domingo, 28 de setembro de 2008

Into the wild



É a história deste carinha aí embaixo:



Christopher McCandless

O filme é sobre a aventura deste jovem aí de cima - em 1992, ele foi encontrado morto em um ônibus no Alasca depois de passar dois anos na estrada - "Into the Wild" - em uma jornada que, eu diria, é de auto conhecimento.

Eu falei que ele morre no final? Olha a crítica do UOL:

SINOPSE

Após concluir seu curso na Emory University, o brilhante aluno e atleta Christopher McCandless abre mão de tudo o que tem e poderia ter numa bela carreira. Doa todas as suas economias - cerca de US$24 mil - para caridade, coloca uma mochila nas costas e parte para o Alasca a fim de viver uma verdadeira aventura. Ao longo do caminho, Christopher se depara com uma série de personagens que irão moldar sua vida para sempre.


SENSACIONAL. Detalhe para a passagem "irão moldar sua vida para sempre.". Alôôô. Você viu o filme? Dois anos não é para sempre. Come on!

Vamos ver a Revista Veja:

Em 1990, depois de se formar na faculdade com notas que facilmente o credenciariam a cursar direito na Universidade Harvard, o jovem Christopher McCandless doou todo o seu dinheiro – 24 000 dólares – a uma instituição de caridade, encheu uma mochila, entrou em seu carro velho e nunca mais foi visto pela família. Nos primeiros meses, enviou a eles um ou outro cartão-postal. Depois, nem isso. Os McCandless só vieram a saber novamente de seu filho em setembro de 1992, por meio de um relatório de autópsia: era de Christopher o corpo encontrado, já em avançado estado de decomposição, num ônibus velho que servia de abrigo a aventureiros no meio do Alasca. O que Christopher almejava com sua vida de andarilho e por que ele sucumbira durante a temporada como ermitão no Alasca foram as perguntas que o escritor Jon Krakauer começou a se fazer obsessivamente na ocasião. Krakauer, que também atravessara um período de isolamento radical na juventude, primeiro pesquisou a aventura e morte de Christopher para um artigo. Não foi o bastante para purgar sua inquietação. Ele refez então o percurso tortuoso do rapaz pelo país, entrevistou as pessoas com quem ele cruzara, e nas quais deixara impressões profundas, e ponderou os pequenos azares que culminaram em seu fim solitário. O saldo foi um livro quase hagiográfico na forma como identifica em Christopher um idealismo inflexível e uma coragem ilimitada na busca por seu modelo de pureza. Mais equilibrado, e mais comovente, é o filme homônimo, Na Natureza Selvagem (Into the Wild, Estados Unidos, 2007), que estréia nesta sexta-feira no país.

Dirigida por Sean Penn, esta adaptação destila o espírito que moveu Christopher McCandless: uma espécie de ideal americano de santidade, nascido do cruzamento do puritanismo com o fascínio pela vastidão do território. Um menino complicado e obstinado, filho de pais idem, Christopher desde pequeno revelara talento incomum para viver na natureza. Em algum ponto, passou a enxergar nela a resposta para sua rejeição às faltas dos pais e a seu suposto materialismo. Leitor fanático de Jack London e Henry Thoreau, grandes romantizadores da vida selvagem, meio que se convenceu de que retornar ao estado mais primitivo, sem dinheiro, sem bens e vivendo do que a natureza pudesse lhe oferecer, o faria exterminar seu falso "eu". Desprezou, porém, a lógica que fez a espécie prosperar: o acúmulo de técnica, de conhecimento e de estratégia. Se não tivesse rasgado seu mapa do Alasca, saberia que poderia ter cruzado um rio torrencial em outro ponto e assim retornado à civilização, como pretendia. Sem sabê-lo, teve de estender sua estada no ônibus abandonado até morrer de inanição e provável envenenamento por sementes nativas.

Nas mãos de Penn, e interpretado pelo magnético Emile Hirsch, o protagonista reencontra um âmago mais doce. Christopher, aqui, se parece menos com o profeta do livro e mais com o que provavelmente foi: um menino com muitas questões íntimas por resolver (há indícios de que ele jamais teve um relacionamento sexual, por exemplo), que teve a infelicidade de morrer por excesso de cura para seus males – mas que era capaz de imensa alegria, deslumbramento e generosidade. Essa é a imagem que Penn crava em seu desfecho. E é ela que faz Na Natureza Selvagem doer tanto.

É, ficou melhor.

Mas o filme é bom mesmo. Gostei. Agora eu tenho que ver Cidadão Kane, um filme Japonês e um outro filme que eu não lembro agora.

E eu estou resfriado. Saco.

Fui!

sábado, 27 de setembro de 2008

Resident Evil IV

Pois é.

Arrumei um jogo bom para o Wii. Um daqueles 3D que tem que ir matando um monte de zumbi pelo caminho, mas o legal do Wii é que é só mirar com o controle na tela e mandar brasa. Logo, logo, eu fecho o jogo, e aí...

... eu vou poder escrever mais no blog! Pois é, desde que eu comecei a tentar acabar este jogo o blog ficou meio abandonado. E eu também andava meio sem paciência para mexer com o computador em casa - coisas de quem trabalha o dia inteiro na frente de um.

Bom, novidades... Deixa eu ver:

. A Soraya volta dia 7 de Outubro. O dia de folga no trabalho já está marcado;
. Ontem eu tive uma reunião para discutir uma plataforma de desenvolvimento para um produto que a gente vai fazer - foi uma discussão interessante, com pontos de vista diferentes, um "shut up" aqui, um "you are not doing what I told you to do again" ali, e eu dizendo "eu já tenho a minha decisão, mais uma hora de reunião não vai mudar nada". Yeah!
. Ontem a gente foi em um bar chamado Kilkenny para beber em comemoração (?) à um cara que está saindo da empresa. O bar (pub) deve ter umas 30 TV's, os fãs de hockey costumam ir lá para acompanhar o jogo do Calgary Flames;
. Recebi um cartão de crédito hoje!
. Esgotei o limite do cartão de crédito hoje! (mas o limite é baixo e eu aproveitei para pagar uma conta);
. Hoje eu comprei o "pillow top" na Ikea. É como se fosse uma cobertura para o colchão, deve ter uns 5 ou 6 cm de espessura, e é bem macia. Vamos ver se as costas agradecem.

E é isso por hoje! Vou ver um pouco de TV!

Prometo escrever mais em breve.

Fui!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

THE VOID

Sei lá porque lembrei da música Into the Void do Pink Floyd. Acho que o "THE VOID" era o blog, que anda sem muito conteúdo criativo nestas últimas semanas. É tudo culpa do carro! Agora eu não ando mais de ônibus e de trem e não vejo mais tantas pessoas estranhas como antigamente!

:-(

Brincadeirinha. Eu tenho ficado bastante em casa, e dá para falar da minha terapia do sono (eu dormi o final de semana inteiro) e dos filmes que eu ando vendo. Eu aluguei dois desenhos japoneses, Memories (muito bom) e Paprika (muito bom também). Ou, como diriam os puristas, é "animação" e não "desenho". Para mim se é desenhado, é desenho. Simples.

Eu também aluguei o primeiro Rambo, que aqui se chama "First Blood", mas infelizmente o bonitão aqui alugou Blu-Ray e Blu-Ray não toca no meu DVD. Foi uma pena, eu queria ver algum filme de ação vazio, e o primeiro Rambo era uma boa pedida.

Mas ação sem sentido por ação sem sentido, eu aluguei o filme Next, com o Nicolas Cage. É um filme em que ele consegue ver dois minutos no futuro. Apenas dois minutos, a não ser que ele esteja com a garota dos sonhos dele (que aliás deve ser a garota dos sonhos de muita gente), a Jessica Biel. O filme é médio, de médio para meia-boca - principalmente devido aos piores efeitos especiais já criados para um filme moderno.

...

O visto da Soraya saiu! E o do Arthur também! E o cartório reconheceu a minha assinatura meia boca (na verdade o carinha do cartório reconheceu a Soraya e reconheceu a assinatura mesmo com a mesma não batendo 100%). E eu reconheço que eu fiz umas repetições aí em cima, mas esta é minha assinatura, que deve ser reconhecida como minha marca registrada!

...

Esta semana eu faço 1000 KM com o carro. Sensacional. E eu consegui encher o tanque do carro! Aproveitei o valor baixo da gasolina (1.20 CAD, que nos últimos tempos é até barato), e coloquei 40 litros no bichão. A agulha até passou do "F" no marcador. Sensacional.

Em um destes dias de frio eu fui ligar o limpador traseiro e quem disse que ele dava sinal de vida? Mas à tarde, quando esquentou, ele funcionou que foi uma beleza. Acho que ele não é muito chegado no frio, coitado. Nem eu. Acho que nada funciona muito bem quando está frio.

...

Outono

O Outuno está à toda aqui em Calgary. O jardim está coberto de folhas amarelas e avermelhadas, e as árvores estão com aquela "cor" que a gente só costuma ver em filme. É bem bonito, mas, snif, é o presságio do inverno. A natureza sabe!

Mas a cidade realmente fica bonita. Eu não lembrava muito bem do Outono do ano passado, mas neste ano ele está bem, bem marcante.

Quando a Soraya chegar a gente tira umas fotos e coloca aqui.

Agora, fui!

domingo, 21 de setembro de 2008

Amigos!

Ontem a Soraya fez um churrasquinho com os nossos amigos na casa do pai dela. Faltou o Fabrício, que estava fazendo a mudança da namorida, a Cinara. E para não dizer que mesmo assim a trupe estaria completa faltou o Akira com a família. Mas de resto, estava todo mundo lá!

E é claro que a gente foi conversar pela web cam. E é claro que eles estavam mais para lá do que para cá e tocaram Wish You Were Here (do Pink Floyd), com direito a isqueirinho do lado de lá e do lado de cá (para quem não sabe, Wish You Were Here era a única música inteira que eu sabia tocar no violão e a gente sempre inventava de tocar).

Olha o Kb.Lo comigo no colo:



E eu com o Kb.Lo e a Alê:



Todo o povo (menos a Soraya, que estava atrás da câmera):



E a Soraya:



Pablo e Camila:



Boca e Lú:



Tutú:



Chuck assumindo a churrasqueira na falta do gaúcho aqui:



Sabrina não entendendo alguma coisa:



Êêê saudades. Foi que nem o Tutú disse ontem quando o Kb.Lo perguntou se ele gostava mais do Canadá do que do Brasil, e ele disse que "ele gostaria que fosse os dois
juntos". Profundo!

Uma das coisas que mais fazem falta aqui são os amigos! E os churrasquinhos com os amigos! E os barzinhos! E as viagens! Pena que agora, para mim, só ano que vem!

...

Hoje foi aniversário do meu pai, o Geraldão, como diz a Soraya. Olha ele aí com a esposa e o netinho:



Parabéns!!!

...

Hoje à tarde eu senti um cheirinho de churrasco à tarde e resolvi sair para jantar. Fui num lugar que eu acho que se chama Moxis, fica perto do Signal Hill e é super bonito. Quando a Soraya e o Arthur voltarem a gente vai jantar por lá. Existem alguns restaurantes sem noção aqui em Calgary que regulam o ar-condicionado para gélidos 17 graus, e fica DESCONFORTÁVEL ficar no salão por muito tempo. Este restaurante, assim como outros da cidade, tem um ambiente mais quentinho, e até lareira tinha.

E o bife era bão.

Bom, isso aí. Vou ver um pouco de TV, beber alguma coisa, e fazer o que eu mais fiz neste final de semana - dormir!

Fui!

sábado, 20 de setembro de 2008

Hoje a casa está uma beleza.

Acabei a pintura da mesa da sala, joguei fora o jornal que estava no chão (para não sujar o carpete de tinta), guardei os pincéis e todos os apetrechos, coloquei as cadeiras no lugar, joguei fora as garrafinhas vazias de água, coloquei a louça para lavar e lavei a pia, comi pizza, joguei fora os envelopes vazios e fiquei só com a correspondência, e agora até que não parece mais uma república.

Ufa.

Bom, ontem teve uma confraternização com o pessoal do trabalho. Como eu disse antes, comemoração de algum projeto do qual eu não fiz parte. Foi bem legal. Primeiro fomos em um campo de golfe, mas não para jogar golfe em si, apenas para bater na bolinha e tentar fazer ela ir o mais longe possível, o que eles chamam de Driving Range. Mais ou menos que nem este aí de baixo, mas beeeem mais simples:



E até que é legal. É meio difícil, é fato, mas é divertido. Vou tentar de verdade mais pra frente, e vamos ver o que acontece.

Agora eu preciso sair.

Fui!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Soletrando

Uma das coisas que eu mais gostava de fazer no último trabalho em que eu falava Português (ou seja, no Brasil), era ter que soletrar alguma coisa usando o "código ofensivo":

. Ravi, como é que é mesmo?
. Cara, é EBRUCASDI.
. Cara, soletra!
. E que nem em Estúpido;
. B que nem em Burro;
. R que nem em Retartado;
. U que nem em Ultrapassado;
. C que nem em Cocô;
. A que nem em Anta;
. S que nem em Solitário;
. D que nem em Demente;
. I que nem em Idiota.

Sei lá porque cargas d'água, algumas pessoas ficavam ofendidas.

Vai saber.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Hmmm...

Não sei se fiz certo em escrever sobre o Brasileiro que foi baleado aqui em Calgary. Eu não gosto muito de escrever sobre estas coisas, não acho que é a cara do blog nem que seja a minha cara também.

Mas eu achei que devia escrever alguma coisa a respeito. O que está escrito, está escrito e por lá ficará.

...

Só para falar de outras coisas, hoje eu fui ver Batman pela última vez, SENSACIONAL de novo, cinema cheio dois meses depois da estréia. O carro se comportou bem, ontem eu resolvi o meu primeiro bug no trabalho novo, amanhã (Sexta-feira) tem uma confraternização paga pelo escritório para comemorar um projeto acabado (que eu não ajudei a acabar - mas eu faço parte do time, de qualquer jeito), e semana que vem tem outro come e bebe de graça com a empresa que me recrutou para este emprego.

Está passando Michael Clayton na TV e amanhã eu tenho que lembrar de devolver os filmes. Está tudo encaminhado para o visto da Soraya e eu preciso fazer alguma coisa para substituir a minha caminhada diária - já que agora é carro para cima e para baixo.

Boa noite amigos!

Fui!!!

E Calgary viu uma bala perdida...

Bom.

Ontem eu nem escrevi no blog. Tem uns dias em que eu só quero chegar em casa e ver TV - e, além disso, eu tinha a mesa da sala para pintar.

Acho que já é bem conhecido o que aconteceu aqui em Calgary na noite de Terça-feira. Um estudante Brasileiro, andando no centro da cidade às dez da noite após jantar com a namorada, foi atingido por uma bala perdida disparada de uma arma sacada por alguém que brigava por causa de drogas.
Our Worst Fear

CALGARY - A Brazilian student, strolling downtown Calgary after dining at a restaurant, was shot in the face and blinded in a case of what the city's police chief called his department's worst fear: an innocent passerby caught in growing gun violence involving drug trafficking and gangs.

Calgary Police Chief Rick Hanson said the 24-year-old shooting victim was walking with his girlfriend in the 500 block of Centre Street around 10 p.m. Tuesday when a drug-related fight broke out nearby. Gunfire erupted, and the victim was struck in the face. Hanson said the man will be permanently blinded by the injury.

"Last night, one of our worst fears (as a police service) came true. An innocent bystander was seriously injured as a result of a shooting incident in our city," Hanson said.

That incident was followed by two other shootings within 14 hours in the Calgary area. In the most recent shooting Wednesday afternoon, a man in the southeast neighbourhood of Queensland was shot outside his home and is now in hospital. According to one witness, at least one of the suspects involved in the attack was wearing a ski mask.

Just before midnight Tuesday, police found a man dead outside his home in Chestermere, a lake community just east of Calgary. RCMP Sgt. Patrick Webb said Wednesday that neighbours heard gunshots and, when police arrived, they found a man dead from gunshots in the front yard of a house.

"This was not a domestic shooting and not a random shooting," Webb said. "We feel that it was a targeted attack."

Webb said a witness reported seeing a person in dark clothing run from the scene. Police did not immediately identify the man. Investigators did say, however, that he lived in the home but did not own it. They would not reveal how many times or where the victim had been shot.

Calgary Herald.
http://www.canada.com/calgaryherald/news/story.html?id=3a00690a-286a-467e-a50f-1ea3b5598b77
Está passando na TV agora. Tem outra notícia aqui.

Aqui em Calgary, como eu acredito que em outras cidades do Canadá, existe uma Associação de Brasileiros e os Brasileiros que estão aqui são mais ou menos unidos. Eu nunca fui muito de participar de comunidades ou associações similares, mas de certa maneira eu me sinto orgulhoso de que eles estão agindo com a razão e tentando ajudar o rapaz como eles podem - e a princípio a primeira ajuda é fazer com que a família dele possa vir para o Canadá ou custear a ida dele para o Brasil quando ele puder deixar o hospital. O nome dele é José Neto, mas eu prefiro não me referir à ele pelo nome porque eu não o conheço pessoalmente.

Existe uma idéia de fazer um protesto semana que vem no lugar onde ele foi baleado. O foco do protesto não é o fato de que é Brasileiro e foi baleado, mas sim de que alguém foi vítima de uma bala perdida, um crime impensável em Calgary mas que se tornou de uma para outra uma dura realidade - e que poderia ser uma realidade para qualquer um. Quis o acaso que fosse um Brasileiro e, acredite, nós somos minoria aqui em Calgary.

Eu sempre fui contra este tipo de protesto - não vou mentir. Quando eu via aquelas pessoas passeando de branco no Rio de Janeiro eu pensava "poxa, mas isso não vai mudar nada". Mas eu acho que talvez aqui as coisas sejam um pouco diferentes. Eu espero que se o protesto mesmo acontecer o número de Brasileiros seja minoria - mesmo que sejamos muitos. Eu quero é que lá tenha bastante Canadense e imigrantes de outros países para que a repercussão seja mais focada no valor do protesto em si, e não no fato de que a vítima é um Brasileiro.

Porque o fato de que ele é Brasileiro é importante para a gente. Para a polícia e para a cidade de Calgary o importante é mostrar que a cidade não pode mais tolerar este tipo de coisa. O centro da cidade é realmente uma zona. Aquele abrigo-hotel imenso para os sem-teto que faz com que eles fiquem concentrados em um lugar só é um convite para as coisas descambarem. Os drogados que ficam na Centre Street e na 1 ST SW, perto de onde ele foi baleado, também são outra coisa que não é certa. A Praça Olímpica é um dos poucos lugares de Calgary onde eu não gosto de ir porque eu não me sinto seguro.

É realmente uma pena que isto tenha acontecido. É realmente uma pena que isto aconteça aqui, assim como é uma pena que isto também aconteça no Brasil. O centro de Calgary é uma paisagem magnífica à noite - se eu estiver andando de carro à noite eu vou tentar dar uma passada por lá - mas agora não mais - e é uma pena que as coisas não estejam sob controle por lá.

...

Eu não costumo escrever muito sobre este tipo de coisa. Eu estaria mentindo se eu dissesse que Calgary deixou de ser uma cidade segura. Para mim, ainda é. Mas infelizmente o que aconteceu mostra que existem lugares a ser evitados. E eu não fazia idéia de que este tipo de coisa poderia acontecer ali, a poucas quadras da prefeitura da cidade. Eu me sentia um pouco desconfortável naquela região do centro da cidade.

Tanto é que quando eu podia evitar passar ali, eu evitava. Mas não porque eu tinha medo de bala perdida, mas sim porque tem muita gente louca por lá. Quando eu morei no centro da cidade eu andava a pé por todos os lados e nunca tive motivos para ter medo - apenas desconforto.

Mas a cidade ainda está de pé. E este tipo de crime é uma coisa chocante e cuja repercussão, espera-se, seja duradoura e que faça com que as autoridades tomem uma atitude a respeito.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O cara era bom



Morre Richard Wright, tecladista e fundador (um dos fundadores) do Pink Floyd

Um dos fundadores do Pink Floyd, tecladista Richard Wright morre aos 65 anos

Pink Floyd's Gilmour mourns bandmate Wright:

LONDON (AFP) — Pink Floyd guitarist David Gilmour has paid tribute to the band's keyboard player Richard Wright, who died of cancer aged 65, praising his "quiet touch" that brought their classic albums to life.

Wright, a founding member of the progressive rock group, wrote and sang several numbers from classic albums including "The Dark Side of the Moon" (1973) and "Wish You Were Here" (1975).

He died on Monday after a short struggle with cancer, his family announced.

Gilmour praised his bandmate's "vitality, spark and humour".

"No-one can replace Richard Wright -- he was my musical partner and my friend," he said. "In the welter of arguments about who or what was Pink Floyd, Rick's enormous input was frequently forgotten.

"He was gentle, unassuming and private but his soulful voice and playing were vital, magical components of our most recognised Pink Floyd sound."

And he added: "Like Rick, I don't find it easy to express my feelings in words, but I loved him and will miss him enormously. I have never played with anyone quite like him."

Among Wright's best-known compositions were "The Great Gig In The Sky," and "Us And Them".

Without those tracks, "What would 'The Dark Side Of The Moon' have been?" Gilmour said.

"Without his quiet touch the album 'Wish You Were Here' would not quite have worked. In my view, all the greatest PF moments are the ones where he is in full flow."

Wright, born in the London suburbs, met bassist Roger Waters and drummer Nick Mason at college, where they formed The Pink Floyd Sound in 1965.

After tensions with Waters, Wright left the band shortly after recording sessions for "The Wall" album in 1979.

He released two solo albums in a period during which Gilmour said Wright "lost his way for a while," before officially returning to Pink Floyd in 1987.

"In the early 90s, with 'The Division Bell,' his vitality, spark and humour returned to him," Gilmour said.

Wright took part in the band's reunion alongside Gilmour, Mason and Waters at the giant Live 8 concert in London's Hyde Park in 2005. It was the first time Waters had appeared with the group since 1981.

He also played last year at a tribute concert to Syd Barrett, the band's early leader who left the group in 1968 and died in 2006. Waters and Gilmour appeared separately.

Wright played on every Pink Floyd tour and Gilmour paid tribute to his "uplifting" performances.

"It's a mark of his modesty that those standing ovations came as a huge surprise to him," he said.


O Pink Floyd é uma das minhas bandas favoritas, e nos últimos tempos eu comecei a ouvir as coisas mais antigas que eles fizeram - e é tudo muito bom.

Fui!

Imigração...

No passeio de Domingo no parque (parece uma música do Gilberto Gil), eu conversei bastante com o marido da Cláudia, o Augustin. Ele é Inglês, e adorou conhecer o Brasil. Ele me perguntou como é que eu podia ir morar no Canadá, mesmo com o Brasil sendo um país tão bonito.

E eu disse para ele "O Brasil é um país sensacional. A cultura é magnífica, a cozinha é diversa e saborosa, os meus amigos são como irmãos e a família está lá para o que der e vier. Mas existem outras coisas além disso. Aqui eu não me preocupo muito com as coisas ao meu redor. Mas no Brasil a violência está presente e é uma preocupação constante - eu não disse para ele, mas eu perdi um amigo em um assalto. Além disso, outras coisas fazem diferença, como o fato de - na minha opinião - o custo de vida aqui ser menor e de que a cidade tem uma estrutura muito superior à de São Paulo".

E eu continuei...

"Estas coisas todas fazem diferença. De qualquer jeito, eu nunca pensei em ficar aqui muito tempo."

Pensando melhor, não é que eu não sei se eu vou ficar aqui muito tempo. Eu não sei é onde eu vou estar daqui a dois ou cinco anos. Nunca planejei as coisas tão à frente. Eu e a Soraya temos a opinião de que uma vez que se está no mundo, o mundo é seu. Estas mudanças parecem mais fáceis uma vez que o primeiro passo já foi dado.

O pessoal dos Invasões Bárbaras escreveu bastante se "valeu a pena imigrar", e eu posso dizer que "está valendo". Continua valendo. Uma hora pode não valer mais a pena. Uma hora a vida pacata do Canadá pode ficar monótona e a gente decida voltar para o Brasil. Pode ser que em um dia de Janeiro, olhando para um dia escuro de frio às cinco e meia da tarde, declaremos "já deu" - ainda mais com a nossa memória Brasileira de Janeiro com sol, praia, férias e barzinhos na avenida que beira o mar. Da mesma maneira, a gente pode continuar se adaptando e a vida no Canadá pode continuar valendo a pena.

Porque é desta maneira que eu penso. E a Soraya também. Estamos fazendo o melhor para viver aqui, mas se os sacrifícios se tornarem maiores que os benefícios é hora de arrumar a mala e ir para outro rumo. Não é por isso que as pessoas mudam de emprego? Para procurar algo melhor? Eu sempre tive a opinião de que se deve persistir até um ponto. Uma hora, o galho quebra.

Acho que é isto o que eu penso sobre imigração. Esteja preparado para o que der e vier, mesmo que isto signifique voltar para casa.

Porque eu acho que está valendo a pena?

. Eu mudei de emprego;
. A Soraya e o Arthur viajaram para o Brasil - conseguir fazer a viagem acontecer e ter a perspectiva de ir de novo, nem que seja daqui a um ano, faz valer a pena - a coisa que mais me dava medo quando eu pensei em vir para o Canadá era a impossibilidade de visitar o Brasil;
. Eu gosto da escola do Arthur - ele não gosta muito, mas eu acho que este é um problema genética (a minha genética, no caso);
. A gente tem uma casinha que a gente gosta, mas estamos pensando em mudar para um lugar melhor e é algo que a gente vai poder fazer;
. Agora temos um carro;
. Quando a Soraya voltar ela vai tentar "viver" mais aqui - o que não foi possível fazer plenamente até hoje pelo compromisso e vontade de ir para o Brasil assim que desse;
. A nossa perspectiva do inverno é muito mais "azul" agora - pelo fato de termos um carro, pelo fato de termos vivido um inverno, pelo fato de que não vamos querer economizar no "equipamento de frio" desta vez.

Percebeu a constante? Não vale a pena imigrar pelo que já foi, mas pelo que virá. Porque tudo tem que ser uma evolução. O que já passou foi ótimo, o que virá será melhor ainda. E se esta onda continuar pelo anos a vir, assim será. E se não continuar, o mundo está aí.

PS: Está meio "boring" sem a Soraya e o Arthur aqui - acho que é por isso que eu estou mais reflexivo. Quando eles estão aqui, é tudo de bom.

FUI!