E eu estranho eles. Fico imaginando se eles vissem como a Soraya passa frio aqui. Eles me dizem "come on, it's not THAT cold".
Eu estava pensando em comprar o carro do administrador de rede da empresa por mil dólares, mas cada vez que a gente sai para o almoço eu dou uma pensada, será que é a coisa certa? Ainda mais porque o cara é um louco dirigindo; Foi ele que jogou o frisbee em cima do telhado da escola vizinha ao escritório antigo, um mês e meio atrás.
Minha mãe está com WebCam agora. Ela vai gostar de ver a gente, e vice-versa :-). Amigos, comprem WebCam's também, é um negócio sensacional esta tal de imagem digital (úia).
Eu estou com sono hoje. Amanhã é sexta.
Dia oficial da cerveja :-)
Fui!
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Charles Bronson morreu...
... e já faz quatro anos.
E eu não sabia. Se contassem, eu não acreditava.
Olha aí: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL95959-7084,00.html
E eu não sabia. Se contassem, eu não acreditava.
Olha aí: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL95959-7084,00.html
Coisas estranhas...
. Ouvir dez idiomas diferentes no trem;
. Chinês. É um povo bem diferente para os padrões Brasileiros. Comem cachorro. Raramente se integram, e é por isso que tem Chinatown em tudo que é canto. Escrevem com símbolos. E, por causa disso, nunca vão aprender a escrever direito em Inglês; Somos todos estranhos aqui nesta terra, mas Chinês ganha;
. Indiano. A genética da sua visão deve ser alterada. Tudo bem que as cores indianas são lindas, majestosas, bárbaras e mais outras coisas totalmente gays (eu não ligo para cor de roupa), mas de vez em quando eles saem de casa com umas combinações que dóem (literalmente) de olhar;
. Os moradores de rua daqui. Iguais à todos os outros. Estranho. A diferença é que os daqui não cheiram mal como os do Brasil;
. Pacotes tamanho super-hiper-mega-master-giant-extra. A gente comprou um saco de batata frita (Lays) que é maior que meio Arthur. É gigantesco;
. Pimenta. Tudo tem pimenta. Pizza, batata-frita, alguns pães, comida. Mesmo quando eles falam que não tem, sempre vem alguma coisa. Demorar para ficar safo e se livrar da danada;
. Morar embaixo da terra. É legal, mas tem horas que é estranho. É. Difícil definir. Não ligo muito, mas a minha próxima casa/ apartamento vai ser acima do solo;
. Poder virar à direita com o sinal fechado;
. Os semáforos daqui. São mais complicados que o do Brasil;
. A buzina do trem. Atravessou na frente do trem, toma!!! E é sem dó nem piedade;
. Sol até 10 da noite. Agora já está se pondo mais cedo;
. Distância. Um moooonte de espaços vazios, outlets onde se anda 500 metros para chegar de uma loja à outra. Aqui se anda, nego;
. Saudades, mas isto não tem jeito;
. TV - puta merda;
. Cama. É boa, mas ainda não estou totalmente acostumado;
. Janelas duplas. É bom para o inverno, entretanto. Pode estar frio na rua que a janela não embaça;
. Carrinhos de supermercado jogados em tudo que é canto. Tem um pessoal que gosta de brincar de JackAss aqui também, porque sempre tem uns acabados.
Fui. Chefe chamando. Isto não é estranho.
Voltei, vamos lá...
. Playstation III a 550 dólares e XBOX a 300 dólares;
. Um PUTA computador novo por 1250 dólares, com monitor de 22" LCD, 2 giga de RAM e outras coisas. E ainda é Dell;
. Limão por 50 centavos. Esta é a terceira vez que eu escrevo sobre o limão. Foda;
. Chuva às três da tarde, sol de deserto quinze minutos depois;
. Ver as montanhas em Junho e no fim de Agosto... Toda a neve vai embora (é muito bonito);
. Estar aqui e não ter ido nas montanhas ainda;
. Não ter carro (buáááá);
Falando das coisas boas:
. Sensacional a escola do menino. Pública, cheirosa, grande, bem cuidada, com sala de música, anfiteatro, refeitório, sala de aula com brinquedos, livros e mais um monte de coisa, biblioteca, etc;
. Trabalho desafiante. Embora haja uns problemas, pelo menos está desafiante.
Falando em trabalho, preciso voltar para o dito-cujo.
Fui!
. Chinês. É um povo bem diferente para os padrões Brasileiros. Comem cachorro. Raramente se integram, e é por isso que tem Chinatown em tudo que é canto. Escrevem com símbolos. E, por causa disso, nunca vão aprender a escrever direito em Inglês; Somos todos estranhos aqui nesta terra, mas Chinês ganha;
. Indiano. A genética da sua visão deve ser alterada. Tudo bem que as cores indianas são lindas, majestosas, bárbaras e mais outras coisas totalmente gays (eu não ligo para cor de roupa), mas de vez em quando eles saem de casa com umas combinações que dóem (literalmente) de olhar;
. Os moradores de rua daqui. Iguais à todos os outros. Estranho. A diferença é que os daqui não cheiram mal como os do Brasil;
. Pacotes tamanho super-hiper-mega-master-giant-extra. A gente comprou um saco de batata frita (Lays) que é maior que meio Arthur. É gigantesco;
. Pimenta. Tudo tem pimenta. Pizza, batata-frita, alguns pães, comida. Mesmo quando eles falam que não tem, sempre vem alguma coisa. Demorar para ficar safo e se livrar da danada;
. Morar embaixo da terra. É legal, mas tem horas que é estranho. É. Difícil definir. Não ligo muito, mas a minha próxima casa/ apartamento vai ser acima do solo;
. Poder virar à direita com o sinal fechado;
. Os semáforos daqui. São mais complicados que o do Brasil;
. A buzina do trem. Atravessou na frente do trem, toma!!! E é sem dó nem piedade;
. Sol até 10 da noite. Agora já está se pondo mais cedo;
. Distância. Um moooonte de espaços vazios, outlets onde se anda 500 metros para chegar de uma loja à outra. Aqui se anda, nego;
. Saudades, mas isto não tem jeito;
. TV - puta merda;
. Cama. É boa, mas ainda não estou totalmente acostumado;
. Janelas duplas. É bom para o inverno, entretanto. Pode estar frio na rua que a janela não embaça;
. Carrinhos de supermercado jogados em tudo que é canto. Tem um pessoal que gosta de brincar de JackAss aqui também, porque sempre tem uns acabados.
Fui. Chefe chamando. Isto não é estranho.
Voltei, vamos lá...
. Playstation III a 550 dólares e XBOX a 300 dólares;
. Um PUTA computador novo por 1250 dólares, com monitor de 22" LCD, 2 giga de RAM e outras coisas. E ainda é Dell;
. Limão por 50 centavos. Esta é a terceira vez que eu escrevo sobre o limão. Foda;
. Chuva às três da tarde, sol de deserto quinze minutos depois;
. Ver as montanhas em Junho e no fim de Agosto... Toda a neve vai embora (é muito bonito);
. Estar aqui e não ter ido nas montanhas ainda;
. Não ter carro (buáááá);
Falando das coisas boas:
. Sensacional a escola do menino. Pública, cheirosa, grande, bem cuidada, com sala de música, anfiteatro, refeitório, sala de aula com brinquedos, livros e mais um monte de coisa, biblioteca, etc;
. Trabalho desafiante. Embora haja uns problemas, pelo menos está desafiante.
Falando em trabalho, preciso voltar para o dito-cujo.
Fui!
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Brasileiros no exterior
Olá caros amigos, colegas e alguns desconhecidos que eu não sei se ainda tem paciência de ler o meu blog. Aqui estava eu tomando um café da Tim Hortons (café com leite, até que está bem gostoso), fuçando em algumas comunidades no Orkut sobre Calgary ou Canadá em geral, e resolvi dar uma filosofada sobre isso (eu estou ouvindo Nando Reis de novo)...
... eu fiz este texto à tarde, salvei, e agora eu estou em casa, de noite, terminando de escrever - eu precisava trabalhar durante o dia.
Mas a filosofia ainda continua. Estes dias eu estava conversando com a Soraya sobre imigrantes em geral, o porque de haver alguns imigrantes revoltados aqui (e do porque de a maioria dos criminosos serem imigrantes em geral), e porque também há outros que são super simpáticos e fazem questão de ajudar no que precisar.
Quando você imigra, é sempre melhor imigrar com emprego certo. Com visto. Legalizado. Porque se você não estiver legalizado, você não tem para onde correr. Você não tem plano de saúde, seus filhos não podem ir para a escola, se teu patrão te demitir você não tem para onde correr. Mesmo que você imigre legalizado (meu caso), é bom ter noção de que nem tudo vem da noite para o dia. Não existe almoço grátis, como diz o Kerry. Tudo tem que ser trabalhado, as coisas podem levar mais tempo do que você espera, existem custos aqui, as coisas funcionam, é verdade, mas nem tudo são flores amarelas em um jardim esverdeado.
Tomem meu caso, por exemplo. Embora eu ganhe bem, mesmo para os padrões daqui, eu não tenho crédito (ainda). Eu não posso tirar um cartão de crédito a não ser que eu deixe um depósito de segurança no banco (que me será devolvido depois de um ano). Financiar um carro é difícil. Com as taxas de juros que o pessoal paga aqui, mas difícil ainda, pelo menos nos primeiros um ou dois anos, até eu formar crédito aqui. Tudo funciona assim aqui. Você tem que pagar depósito no aluguel, na conta de luz, no cartão de crédito, até você provar ser uma pessoa confiável. Quando eu comprar um carro, vou ter que pagar a vista. Talvez no próximo fique mais fácil, mas no primeiro, não tem jeito.
Eu recebo semanalmente. Nas duas primeiras semanas do mês, a gente pode dar uma esbanjada, comprar móveis, as coisas que estão faltando, porque sobre dinheiro. Nas duas últimas, a gente tem que economizar para pagar o aluguel. Aqui sobre mais dinheiro do que sobrava no Brasil, mas também existem custos. 170 dólares com os cartões de transporte para mim e para a Soraya. 88 dólares do plano de saúde familiar para todo mundo. 130 dólares, mais ou menos, de telefone, TV a cabo e Internet. 50 dólares de luz. Eu gasto uns 30 ou 40 dólares por semana almoçando. O aluguel é 1200 dólares. Quando eu comprar um carro, fora a gasolina, vou ter que pagar mais de 100 dólares por mês de seguro, que é obrigatório aqui. Custos, custos, custos...
Aí vem você, imigrante ilegal ou mesmo legal, que veio para cá sem falar Inglês e sem qualificação profissional, ou então com um diploma que ninguém reconhece aqui. Você tem que trabalhar no McDonald's mesmo tendo uma puta formação universitária. Ou então montando sanduíches em algum dos Sub's daqui, mesmo tendo 50 anos de idade e uma vasta experiência de vida. Você ganha 1500, 2000 dólares por mês. Mora em um basement. Não consegue juntar dinheiro para ir ver a família. Começa a ter filhos que não pode sustentar. Qual é a real frustação de tudo isso? Como é ver o castelo de cartas desmontar? Tudo é uma questão de expectativas. Você achou que ia ser um conto de fadas? Que ia ser chegar aqui e sair dirigindo uma daquelas pickups de 30000 dólares? Infelizmente, não é assim que essas coisas funcionam. E muitas destas pessoas piram, ficam deprimidas, caem no crime ou então persistem e conseguem dar a volta por cima. Cada caso é um caso. Não quero falar por linhas gerais aqui. É apenas a minha opinião.
Mas também existem o outro lado...
... e é o porque do título deste blog ser "Brasileiros no exterior" - porque, no geral, quando eu encontro imigrantes latinos e Brasileiros aqui, eles são ótimos. Super simpáticos. Brasileiros, praticamente todos que eu encontrei eram super gente fina, tirando um pessoal da Capoeira que nem olhar direito na cara olha. Se tem família, então, nem se fala. Existe cumplicidade. É como se tudo mundo tivesse junto no mesmo barco, o barco dos que "não aguentam mais o Brasil mas estão longe de tudo que já foi uma referência". O sentimento de comunidade é maior. É engraçado explicar. Existem comunidades no Orkut onde as pessoas realmente ajudam. Faz uma diferença para quem está do lado de cá.
E também faz você ver que Brasileiro ainda é um povo simpático, amável, honesto. Talvez a gente só precise de uma forcinha. Talvez você só precise estar em um lugar onde você realmente sinta que possa confiar em um estranho, sei lá. Eu lembro de quando a Sabrina perdeu a bolsa em Santos. De tanta gente que podia ter visto a bolsa, pego, ajudado, tentado devolver, quem pegou foi um ladrão. Que pegou celular, que não devolveu nada e sumiu com tudo. Que recebeu ligações e ignorou. Eu já vi isto acontecer outras vezes.
É triste quando a probabilidade de te devolverem alguma coisa perdida é menor do que a probabilidade de te sacanearem. Foda. É triste ver o Lula no governo. Anac. Congonhas. Mensalão, menores assassinos, e todas estas coisas. Aqui existem crimes. Uma mulher que furtou um caminhão não vai ser presa. Ela vai ter que pagar uma multa e prestar serviços comunitários. Se ela não pagar a multa, vai presa. Se for presa, ficará sem liberdade, mas terá ajuda para retomar a vida em sociedade. Mesmo que você seja um assassino condenado a 25 anos de prisão (assassinato em primeiro grau, acho que é a pena mínima), eles vão tentar te ajudar a ter uma vida depois da prisão. Acho que esta é a diferença, cidadania.
Filosofei. Agora vou dormir. Fazia um tempo que eu estava querendo escrever sobre isso. Nestes dias eu vi um filme chamado "Fast Food Nation", tratava sobre hamburguers e imigração ilegal de Mexicanos para os Estados Unidos. Vida cã. Acho que não vale a pena. Sei lá como era a vida antes para eles. Você não tem nada. Eu estava vendo um relato de um Brasileiro ilegal nos EUA. Casou com uma mulher de lá, por contrato. Ela não legalizava ele. Alguns anos depois, ele pediu separação. Ela denunciou ele. Ele foi preso. Ela roubou tudo dele. Ele não tinha para quem se queixar. Era totalmente ilegal, cruzou a fronteira pelo México. Foi deportado. A família toda ficou lá. Tinha problemas no Brasil. Morou na rua aqui por 10 meses até conseguir se reerguer. Vale a pena imigrar ilegal? Com certeza não.
... eu fiz este texto à tarde, salvei, e agora eu estou em casa, de noite, terminando de escrever - eu precisava trabalhar durante o dia.
Mas a filosofia ainda continua. Estes dias eu estava conversando com a Soraya sobre imigrantes em geral, o porque de haver alguns imigrantes revoltados aqui (e do porque de a maioria dos criminosos serem imigrantes em geral), e porque também há outros que são super simpáticos e fazem questão de ajudar no que precisar.
Quando você imigra, é sempre melhor imigrar com emprego certo. Com visto. Legalizado. Porque se você não estiver legalizado, você não tem para onde correr. Você não tem plano de saúde, seus filhos não podem ir para a escola, se teu patrão te demitir você não tem para onde correr. Mesmo que você imigre legalizado (meu caso), é bom ter noção de que nem tudo vem da noite para o dia. Não existe almoço grátis, como diz o Kerry. Tudo tem que ser trabalhado, as coisas podem levar mais tempo do que você espera, existem custos aqui, as coisas funcionam, é verdade, mas nem tudo são flores amarelas em um jardim esverdeado.
Tomem meu caso, por exemplo. Embora eu ganhe bem, mesmo para os padrões daqui, eu não tenho crédito (ainda). Eu não posso tirar um cartão de crédito a não ser que eu deixe um depósito de segurança no banco (que me será devolvido depois de um ano). Financiar um carro é difícil. Com as taxas de juros que o pessoal paga aqui, mas difícil ainda, pelo menos nos primeiros um ou dois anos, até eu formar crédito aqui. Tudo funciona assim aqui. Você tem que pagar depósito no aluguel, na conta de luz, no cartão de crédito, até você provar ser uma pessoa confiável. Quando eu comprar um carro, vou ter que pagar a vista. Talvez no próximo fique mais fácil, mas no primeiro, não tem jeito.
Eu recebo semanalmente. Nas duas primeiras semanas do mês, a gente pode dar uma esbanjada, comprar móveis, as coisas que estão faltando, porque sobre dinheiro. Nas duas últimas, a gente tem que economizar para pagar o aluguel. Aqui sobre mais dinheiro do que sobrava no Brasil, mas também existem custos. 170 dólares com os cartões de transporte para mim e para a Soraya. 88 dólares do plano de saúde familiar para todo mundo. 130 dólares, mais ou menos, de telefone, TV a cabo e Internet. 50 dólares de luz. Eu gasto uns 30 ou 40 dólares por semana almoçando. O aluguel é 1200 dólares. Quando eu comprar um carro, fora a gasolina, vou ter que pagar mais de 100 dólares por mês de seguro, que é obrigatório aqui. Custos, custos, custos...
Aí vem você, imigrante ilegal ou mesmo legal, que veio para cá sem falar Inglês e sem qualificação profissional, ou então com um diploma que ninguém reconhece aqui. Você tem que trabalhar no McDonald's mesmo tendo uma puta formação universitária. Ou então montando sanduíches em algum dos Sub's daqui, mesmo tendo 50 anos de idade e uma vasta experiência de vida. Você ganha 1500, 2000 dólares por mês. Mora em um basement. Não consegue juntar dinheiro para ir ver a família. Começa a ter filhos que não pode sustentar. Qual é a real frustação de tudo isso? Como é ver o castelo de cartas desmontar? Tudo é uma questão de expectativas. Você achou que ia ser um conto de fadas? Que ia ser chegar aqui e sair dirigindo uma daquelas pickups de 30000 dólares? Infelizmente, não é assim que essas coisas funcionam. E muitas destas pessoas piram, ficam deprimidas, caem no crime ou então persistem e conseguem dar a volta por cima. Cada caso é um caso. Não quero falar por linhas gerais aqui. É apenas a minha opinião.
Mas também existem o outro lado...
... e é o porque do título deste blog ser "Brasileiros no exterior" - porque, no geral, quando eu encontro imigrantes latinos e Brasileiros aqui, eles são ótimos. Super simpáticos. Brasileiros, praticamente todos que eu encontrei eram super gente fina, tirando um pessoal da Capoeira que nem olhar direito na cara olha. Se tem família, então, nem se fala. Existe cumplicidade. É como se tudo mundo tivesse junto no mesmo barco, o barco dos que "não aguentam mais o Brasil mas estão longe de tudo que já foi uma referência". O sentimento de comunidade é maior. É engraçado explicar. Existem comunidades no Orkut onde as pessoas realmente ajudam. Faz uma diferença para quem está do lado de cá.
E também faz você ver que Brasileiro ainda é um povo simpático, amável, honesto. Talvez a gente só precise de uma forcinha. Talvez você só precise estar em um lugar onde você realmente sinta que possa confiar em um estranho, sei lá. Eu lembro de quando a Sabrina perdeu a bolsa em Santos. De tanta gente que podia ter visto a bolsa, pego, ajudado, tentado devolver, quem pegou foi um ladrão. Que pegou celular, que não devolveu nada e sumiu com tudo. Que recebeu ligações e ignorou. Eu já vi isto acontecer outras vezes.
É triste quando a probabilidade de te devolverem alguma coisa perdida é menor do que a probabilidade de te sacanearem. Foda. É triste ver o Lula no governo. Anac. Congonhas. Mensalão, menores assassinos, e todas estas coisas. Aqui existem crimes. Uma mulher que furtou um caminhão não vai ser presa. Ela vai ter que pagar uma multa e prestar serviços comunitários. Se ela não pagar a multa, vai presa. Se for presa, ficará sem liberdade, mas terá ajuda para retomar a vida em sociedade. Mesmo que você seja um assassino condenado a 25 anos de prisão (assassinato em primeiro grau, acho que é a pena mínima), eles vão tentar te ajudar a ter uma vida depois da prisão. Acho que esta é a diferença, cidadania.
Filosofei. Agora vou dormir. Fazia um tempo que eu estava querendo escrever sobre isso. Nestes dias eu vi um filme chamado "Fast Food Nation", tratava sobre hamburguers e imigração ilegal de Mexicanos para os Estados Unidos. Vida cã. Acho que não vale a pena. Sei lá como era a vida antes para eles. Você não tem nada. Eu estava vendo um relato de um Brasileiro ilegal nos EUA. Casou com uma mulher de lá, por contrato. Ela não legalizava ele. Alguns anos depois, ele pediu separação. Ela denunciou ele. Ele foi preso. Ela roubou tudo dele. Ele não tinha para quem se queixar. Era totalmente ilegal, cruzou a fronteira pelo México. Foi deportado. A família toda ficou lá. Tinha problemas no Brasil. Morou na rua aqui por 10 meses até conseguir se reerguer. Vale a pena imigrar ilegal? Com certeza não.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Escola do moleque
Esta vai ser a escola do menino:

Este é o site da escola: http://schools.cbe.ab.ca/b100
Esta é a escola no Google Earth:

Esta é uma visão mais "geral", eu moro lá na direita e a escola é lá na esquerda:

E eu já já vou para casa descansar que hoje o sono tá complicado...
Este é o site da escola: http://schools.cbe.ab.ca/b100
Esta é a escola no Google Earth:
Esta é uma visão mais "geral", eu moro lá na direita e a escola é lá na esquerda:
E eu já já vou para casa descansar que hoje o sono tá complicado...
Nexoless
Está esfriando aqui. Hoje estava uns quatro graus quando eu saí de casa. Agora, segundo a minha página inicial do Google está uns seis graus:

Eu também tenho um relógio que me mostra o horário daqui juntamente com o horário do Brasil, e do lado deste relógio tem um outro widget onde ficam rodando as fotos do Picasa:

... a gente nunca está totalmente desconectado :-)
Hoje eu estava falando com o pessoal do trabalho, e eles disseram que o último inverno foi uma "piada" (para os padrões deles, é claro), pois só fez quarenta graus negativos uma ou duas semanas, e também houveram vários Chinooks, que esquentam a temperatura em vários graus no inverno, por vários dias. Na opinião deles vai começar a esfriar logo. Eles estão esperando a primeira neve em uma ou duas semanas, e eu estou na expectativa. Eu achei em algum site na Internet que a primeira neve só cai em Calgary no fim de Outubro, mas eu acho que pode cair uma nevinha em Setembro, quem sabe?
Diz que no Inverno, quando está -35 graus, o ar fica "crispy", acho que é algo como "crocante", eu fiz cara de bolinho e eles disseram que, quando você aspira o ar, você literalmente sente ele entrando pelo seu nariz e indo para os seus pulmões. Deve ser uma sensação interessante.
Antes de eu sair do Brasil, há vários meses, minha tia Marília, que mora em Porto Alegre, me mandou várias roupas de frio para eu usar aqui em Calgary. No pacote vieram dois casacões, um maior, mais pesado, que protege bem contra o vento mas que não tem um forro quentinho, e um outro, flanelado, tão quente que eu nem consegui provar quando estava no Brasil. Até hoje eu só tinha usado o casacão grande e sem forro quentinho. Hoje de manhã eu tirei o outro casaco da mala porque parecia estar bem frio lá fora, e a minha decisão foi acertada :-)
Hoje os pontos de vidro aqui do Canadá estavam bem cheios:

... eu fico imaginando como vai ficar "engarrafado" lá dentro quando estiver -30 do lado de fora (esta foto não é minha, eu baixei da Internet)
Hoje de manhã o Arthur acordou antes de mim, acho que era umas sete horas da manhã. Levantou, foi para a sala ver desenho na TV, eu fiz o leite dele (iogurte, na verdade), a Soraya preparou um cantinho quentinho e eu liguei o aquecedor do apartamento porque estava ficando meio friozinho. Hoje deu dó de sair de casa. Estava escuro por causa da chuva. Frio. Eu estava com sono. Mas sem trabalho não vive o homem, então eu balancei a poeira, coloquei a mão na bolso e fui pegar o danado do bumba. O legal daqui é que os ônibus são quentinhos. A propósito, falando de frio, calor, gripes, resfriados e outras doenças, hoje eu também peguei a carteirinha do plano de saúde para eu, a Soraya e o moleque. Agora a gente pode chamar a ambulância e ir no médico sem precisar deixar as calças por lá para pagar a conta. Bem fácil, bem simples, quase sem burocracia, parece até um Poupa Tempo.
Na conversa de hoje do almoço, com o pessoal do trabalho, a gente falou de Inverno, verão, Chernobyl, e também da temperatura que o pessoal deixa o termostato durante o inverno. Um dos caras deixa 15 graus, eu achei frio. O outro deixa 22 a 24 graus, que eu acho que é a temperatura que eu vou deixar em casa. O Jon eu acho que nasceu esquimó, eu não lembro qual a temperatura que ele costuma deixar, mas deve ser bem frio. Só para se ter uma idéia, hoje, no almoço, enquanto o bonitão aqui estava de casacão, tênis e se achando com frio, o Jon estava de sandálias e camisetas. Unbelievable. O outro, o Clint, contou que quando era criança o pai dele deixava a casa sempre meio fria, para os padrões dele. Toda noite, ele acordava de madrugada, ia lá e aumentava o termostato. O pai dele ia lá uma hora depois e diminuía. Segundo ele, era uma "guerra silenciosa", já que eles nunca falavam disso. Esse seria um assunto engraçado para um encontro familiar...
A propósito, o Arthur nasceu para ser calorento. Não gosta de água quente na banheira (a água tem que estar do morno para o frio), nunca fica com o lençol em cima dele, vira e mexe derruba uma gotinha de água na blusa só para ficar sem camiseta (ele morre de inveja de mim, já que eu posso dormir sem camiseta e ele não), e é um bixo ruim para colocar o casaco quando está na rua. Tem horas que ele é cabeça dura, mas eu realmente acho que ele não sente muito frio. Só algumas vezes, quando começa a ventar aquele ventinho gelado e a gente está no ponto de ônibus, que ele vem e se aconchega entre a gente.
Estes dias eu estava falando com a minha mãe no telefone, conversando sobre saudades, distância, etc..., e ela me disse que meu bisavô (ou trisavô) veio da Europa para colonizar uma região do Rio Grande do Sul. O filho dele saiu de casa para ocupar outra região distante 400km - naquela época, acho que você precisava de uma semana viajando em cima de um cavalo para percorrer esta distância toda. E poraí foi, minha mãe e meu pai saíram do Rio Grande do Sul nos seus vinte anos para ir morar em São Paulo. Uma irmã da minha mãe foi morar na Bahia. Meu sogro saiu do Ceará também com seus vinte e poucos anos para vir trabalhar em São Paulo. A gente vive em um família de migrantes e imigrantes. Acho que está no sangue ser meio inquieto, sei lá. A diferença dos nossos antepassados para a gente é que agora existe Internet, WebCam, E-Mail, MSN e telefone sobre IP. E blogs. É muito fácil manter contato.
A gente gostaria muito de ter um carro aqui no Canadá. Fico imaginando como são os postos de gasolina, as estradas, as paradas que você faz para ir no banheiro ou comprar uma água, este tipo de coisa. Eu já estou agilizando minha carta, não fica mais barato para comprar um carro, mas fica bem mais em conta na hora de adquirir um seguro, coisa que é obrigatória aqui no Canadá. E, óbvio, eu preciso ter uma habilitação para poder dirigir :-)
De resto, estamos bem. A gente sempre pensa que o que importa é ser feliz, e não viver no exterior apenas. Se a gente não estiver feliz aqui, a gente volta. Se a gente for feliz, se a gente souber conviver com a distância (assim como os amigos e família), a gente fica. A questão é que "viver no exterior" não deve ser o fim, o objetivo final. De nada adianta querer morar no exterior só por morar, só porque acha que é o melhor para os filhos, só porque não tem violência, etc... As vantagens aqui em relação à uma república das bananas, como é o Brasil, são muitas. Mas tem que tentar se dar bem, ser feliz, porque senão não há motivo real em se afastar de casa. Acho que morar no exterior só por morar não faz sentido. Sempre que alguém me pergunta "vai ficar aí pra sempre?", eu digo que fico até a hora de ir embora :-). Fico pelo menos um ano. Depois de um ano, a gente para, faz um balanço, e decide o que fazer da vida. Hoje não dá para decidir o resto da vida. Dá para decidir o futuro próximo. O que eu quero mesmo é ir para o Brasil em Outubro, vender o carro, fazer uma festa de despedida, pegar o resto das tranqueiras, voltar, comprar um carro velho, pegar uma TV nova com controle remoto que mude de canal e ver como fica a vida.
Até agora, morar no exterior tem valido a pena. A tendência é melhorar. Se piorar, a gente tenta fazer melhorar. Se não melhorar, a persistência só tem sentido até um certo ponto. Se não der certo, a gente faz as malas e volta. É assim que eu enxergo as coisas. Você tem que fazer o que for melhor para você, não o que você acha que é melhor, mas o que é melhor de fato. Aqui, no Brasil, ou em qualquer outro lugar do mundo. Yeahhh!
E já está bom de filosofia por hoje. Vou trabalhar...
Eu também tenho um relógio que me mostra o horário daqui juntamente com o horário do Brasil, e do lado deste relógio tem um outro widget onde ficam rodando as fotos do Picasa:
... a gente nunca está totalmente desconectado :-)
Hoje eu estava falando com o pessoal do trabalho, e eles disseram que o último inverno foi uma "piada" (para os padrões deles, é claro), pois só fez quarenta graus negativos uma ou duas semanas, e também houveram vários Chinooks, que esquentam a temperatura em vários graus no inverno, por vários dias. Na opinião deles vai começar a esfriar logo. Eles estão esperando a primeira neve em uma ou duas semanas, e eu estou na expectativa. Eu achei em algum site na Internet que a primeira neve só cai em Calgary no fim de Outubro, mas eu acho que pode cair uma nevinha em Setembro, quem sabe?
Diz que no Inverno, quando está -35 graus, o ar fica "crispy", acho que é algo como "crocante", eu fiz cara de bolinho e eles disseram que, quando você aspira o ar, você literalmente sente ele entrando pelo seu nariz e indo para os seus pulmões. Deve ser uma sensação interessante.
Antes de eu sair do Brasil, há vários meses, minha tia Marília, que mora em Porto Alegre, me mandou várias roupas de frio para eu usar aqui em Calgary. No pacote vieram dois casacões, um maior, mais pesado, que protege bem contra o vento mas que não tem um forro quentinho, e um outro, flanelado, tão quente que eu nem consegui provar quando estava no Brasil. Até hoje eu só tinha usado o casacão grande e sem forro quentinho. Hoje de manhã eu tirei o outro casaco da mala porque parecia estar bem frio lá fora, e a minha decisão foi acertada :-)
Hoje os pontos de vidro aqui do Canadá estavam bem cheios:
... eu fico imaginando como vai ficar "engarrafado" lá dentro quando estiver -30 do lado de fora (esta foto não é minha, eu baixei da Internet)
Hoje de manhã o Arthur acordou antes de mim, acho que era umas sete horas da manhã. Levantou, foi para a sala ver desenho na TV, eu fiz o leite dele (iogurte, na verdade), a Soraya preparou um cantinho quentinho e eu liguei o aquecedor do apartamento porque estava ficando meio friozinho. Hoje deu dó de sair de casa. Estava escuro por causa da chuva. Frio. Eu estava com sono. Mas sem trabalho não vive o homem, então eu balancei a poeira, coloquei a mão na bolso e fui pegar o danado do bumba. O legal daqui é que os ônibus são quentinhos. A propósito, falando de frio, calor, gripes, resfriados e outras doenças, hoje eu também peguei a carteirinha do plano de saúde para eu, a Soraya e o moleque. Agora a gente pode chamar a ambulância e ir no médico sem precisar deixar as calças por lá para pagar a conta. Bem fácil, bem simples, quase sem burocracia, parece até um Poupa Tempo.
Na conversa de hoje do almoço, com o pessoal do trabalho, a gente falou de Inverno, verão, Chernobyl, e também da temperatura que o pessoal deixa o termostato durante o inverno. Um dos caras deixa 15 graus, eu achei frio. O outro deixa 22 a 24 graus, que eu acho que é a temperatura que eu vou deixar em casa. O Jon eu acho que nasceu esquimó, eu não lembro qual a temperatura que ele costuma deixar, mas deve ser bem frio. Só para se ter uma idéia, hoje, no almoço, enquanto o bonitão aqui estava de casacão, tênis e se achando com frio, o Jon estava de sandálias e camisetas. Unbelievable. O outro, o Clint, contou que quando era criança o pai dele deixava a casa sempre meio fria, para os padrões dele. Toda noite, ele acordava de madrugada, ia lá e aumentava o termostato. O pai dele ia lá uma hora depois e diminuía. Segundo ele, era uma "guerra silenciosa", já que eles nunca falavam disso. Esse seria um assunto engraçado para um encontro familiar...
A propósito, o Arthur nasceu para ser calorento. Não gosta de água quente na banheira (a água tem que estar do morno para o frio), nunca fica com o lençol em cima dele, vira e mexe derruba uma gotinha de água na blusa só para ficar sem camiseta (ele morre de inveja de mim, já que eu posso dormir sem camiseta e ele não), e é um bixo ruim para colocar o casaco quando está na rua. Tem horas que ele é cabeça dura, mas eu realmente acho que ele não sente muito frio. Só algumas vezes, quando começa a ventar aquele ventinho gelado e a gente está no ponto de ônibus, que ele vem e se aconchega entre a gente.
Estes dias eu estava falando com a minha mãe no telefone, conversando sobre saudades, distância, etc..., e ela me disse que meu bisavô (ou trisavô) veio da Europa para colonizar uma região do Rio Grande do Sul. O filho dele saiu de casa para ocupar outra região distante 400km - naquela época, acho que você precisava de uma semana viajando em cima de um cavalo para percorrer esta distância toda. E poraí foi, minha mãe e meu pai saíram do Rio Grande do Sul nos seus vinte anos para ir morar em São Paulo. Uma irmã da minha mãe foi morar na Bahia. Meu sogro saiu do Ceará também com seus vinte e poucos anos para vir trabalhar em São Paulo. A gente vive em um família de migrantes e imigrantes. Acho que está no sangue ser meio inquieto, sei lá. A diferença dos nossos antepassados para a gente é que agora existe Internet, WebCam, E-Mail, MSN e telefone sobre IP. E blogs. É muito fácil manter contato.
A gente gostaria muito de ter um carro aqui no Canadá. Fico imaginando como são os postos de gasolina, as estradas, as paradas que você faz para ir no banheiro ou comprar uma água, este tipo de coisa. Eu já estou agilizando minha carta, não fica mais barato para comprar um carro, mas fica bem mais em conta na hora de adquirir um seguro, coisa que é obrigatória aqui no Canadá. E, óbvio, eu preciso ter uma habilitação para poder dirigir :-)
De resto, estamos bem. A gente sempre pensa que o que importa é ser feliz, e não viver no exterior apenas. Se a gente não estiver feliz aqui, a gente volta. Se a gente for feliz, se a gente souber conviver com a distância (assim como os amigos e família), a gente fica. A questão é que "viver no exterior" não deve ser o fim, o objetivo final. De nada adianta querer morar no exterior só por morar, só porque acha que é o melhor para os filhos, só porque não tem violência, etc... As vantagens aqui em relação à uma república das bananas, como é o Brasil, são muitas. Mas tem que tentar se dar bem, ser feliz, porque senão não há motivo real em se afastar de casa. Acho que morar no exterior só por morar não faz sentido. Sempre que alguém me pergunta "vai ficar aí pra sempre?", eu digo que fico até a hora de ir embora :-). Fico pelo menos um ano. Depois de um ano, a gente para, faz um balanço, e decide o que fazer da vida. Hoje não dá para decidir o resto da vida. Dá para decidir o futuro próximo. O que eu quero mesmo é ir para o Brasil em Outubro, vender o carro, fazer uma festa de despedida, pegar o resto das tranqueiras, voltar, comprar um carro velho, pegar uma TV nova com controle remoto que mude de canal e ver como fica a vida.
Até agora, morar no exterior tem valido a pena. A tendência é melhorar. Se piorar, a gente tenta fazer melhorar. Se não melhorar, a persistência só tem sentido até um certo ponto. Se não der certo, a gente faz as malas e volta. É assim que eu enxergo as coisas. Você tem que fazer o que for melhor para você, não o que você acha que é melhor, mas o que é melhor de fato. Aqui, no Brasil, ou em qualquer outro lugar do mundo. Yeahhh!
E já está bom de filosofia por hoje. Vou trabalhar...
domingo, 26 de agosto de 2007
Domingueira
Nossa, já faz uns três dias que eu não coloco nada de novo neste blog. A última vez que eu escrevi foi na quinta-feira, na sexta-feira fiquei com preguiça e ontem a gente passou uma boa parte do dia fora de casa. Quais são as novas?
. Peguei um livrinho em uma espécie de "Denatran" que contém todas as regras de trânsitos aqui do Canadá. Tem algumas coisas que são mais complicadas (os semáforos), mas de resto é tudo muito parecido. Segundo o pessoal, é bom dar uma estudada, porque tem que acertar um percentual alto das questões na prova, mas por outro lado é tudo múltipla escolha, o que facilita bastante - dá para eliminar as respostas absurdas :-)
. Ontem (Sábado) a gente foi no cinema ver Ratatouille. O filme é legal, mas o cineminha é meia-boca. No meio da sessão o filme parou, ninguém se coçou, lá fui eu, Escoteiro, reclamar, o filme voltou, mas sem som. De novo ninguém se coçou, acho que todo mundo deve ser mestre em leitura labial. Lá fui eu de novo falar "Heya, the movie has returned, but there's no sound... Can you fix it and rewind two minutes?". O som voltou, mas o que foi perdido, foi perdido, nada de tocar de novo;
. Aí ontem eu resolvi baixar o filme da Internet em português. A qualidade do filme baixado é uma droga, mas eu queria entender tudo e queria rever a parte perdida - quando sair o DVD, eu vou comprar;
. Ontem a gente foi e voltou de bumba, mesmo com várias compras (Iogurte, frutas, pão, refrigerante, shampoo e mais umas besteirinhas), já que esta é a semana do aluguel e a gente tem que economizar (ou seja, sem táxis). O motorista do bumba reconheceu a gente (mais o Arthur), e deixou a gente voltar de graça, gente fina :-)
. Hoje está chovendo, lá fora está uns doze graus, não é muito frio, o que pega mesmo é a chuva (eu sei porque eu fui levar o lixo e, aqui em Calgary, as lixeiras ficam do lado de fora do prédio porque, diferentemente do Brasil, ninguém trabalha nos prédios);
. Esqueci de escrever aqui que, faz umas duas semanas, entrei em um bumba (para ir para o trabalho, atrasado), e ouvi uma voz conhecida. Brasileiros!!! E não é que tinha uns dez de uma vez? Tudo estudante de inglês, molecada, deram uma festa, beberam até altas horas, dormiram tudo no chão e depois foram cada um para o seu canto;
. Depois desse dia eu pensei em uma coisa. Imagine que você, pai, tem uma poupança para a "educação" do seu filho e outra para a "diversão" (hipoteticamente falando). Se eu sou um pai e um filho me pede para ir estudar inglês no exterior, eu falo: "ok, vai lá, mas vai sair da verba da diversão" :-). Acho que não existe esta história de inglês no exterior. Se você quiser aprender mesmo, você consegue aprender no Brasil. Talvez funcione melhor se tiver um professor que é de algum país que fale Inglês, mas eu acredito que seja muito difícil para quem vai estudar inglês no exterior aprender de verdade, a não ser que arrume um emprego e seja obrigado a usar o inglês. Porque, de outro jeito, a eficácia é a mesma, IMHO (In My Humble Opinion);
. Dia 3 ou 4 de Setembro começam as aulas do menino. Vamos ver como é que vai ser;
. Que mais de novas? O moleque tá um moleque, de vez em quando, quando eu chego em casa a gente vai até o posto de gasolina para usar os correios, trocar dinheiro ou qualquer outra coisa, e depois vai até o parque. Aqui quando começa a escurecer esfria mesmo, sem dó nem piedade;
. E estamos todos bem. Preciso tirar fotos para colocar aqui, fazer um videozinho novo, ou qualquer coisa do tipo. Quando eu tiver mais coisas, eu coloco aqui :-).
De resto, estamos muito bem. A casa está bem, estamos dormindo bem no colchão decente, o Arthur tem dormido bem também, o aquecimento da casa funciona (e o isolamento térmico também), então está sempre bem gostoso aqui dentro. Eu estou vendo Ratatouille no computador, e o Arthur está vendo Pantera Cor De Rosa na televisão. Eu preciso ligar para os meus amigos no Brasil para saber das novidades.
Isso aí amigos! Domingo aqui é a mesma m* que no Brasil, ainda mais com chuva - ou seja, ficar o dia inteiro em casa coçando, vendo TV e engordando. Ainda mais porque eu não tenho carro, e sair de busão na chuva, tô fora!!!
Estava pensando em dar uma filosofada mas estou com preguiça :-P. Quem sabe eu não escrevo mais hoje.
Fui!!!
. Peguei um livrinho em uma espécie de "Denatran" que contém todas as regras de trânsitos aqui do Canadá. Tem algumas coisas que são mais complicadas (os semáforos), mas de resto é tudo muito parecido. Segundo o pessoal, é bom dar uma estudada, porque tem que acertar um percentual alto das questões na prova, mas por outro lado é tudo múltipla escolha, o que facilita bastante - dá para eliminar as respostas absurdas :-)
. Ontem (Sábado) a gente foi no cinema ver Ratatouille. O filme é legal, mas o cineminha é meia-boca. No meio da sessão o filme parou, ninguém se coçou, lá fui eu, Escoteiro, reclamar, o filme voltou, mas sem som. De novo ninguém se coçou, acho que todo mundo deve ser mestre em leitura labial. Lá fui eu de novo falar "Heya, the movie has returned, but there's no sound... Can you fix it and rewind two minutes?". O som voltou, mas o que foi perdido, foi perdido, nada de tocar de novo;
. Aí ontem eu resolvi baixar o filme da Internet em português. A qualidade do filme baixado é uma droga, mas eu queria entender tudo e queria rever a parte perdida - quando sair o DVD, eu vou comprar;
. Ontem a gente foi e voltou de bumba, mesmo com várias compras (Iogurte, frutas, pão, refrigerante, shampoo e mais umas besteirinhas), já que esta é a semana do aluguel e a gente tem que economizar (ou seja, sem táxis). O motorista do bumba reconheceu a gente (mais o Arthur), e deixou a gente voltar de graça, gente fina :-)
. Hoje está chovendo, lá fora está uns doze graus, não é muito frio, o que pega mesmo é a chuva (eu sei porque eu fui levar o lixo e, aqui em Calgary, as lixeiras ficam do lado de fora do prédio porque, diferentemente do Brasil, ninguém trabalha nos prédios);
. Esqueci de escrever aqui que, faz umas duas semanas, entrei em um bumba (para ir para o trabalho, atrasado), e ouvi uma voz conhecida. Brasileiros!!! E não é que tinha uns dez de uma vez? Tudo estudante de inglês, molecada, deram uma festa, beberam até altas horas, dormiram tudo no chão e depois foram cada um para o seu canto;
. Depois desse dia eu pensei em uma coisa. Imagine que você, pai, tem uma poupança para a "educação" do seu filho e outra para a "diversão" (hipoteticamente falando). Se eu sou um pai e um filho me pede para ir estudar inglês no exterior, eu falo: "ok, vai lá, mas vai sair da verba da diversão" :-). Acho que não existe esta história de inglês no exterior. Se você quiser aprender mesmo, você consegue aprender no Brasil. Talvez funcione melhor se tiver um professor que é de algum país que fale Inglês, mas eu acredito que seja muito difícil para quem vai estudar inglês no exterior aprender de verdade, a não ser que arrume um emprego e seja obrigado a usar o inglês. Porque, de outro jeito, a eficácia é a mesma, IMHO (In My Humble Opinion);
. Dia 3 ou 4 de Setembro começam as aulas do menino. Vamos ver como é que vai ser;
. Que mais de novas? O moleque tá um moleque, de vez em quando, quando eu chego em casa a gente vai até o posto de gasolina para usar os correios, trocar dinheiro ou qualquer outra coisa, e depois vai até o parque. Aqui quando começa a escurecer esfria mesmo, sem dó nem piedade;
. E estamos todos bem. Preciso tirar fotos para colocar aqui, fazer um videozinho novo, ou qualquer coisa do tipo. Quando eu tiver mais coisas, eu coloco aqui :-).
De resto, estamos muito bem. A casa está bem, estamos dormindo bem no colchão decente, o Arthur tem dormido bem também, o aquecimento da casa funciona (e o isolamento térmico também), então está sempre bem gostoso aqui dentro. Eu estou vendo Ratatouille no computador, e o Arthur está vendo Pantera Cor De Rosa na televisão. Eu preciso ligar para os meus amigos no Brasil para saber das novidades.
Isso aí amigos! Domingo aqui é a mesma m* que no Brasil, ainda mais com chuva - ou seja, ficar o dia inteiro em casa coçando, vendo TV e engordando. Ainda mais porque eu não tenho carro, e sair de busão na chuva, tô fora!!!
Estava pensando em dar uma filosofada mas estou com preguiça :-P. Quem sabe eu não escrevo mais hoje.
Fui!!!
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