segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Uns curtas

Estou eu aqui no trabalho olhando o dia SUPERBO que está fazendo do lado de fora, e resolvi escrever no blog.

Não sei porque, mas lembrei daquelas bugigangas que vendem em atrações turísticas, onde vem escrito algo como "Estive em Quixamongambinha e lembrei de você".

O jantar na casa do meu vizinho ontem foi SENSACIONAL. Um belo de um bife assado na churrasqueira, uma bela de uma batata enrolada no papel alumínio, uma sobremesa supimpa e nove da noite eu já estava em casa. E quem disse que eu conseguia dormir? Meia-noite, uma da manhã, duas... A carne e a batata pesaram e eu me senti o mais estufado dos seres. Hoje eu estou com um sooooono.

E o passeio de Domingo à tarde foi bem legal também. Foi bom caminhar um pouco, ultimamente eu venho fazendo isso muito pouco. Tão pouco que eu estou meio dolorido hoje. Fora de forma é a mãe, né? E eu só andei QUATRO quilômetros, acabei de calcular. É bastante, mas não é um absurdo. Assim não dá, assim não pode!

É.

Curtas.

É o que há.

Fui!

Slurpee, coisa do Canadá (e talvez dos Estados Unidos)

Imagens de slurpees.

Sobre o slurpee.

Eu particularmente acho o slurpee um bicho estranho. É como se fosse uma raspadinha - mas com MUITOS sabores - é só ver a página da Wikipedia. E slurpee bom é uma mistura de pelo menos cinco sabores diferentes no mesmo copo - em "andares" que é para não ficar com uma cor estranha, mas sim com cinco cores estranhas.

Toda a vez que a gente vai no 7-11 o Arthur vê a máquina de slurpee e pede um. Eu vou lá, pego o menor como possível, encho de slurpee laranja, ele toma meio gole e não quer mais. Aí fico lá eu bebendo aquele troço que congela o olho (DÓI que é uma maravilha). Ele faz a mesma coisa com couve-flor. Pede um pedaço, come uma migalha e não quer mais. Maravilhas da TV moderna, se pelo menos ele achasse gostoso - provar, ele provou.

ADDED: BRAIN FREEZE! Wikipedia é mesmo uma coisa sensacional.

Depois escrevo mais sobre o final de semana! Hoje foi um dia bem agradável, fui no parque com um casal que eu conheci pelo blog, passei a tarde por lá, e depois fui jantar na casa do vizinho da gata ranzinza. E a temperatura chegou à 20 graus! Hoooorrray!

domingo, 14 de setembro de 2008

Eu sempre tive CERTEZA que a Towner podia fazer isso



Tanto é que o meu maior medo quando eu dirigi este carrinho (meu sogro tinha uma) era frear e o brinquedinho sair rolando pela estrada...

Uma das melhores propagandas que eu ja vi...

... acabou de passar na TV. Vou tentar narrar em 3 minutos que eu preciso sair:

Uma mulher velha, daquelas já meio caquéticas, aparece andando na rua com um carrinho de feira, falando sozinha. E ela fala, fala, as pessoas olham e acham estranho - embora ela realmente pareça uma pessoa que falaria sozinha, e lá vai ela. Ah, e ela não fala Inglês, é alguma língua bem estranha.

Lá pelas tantas eles mudam o ângulo da câmera e dá para ver que a senhora está com um fone de ouvido bluetooth na orelha, e está provavelmente falando no celular.

Aí vem a frase "Bell - fazendo celulares ridicularmente simples".

Sei lá, eu achei legal.

Na TV com certeza funciona melhor do que eu falando.

Fui!

Priceless

Quando eu tive o meu segundo Uninho no Brasil, o som do carro era uma bela de uma m*. A rádio não pegava direito, o CD pulava mesmo com o carro parado, enfim, era inútil. A gente quase nunca ouvia. E hoje, andando com o meu carro tocando Somebody to Love, do Jefferson Airplane, percebi que um sonzinho faz uma falta danada. Eu conversei com a Soraya pelo telefone, matei a saudade (na medida do possível), conversei dos meus planos malignos de dar um rolê pela cidade, desliguei, peguei a caranga do Scoobdy-Doo, e fui dar o meu rolê.

Primeira parada, Liquor Store. Eu acho que o dono da loja é Paquistanês, um dos funcionários é uma cópia do Eddie Vedder (Pearl Jam), e a caixa de hoje curtia um incenso. A loja estava completamente perfurmada. Eu ia passar lá hoje de qualquer jeito, só foi o começo da escala porque era caminho. Encaixei a garrafinha de Whisky junto com o kit de primeiros-socorros no porta-malas e lá fui eu.

Antes um pouco de contexto - há uns anos, eu, a Soraya e o meu irmão (não lembro se o Arthur já era nascido) estávamos voltando de Caraguatatuba para São Paulo e o trânsito na estrada estava de lascar. Lá pelas tantas eu resolvi sair da manada principal e peguei a estradinha que vai para Mogi das Cruzes.

Noite. Nenhuma alma. Uma névoa leve. Fárois altos. Uma estrada com curvas que podem ser dirigidas a mais de 60 KM/H. Noventa minutos que passaram voando. Ou seja...

...SENSACIONAL

Depois deste dia eu descobri que eu CURTO dirigir a noite. E a primeira escala do meu passeio noturno seria uma estradinha pequena no mapa que passa por uma tal de "First Tsu Tuna Nation", a reserva indígena destas bandas. INFELIZMENTE tinha uma placa bem grande com letras bem sugestivas dizendo algo como "GO BACK WHITE MAN" (brincadeira, era outra coisa que estava escrita, mas eu não lembro mais o que era), e eu tive que dar meia volta! Mas tinha uma construção IMENSA na borda da reserva, e eu juro de pé juntos que era uma igreja igual àquelas que tinham em São Paulo.

... pausa ... Don't you know you need somebody to love? Preciso ouvir mais músicas do Jefferson Airplane, vou dar uma conversada com o Antônio, marido da Cecília, para ver se ele tem alguma coisa por lá...

Ok, ok, continuando. Bom, depois de tentar sem sucesso ir ver como é a vida dos índios daqui, fui dar um rolê no bairro onde as pessoas tem o maior salário daqui, para ver como é que é. E olha, dando uma de decorador, o segredo é a iluminação. Não importa se a a casa é azul, amarela, verde, se a frente é de pedra, barro, palha ou madeira. A luz faz a diferença. Uma vez eu e a Soraya passamos em frente à um hotel perto da Av. Paulista, em São Paulo, e foi a iluminação que fez algo que seria "normal" ficar totalmente aconchegante e acolhedor.

É a luz! Como quando eu descia a serra de São Paulo para Santos e via a sombra da luz dos morros de cá projetada nos morros de lá. Eu nunca me esqueço que eu era o único bobo que ficava embasbacado com estas coisas. Eu não curto caminhadas pelo meio das montanhas. Me dá dor de cabeça. Mas eu gosto de ver paisagens - quando meu pai vier aqui (aliás eu preciso ligar para ele), a gente já combinou que vai ver a Icefields Parkway, a estradinha que passa pelo meio das Montanhas Rochosas (que estavam no fundo do mar há muitos milhões de anos atrás).

Bom, depois do passeio pela vale das luzes eu fui até o centro da cidade - os prédios são mais bonitos à noite - e aluguei uns filmes. Bank Job (SENSACIONAL), e Vanity Point (que eu vou ver agora - quer dizer, talvez - agora é 2:30 AM - acho que eu vou é dormir).

Eu queria escrever mais, mas a minha velocidade de escrita é menor do que a minha capacidade de pensar (eu escrevo meio devagar, sabe?), eu preciso tentar ver um outro filme e terminar o meu whisky com gelo e coca-cola. Eu tenho muitas idéias, sempre penso em uma trilha musical para o meu blog, mas fazer um "audio book" seria totalmente cafona e nada a ver.

Escrever é sensacional.

Ler também. Não para vocês que tem que ficar aturando as minhas palavras sem nexo, mas tudo bem.

:-)

Fui!

sábado, 13 de setembro de 2008

Countries

Eu estou mais liso que a minha rua no meio do inverno.

Hoje choveu, choveu, choveu e eu acho que eu ainda está chovendo.

É impressionante como o carro fica FRIO no fim do dia. Hoje a tremedeira durou uns 3 minutos. E o ar quente, coitado, tem que esperar o motor do carro esquentar - e eu é que sofro. Acho que vou andar com um cobertorzinho a tira colo para cobrir o assento do carro quando eu for dirigir - e arrumar um bom par de luvas - porque senão eu vou sofrer nos dias de frio de verdade.

Hoje de manhà ao ir para o trabalho eu vi o cara que me entrevistou no caminho para o trabalho e resolvi dar uma carona. Ele é da Suécia - mesmo país da Ikea. Quando eu disse que tudo que eu tinha em casa era da Ikea ele disse "sim, sim, mais dinheiro para a pátria-mãe". Lá tem Ikea também. E os nomes dos produtos da Ikea fazem sentido em "Sweedish" (sei lá como é o nome do idioma deles em Português). São nomes como "baixo", "prático", "branco", "versátil", e poraí vai. Mas que para a gente são apenas palavras legais como "MALM", "NORESUND", "BEKVAN", entre outros.

Estava falando com o cara da Índia que tem nome Ocidental. O Bobby. O papo começou quando ele me disse que tinha um sanduíche vegetariano na cozinha e eu fiz uma cara de "nhé" (e o sanduíche até que era bom). Ele me disse que ele não costuma comer muita carne e que na Índia (ou pelo menos onde ele morava) ninguém cozinha carne em casa. Não se come carne todo dia e a maioria das pessoas fica mesmo com os vegetais e laticínios - carne se come em comemorações especiais ou em restaurantes. Interessante. Eu não tive coragem de perguntar para ele se os boatos de que não se deve beber água da torneira são verdadeiros.

Mas o cara é gente boa. Aliás, foi o cara da Índia junto com o cara da Suécia que me entrevistaram (fora o diretor da área de desenvolvimento). É engraçado ser entrevistado por um desenvolvedor que trabalho ao seu lado - a sensação de que ele é uma "autoridade" fica gravada por mais tempo.

Bom, lembrei de outra coisa interessante sobre a Índia. Se não me engano, a Índia, com o seu bilhão e uns trocados de habitantes, ganhou apenas 3 medalhas Olímpicas em todos os jogos. Nenhuma de ouro. Que coisa. Acho que é a falta de carne na dieta das pessoas.

:-)

Hoje eu vi "Shooter" na TV, agora está passando "O assassinato de Jesse James pelo covarde XXX", e eu acho que vou pegar a reprise depois do banho. O bom daqui é que se um filme passou na TV e você perdeu uma parte, dá para recuperar o resto depois. Tem uma tira do "Wood & Stock" (do Angeli) que mostra um dos protagonistas deitado no sofá da sala de madrugada. Lá pelas tantas ele vira, olha para a TV e diz "Não era um filme de cowboy? O que este NINJA está fazendo" aí, vira para o lado e volta a dormir".

Qualquer semelhança é mera coincidência.

...

Aqui em casa eu estou com um estoque vitalício de miojo, uma lata de feijão doce, restos de manteiga de amendoim e de uma geléia de morango, uns copos de iogurte que precisam ir para o lixo, um pacote de cookies que já não me inspira mais confiança, bastante pipoca, uma caixa vazia de biscoitos salgados e uma caixa quase vazia de cereais.

Eu já sei qual vai ser a primeira coisa que eu vou fazer quando eu receber - COMPRAS! Eu estou pior que o meu cunhado Danilo - pelo menos ele tinha umas plantinhas na casa dele - um pé de manga, umas alfaces e outras coisinhas - fora o estoque vitalício (para três gerações) de miojo e coca-cola suficiente para animar meia convenção dos fãs do Guerra nas Estrelas.

...

Sô, você também está fazendo falta :-). Eu vou indo, mas seria mais legal se vocês estivessem aqui. Mas eu acho que sobrevivo até vocês voltarem. O Arthur me perguntou no telefone "papai, o que você anda fazendo com o meu trem?", e eu disse "nada não, ele está lá, guardadinho". Acho que ele queria que eu dissesse "estou brincando com ele" ou algo do tipo.

Agora é hora de ir!

Fui

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

11 de Setembro

Hoje é o dia 11 de Setembro. Já fazem sete anos desde a fatídica data - 11 de Setembro de 2001.

Naquele dia eu fiquei em casa até um pouco mais tarde porque era meu rodízio. Fiquei vendo TV. Telecine. Não tinha idéia do que estava acontecendo - se eu tivesse visto alguma coisa na TV eu provavelmente nem teria ido trabalhar. No caminho eu liguei o rádio e ouvi o locutor falar alguma coisa sobre um "acidente" em que dois aviões tinham se chocado contra as torres. Não entendi nada, e ao chegar no trabalho falei para todo mundo o que tinha acontecido e ninguém acreditou.

Quando todos os sites de notícias estavam sobrecarregados a gente pensou "é, alguma coisa aconteceu".

Na hora do almoço que a gente viu as primeiras imagens inacreditáveis das torres caindo e dos aviões se chocando com a segunta torre. Naquele dia rolaram todos os tipos de boatos, de que os terroristas tinham 10 aviões em seu poder, que o congresso havia sido bombardeado, e poraí vai. Como se a verdade em si já não fosse inacreditável o bastante.

Eu até hoje tenho a revista Veja da semana seguinte ao acidente e eu nunca consegui comprar o jornal do dia seguinte. Foram dias de manchetes com letras garrafais nos jornais e pessoas se perguntando "como?". Algumas pessoas com um ódio incondicional aos Estados Unidos (e meio irracional também, já que estão vestindo seu tênis Nike, sua camisa Adidas e a sua cueca Calvin Klein) diziam que era tudo culpa deles, que afinal eles mereceram aquilo ou que o ataque foi obra do governo Americano.

Mas eu acho que a gente tem que parar para ver as pessoas.

E a única vez em que eu me emocionei por causa dos ataques de 11 de Setembro foi quando eu vi a cara de terror e desespero de quem estava lá ao vivo e viu as torres desaperecendo diante de seus olhos.

E eu fico pensando - se para mim, Brasileiro, o 11 de Setembro foi uma coisa marcante e, de certa maneira, aterrorizante, imagino para quem estava longe de casa e não pode pegar o avião para voltar - porque os aeroportos foram fechados. Ou quem teve o seu dia interrompido por um avião zunindo sobre a sua cabeça e explodindo na outra quadra.

E se fosse comigo? E se fosse no Brasil? Eu não ia aceitar outra resposta que não fosse a dos Estados Unidos - ir atrás de quem é responsável. Eu acho que a guerra do Afeganistão perdeu o sentido há muito tempo - o campo de Guantánamo e todas as humilhações que os soldados impuseram aos prisioneiros de guerra estão aí para provar que toda guerra é, de fato, suja - e o Bin Laden ainda está vivo. Mas as ações que levaram os Estados Unidos à esta guerra são compreensíveis - pelo menos é o que eu acho.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O bumba

A pedidos, vou maneirar nos maneirismos!

:-)

Eu achava que eu falava "a gente" demais, mas nunca reparei no "mesmo". Mas é mesmo, eu mesmo acho que eu falo a palavra mesmo demais!

:-P

Elaine, você ia ficar pasma com o que eu falo de "So...." em Inglês. É "então" pra lá, "então" pra cá, é uma beleza. É uma palavrinha tão curta que eu fico tentado a colocar antes de cada frase!

...

Hoje eu fui trabalhar de ônibus. Ontem eu fui dormir bem cedo, um pouco depois das dez, e eu tive energia para levantar às sete e meia da manhã. Saí de casa, passei um pouco de frio esperando o ônibus e para minha surpresa ele estava vazio (estranho usar "ele" ao invés de mesmo). O outro ônibus, que vai do centro da cidade até o meu trabalho (carinhosamente chamado de "hell bus", já que ele vai do Bowness até o Forest Lawn, bairros que estão na lista dos piores da cidade) estava bem vazio também. Este ônibus é o número 1, que eu carinhosamente chamo de ônibus dos "doidinhos" já que ele provavelmente passa perto de algum centro de apoio às pessoas com necessidades especiais. Eu nunca vi tantas pessoas adultas com síndrome de Down - e com tal grau de independência - e, sinceramente, isto é uma coisa para se aplaudir o Canadá de pé!

Neste ônibus tinha um homem no ônibus que aparentava ter uns 40 anos e que tinha síndrome de Down. Se não fosse pelas características físicas da doença, sem exageros, seria difícil distinguir ele de uma pessoa "normal", a não ser pelo fato de que os portadores de síndrome de Down são mais simpáticos e abertos à conversar do que a maioria das pessoas. Eu não sou um profundo conhecedor da doença, mas olhando aquele homem seguro de si, bem vestido e conversando com todo mundo, eu só pude mesmo pensar em toda a estrutura de apoio que ele deve ter tido desde criança, na escola, com a família, com uma sociedade mais esclarecida e mais tolerante.

Outra coisa boa de ir de ônibus hoje foi poder ver de fato a rua e tudo à sua volta (sem precisar ficar prestando atenção no carro da frente), ainda mais porque hoje o dia estava especialmente bonito. A única coisa ruim é que realmente demora mais, eu gastei quase uma hora indo para o trabalho. Mas faz parte - amanhã, se bobear, eu repito a dose.

Respondendo uns comentários:

Juliano:

Arrumar um survival job que pague até uns 15 dólares por hora é bem fácil. Dá para viver uma vida razoável com 15 dólares por hora? Se você viver sozinho, talvez. Se você vier com família, é muito pouco, a sua esposa vai ter que trabalhar também (considerando que ela ganhe também um salário similar) para vocês poderem alugar um apartamento ou uma casa de dois quartos e poderem viver uma vida razoalvemente confortável.

Agora, conseguir trabalhar como advogado aqui é bem difícil. Na verdade, está mais para o impossível. A Cecília, do Pinguiland, é advogada mas vai ter que começar do zero para poder exercer a profissão no Canadá. Toda a educação obtida no Brasil é inútil aqui já que as leis são diferentes.

Dá para alugar um apê de dois quartos por uns 1000, 1200 dólares e uma casa por uns 1300, 1400 dólares.

Ana:

Tem umas cenas que são mesmo pesadas no "Green Mile". Na verdade, são algumas :-). Mas que o filme é bom mesmo, isso ele é, né?

...

Bom, isso aí. Estou escrevendo deitado no sofá e minha mão está começando a doer, esta não é uma posiçào muito boa para ficar escrevendo no computador.

Fui!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Tchau, verão!

O coitadinho do verãozinho está acabando. 8 graus hoje à noite. Mínima de 3 graus hoje à noite - como diria o cara da rádio (XL 103, eu devia ganhar uma comissão por fazer propaganda deles), são 3 graus X-Celsius. O cara da rádio nem gosta mais de dar a previsão do tempo de tão ruim que o mesmo anda ultimamente.

E quando eu cheguei em casa hoje parecia que eu estava entrando em uma geladeira. Tinha uma frestinha na porta da varanda e a chaminé estava aberta. Nada que 20 minutinhos com o aquecimento no talo não resolvam. O peixinho estava bem, obrigado, nadando em círculos no seu aquário circular. Acho que ele é um Beta feliz. Eu passei frio foi quando eu entrei no carro na hora de ir embora do trabalho - em qualquer carro, o ar quente demora uns minutos para começar a sair já que (se não me engano) o aquecedor de ar usa o calor do motor para aquecer o ar (me lembrei da minha professora de Português que me falava para não repetir as palavras). Assim sendo, o carro tem que funcionar por alguns minutos antes do ar começar a sair quentinho.

Aliás, falando em esquentar o carro, dizem que é inútil aquecer o carro por mais de 30 segundos nas manhãs frias. A melhor coisa é mesmo dar partida, esperar uns 10 ou 15 segundos e não sair cantando pneu. O melhor jeito de aquecer o motor do carro é andar sem acelerar muito nos primeiros minutos do trajeto. Eu venho fazendo isso - seguir o manual de vez em quando não faz mal à ninguém. Aquecer o carro por mais de 30 segundos é desperdiçar gasolina.

Modéstia opinião, a melhor coisa mesmo para ter um carro confortável e quentinho pela manhã é gastar um pouco mais e comprar um carro com bancos aquecidos - e talvez quem sabe até um volante aquecido (tem carro que tem). Um dia, quem sabe?

Para quem não passou um inverno aqui ainda e está acostumado ao carro no Brasil que fica um forno quando exposto ao sol - quando eu pegava carona para o trem nos dias de -30 graus no meio do inverno, o lado de dentro do carro também estava a gélidos -30 graus. Haja casaco. Se está frio, o carro vai ficar frio - não tem acordo. Nunca esqueça uma lata de refrigerante ou uma caixa de cervejas dentro do carro - você vai ter uma surpresa desagradável pela manhã. Nunca deixa equipamentos eletrônicos como notebooks, máquinas fotográficas e afins - eles demoram algumas horas para "reviver" depois de expostos à temperaturas muito baixas. O Curtis, meu amigo da Ucrânia, achou que o notebook dele tivesse morrido de vez depois que ele esqueceu o mesmo no carro em uma noite em que fez -35 graus. O coitado reviveu, mas a bateria nunca mais foi a mesma.

...

Hoje eu tive uma reunião com o pessoal de Toronto no trabalho. Eu sou meio que o "cliente" para uma aplicação que eles estão fazendo. Uma hora um dos caras de lá começa a falar e eu não entendo absolutamente NADA - dez minutos depois, quando a reunião acaba, nós três nos perguntamos se alguém conseguiu entender ALGUMA coisa do que o cara disse, e vimos que o problema era o "Mr É" (ééé, então, é, sistema, é, éééé, é ). Foi engraçado que o meu gerente me disse que é obrigação dele falar um Inglês razoável para poder se comunicar com o resto do time, já que ter Inglês como segunda língua não é desculpa - provavelmente metade da equipe é de fora do Canadá.

...

Hoje estava passando "O império contra-ataca" na televisão. Vi a primeira meia-hora de filme e a última hora e meia (o filme começou às sete da noite e acabou às dez). A hora que eu não vi eu estava apagado, roncando no sofá da sala. Depois que eu roubei o edredon do quarto do Arthur eu durmo na sala que é uma beleza.

...

Que mais? A Soraya achou a música do Wall-E na Internet (Put Your Sunday Clothes), eu não vou colocar o vídeo aqui senão eles removem o mesmo - qualquer coisa é só procurar no YouTube. O Arthur ADORA a música do Wall-E. Ele ficou todo feliz. Este é um filme que a gente vai comprar quando sair em DVD - eu acho que a gente tem todos os filmes da Pixar menos o Monstros S/A e Vida de Inseto (e Ratatouille, mas este eu gostaria de comprar).

...

Neste final de semana, se o tempo ajudar, vou dar uma passeada no centro da cidade. Acho que vou até o Prince Island, no centro da cidade. Ou em algum outro lugar. Logo, logo, eu vou ter uma bicicletinha e estes passeios ficarão mais interessantes - ou a mesma vai ficar guardada até Maio do ano que vem (se o tempo não colaborar).

É, éééé. É isso aí. É.

Fui!

TV

Estava vendo um filme do James Bond na TV. Acho que era "O mundo não é o bastante". Se não me engano o canal era o CityTV, o canal com os...

...piores comerciais da televisão!

Tem um comercial de colchões que é o "must". Um dos vendedores está com um colchão preso nas costas, e vem o outro vendedor com cara de bobo e pergunta "porquê você está com este colchão nas costas?". O vendedor com cara de Danny De Vito responde "você vai ver".

Nisto entra uma mulher correndo na loja, pula em cima do cara e deita em cima dele, agitando as pernas, e o vendedor com cara de bobo dá uma risada boba e diz "é o dia das vendas doidas (ou qualquer outro adjetivo) na loja tal". E o vendedor que está embaixo da mulher que fica agitando as pernas diz algo como "eu adoro os dias das vendas doidas".

Qualquer mensagem subliminar é mera coincidência.

E o canal que passa Tom & Jerry no fim depois das onze da noite (e que o Arthur costuma assistir durante as férias)? Estamos lá, família reunida, pipoca, Arthur entretido com o desenho, e entra o comercial. Aparece uma destas loiras estilo Canadense (leia-se "peituda"), fazendo voz sexy e pose provocante para anunciar um daqueles serviços de "ligue para mim que eu vou te fazer feliz".

Acaba o comercial e volta o Tom & Jerry.

Não quero ser um daqueles pais típicos do sul dos Estados Unidos (estado da Virgínia, por exemplo), mas é um pouco demais, não é?

Voltando à CityTV. Como o nome diz, é uma TV da cidade. Provavelmente daqui, eu diria. Eles passam uns três comerciais diferentes da AMA (Alberta Motor Association), e eu só consegui entender um. Meu vizinho (o da gata rabugenta) é publicitário e faz comerciais para jornais e também televisào, eu acho. Preciso perguntar para ele que comerciais ele faz e lembrar de não falar mal da profissão alheia. Acho que da última vez que ele veio aqui eu copiei a frase de um filme:

"Comerciais são uma arte! Você tem que passar uma mensagem para o telespectador em apenas 30 segundos!"

Pena que eu não lembre mais o nome do filme.

Mas NADA supera o comercial do cara MEGA barbudo - eu acho que ele NUNCA mais vai conseguir raspar aquela barba - que anuncia uma espécia de massa plástica que cola absolutamente tudo. Infelizmente, eu não consigo lembrar o nome em Português, a única coisa que me vem na cabeça é Vedacity e isso me acaba com a memória, é que nem querer lembrar de uma música com outra na cabeça. O cara é pentelho, mas olha, eu fiquei com vontade de comprar aquele negócio só para ver se é tão bom como eles anunciam. Dá até para puxar um caminhão com aquele troço cinza!

Falando em barba meu pai está sem bigode. É um pouco estranho que eu me acostumei com ele de bigode - mas eu acho que deve dar muito trabalho. Choque total e completo seria se o sogrão tirasse o bigode, eu acho que se a Soraya conseguisse achar uma foto dele criança lá estaria o bigode a tiracolo.

...

Eu ando falando bastante da TV - é que eu ando assistindo bastante TV. Filmes, séries, programas no Discovery Channel e comerciais bobos. Depois de assinar a TV digital eu reparei que o mesmo filme costuma passar em dois canais ao mesmo tempo - e o mesmo filme, dependendo do canal, passa 4 vezes na TV no mesmo dia. Ainda bem que eles não andam passando "A espera de um milagre" senão eu nào ia mais dormir.

...

Hoje de manhã o trânsito estava mais conturbado do que o normal - e eu com a luz da gasolina acesa. Foram 20 minutos de desespero até eu chegar em um posto de gasolina - que tinha uma Startbucks do lado, onde eu terminei de gastar o cartão de dez dólares que a recrutadora me mandou como "muchas gracias" por eu ter indicado um ex-colega de trabalho.

Se você SEMPRE quis colocar gasolina no seu carro, venha para o Canadá. Aqui, na maioria dos postos de gasolina, é você que abastece o seu carro. Pega a bomba, coloca no bocal do tanque, aperta o gatilho, espera o tanque encher (ou dar 30 dólares, que era o meu limite para hoje), vai no caixa, fala o número da bomba e paga (em alguns lugares você passa o cartão de débito antes e o pagamento é feito na hora em que você termina de abastecer).

Segundo o cara da XL103, a rádio que eu vou ouvindo no trajeto casa-trabalho-casa...

(pausa - tem alguém que sempre passa de skate na minha rua na mesma hora - umas onze da noite. A única coisa que eu ouço é um trul-trul-trul-trul-trul, igual à um carro passando em cima de ponte. Eu sempre me assusto porque é um barulho MUITO estranho - mas só são as rodinhas do skate passando por cima da junção entre os pedaços da calçada)

Bom, voltando. Segundo o cara da rádio, até uns anos atrás todos os postos de gasolina eram "full-service" - igual ao Brasil, com seres humanos abastecendo o carro, mulheres em uniformes reluzentes limpando os vidros (palavras do locutor), e poraí vai. Mas a Petro Canada que inventou a mania do "self-service" e as grandes redes aderiram à moda. Em tom de revolta, ele bradou - "pois é, se deixarem, em uns anos a Petro Canada vai dar o óleo crú (petróleo) para os consumidores e dizer 'vai lá, faça a sua gasolina' ".

Foi engraçado na hora (eu falo isso bastante quando conto piadas para os meus amigos).

Falando em rádio, a XL103 é uma rádio que toca música das antigas. Sempre rola um Beatles e outras músicas boas de bandas que não existem mais. É bom mesmo já ouvir o MP3 pelo adaptador que eu comprei na Canadian Tire é que nem ouvir rádio AM dentro de um túnel. Uma bela de uma m*. Só presta para ouvir Black Sabbath, já que a música vem sem agudos de fábrica.

...

Esse meu blog está mais parecendo um diário. Hoje eu tirei a louça suja da pia e coloquei dentro da máquina de lavar louça, dei comida para o peixe (que está nadando feliz da vida no seu aquário limpo), quase dormi no sofá, acordei, fiquei com sono de novo, fui tomar um banho antes de ir para a cama, perdi o sono e aqui estou escrevendo no blog.

Só para fechar, comecei a trabalhar de verdade no emprego novo. Acabou o treinamento.

Fui!