domingo, 30 de março de 2008

Domingo para Segunda

Acordou cansado? Não é amanhã que vai dar para descontar!
Não pegou trem o final de semana inteiro? Amanhã não tem como escapar...
Não tomou café o final de semana inteiro? Amanhã você vai tomar aquela droga de café do escritório...
Bundou o final de semana inteiro? Amanhã não vai dar mais não!

Amanhã ninguém sabe!

Fui!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sexta-feira!

Sexta-feira!

Acordou cansado? Amanhã você dorme mais!
O trem estava uma droga? Amanhã não vai precisar!
O café do escritório estava uma droga? Amanhã você faz o seu!
Queria ficar bundando o dia inteiro? Faz isso hoje!

Fui!!!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Canadá

Embora esse blog se chame "me at canada", faz um tempo que eu não escrevo sobre o Canadá (vida no Canadá, diga-se de passagem). Bom, em homenagem ao título, vou contar parte das minhas aventuras quando a gente começou a se estabelecer aqui. Eu vim para cá com emprego arrumado, uma empresa que nem passa perto de ser um oásis de confiança e estabilidade, mas a vontade de vir era tanta que a gente resolveu arriscar mesmo assim. Bom, a aventura começou no fim de 2006, mas a gente veio mesmo foi no meio de 2007. E é para lá que eu vou.

Embarquei no dia 4 de Junho de 2007, em São Paulo, rumo à Calgary. Para variar, saí do Brasil sem um pingo de dinheiro, quer dizer, eu tinha alguma coisa só para poder comer e me virar nos primeiros dias. Coisa de 200 dólares. Nada que chegue perto dos milhares de dólares que um residente permanente tem que trazer. Pois bem. No aeroporto, foram me buscar no terminal errado (foram para o desembarque internacional), pois achavam que já que eu estava vindo do Brasil, tinha que estar por lá. Ledo engano, o avião faz escala em Toronto, caras pálidas.

Primeiro dia, conhecer o pessoal do trabalho, curtir os 25 graus do verão Calgariano, ir para o hotel, abrir o berreiro de saudade de casa (eu vim sozinho, a Soraya e o Arthur vieram depois), ir comer no SubWay e não saber que alface é lettuce, que pepino é cucumber e que tomate é tomatoe. Tinham me dito que o hotel tinha uma estrutura boa, e isto tinha mesmo, mas ninguém comentou o fato do bicho ser mais cafona do que seria a casa do filho do Fagner com a Fafá de Belém. Até espelho fumê no elevador o coitado tinha.

Foi uma época de descobertas. Descobrir que a porta do ônibus não abre sozinha e passar vergonha pedindo para o motorista abrir. Descobrir que o trem para o sul e para o norte passam no mesmo trilho no centro da cidade, depois de andar cinco quarteirões procurando o trem que ia para o outro lado. Ver que o café daqui até que é decente se for tomado com creme ou com leite, que a Chapters é sensacional, que não dá para abrir ficha em quase nenhuma locadora se a gente não tiver cartão de crédito, e que SW é melhor que NE. Conhecer o WalMart daqui (deve ser uma vontade de muita gente) e ver que as coisas são baratas, mas que o bicho é meio feio. E foi ver gente de tudo que é canto do mundo.

O primeiro mês foi de devaneios pela cidade para passar o tempo, já que a família continuava no Brasil. Fui em vários lugares da cidade, ainda mais porque o sol ia até às onze horas da noite. Foi bom, mas a saudade apertava.

Umas três semanas depois que eu cheguei, ficou acertado que a Soraya e o Arthur iam vir para cá. Como eu tinha comprado uma máquina fotográfica, um iPod e umas outras besteirinhas, não tinham sobrado muitos dólares para comprar os móveis, mas mesmo assim o que tinha dava para comprar alguma coisa. Fiz uma lista, fui na Ikea, mas só comprei dois terços do que eu tinha planejado porque sempre tem umas coisas que a gente esquece (por exemplo, roupa de cama). Neste meio tempo também eu arrumei um apartamento, o pessoal do escritório me emprestou umas panelas (boas), uma cama de ar (que deve ser boa só para acampar), uma TV sem controle remoto e mais uma meia dúzia de besteirinhas. Quando a Soraya e o Arthur chegaram, no dia 5 de Julho, nossa casa estava mais ou menos. A gente ainda tinha o colchão de ar, o Arthur já tinha uma cama, mas a gente ainda não tinha um sofá ou uma cama de verdade.

Os meses seguintes foram de várias idas à Ikea. Todo bom imigrante monta a sua casa com coisas de lá (é barato e é bonito), embora existam alguns probleminhas - a nossa cama tem umas quinas que são como um imã para os dedinhos do pé da Soraya. Mas eu também comprei o barato do barato, exceto pelos colchões, que são mais ou menos. A verdade verdadeira é que se tivesse uma Ikea no Brasil ia ficar bem mais barato para montar uma casa. Nada de casas Bahia com aqueles móveis cor de caramelo queimado com vidrinhos nas portas (eu sei que é questão de gosto, mas eu acho aquilo feio de morrer - o hotel tinha móveis neste estilo). A verdade é que os nossos seis primeiros meses aqui foram de adaptação. Depois disso, a gente mudou de casa e entramos em uma outra fase, de "viver" aqui mesmo.

A diferença principal para a gente foi o lugar para morar. De um apartamento "enterrado" para uma casa "elevada". Foi como ir da água para o vinho. Lareira, varanda, três quatros, rua calma, dez minutos a mais para ir para o trabalho mas fazer o quê? Depois disso a gente comprou uma TV nova, uma mesa de jantar que a Soraya não consegue pintar da cor que quer e mais umas besteirinhas. Ainda tem coisa para comprar, mas agora podemos dizer que a casa está 90% completa.

Que lições dá para tirar deste período todo?

> A experiência passa a ser mais agradável a partir do momento em que você começa a viver em um lugar que tem mais cara de permanente do que temporário;
> Para mim as coisas ficaram mais fáceis depois de 6 meses, mas isto pode estar profundamente relacionado com o fato de eu ter ido viajar para o Brasil no começo do mês;
> Criança aprende mesmo inglês rápido. Não é lenda;
> Se você usar o Inglês no dia-a-dia, e prestar atenção nos seus erros, invariavelmente a sua fluência vai melhorar bastante;
> Tudo aqui funciona à base de depósito de segurança. Conta de luz e aluguel, tem que dar um (ou uns) mes (es) adiantado(s) para eles terem de onde tirar se você der calote. Eles devolvem o dinheiro corrigido, mas com as taxas de juros de primeiro mundo aplicadas aqui no Canadá, nem adianta se animar;
> Nó cego é nó cego em tudo que é lugar do mundo;
> E o povo aqui é super simpático. Tem umas exceções, como os moradores de rua do centro da cidade e alguns Indianos e Paquistaneses. Os povos africanos são bastante simpáticos e conversam bastante, assim como latinos em geral;
> Você vê muita gente com necessidades especiais (para falar politiquês) na rua, assim como muita gente de cadeira de rodas, bengalas e outros aparatos. Não é porque tem mais do que no Brasil não, é porque a cidade dá estrutura para estas pessoas poderem sair de casa. É um país mais justo para quem precisa de ajuda do estado;
> E a cidade é bonita. E vale a pena, ainda mais se a gente conseguir executar o projeto Brazil Every Year ou, quem sabe, o Brazil Twice a Year :-).

Isso aí. Hora de ir tomar banho!

Fui!

Sonhos de consumo

Acho que estes são os meus sonhos de consumo, versão 2008:

Um carrinho velho:


Uma máquina fotográfica nova:


Uma churrasqueirinha nova, pequena e a carvão:


E carvão:


E carne:

"if cows could eat you, they would"

E amigos para visitar:

(inferno é o Roberto Carlos cantando em Espanhol)

Falando em amigos, o Kb.Lo e a Sabrina estão vindo para cá em Maio!!! Aêêê!!! Espero estar com a churrasqueira, o carro velho e a carta até eles chegarem!

Que mais?

> Umas roupas novas que até o pessoal do escritório já me elogia quando eu apareço com alguma peça de roupa inédita (isso aconteceu em todos os escritórios onde eu trabalhei, menos na Cosipa, onde a gente usava uniforme);
> A Soraya quer uma tatuagem nova;
> Eu quero duas caixinhas de som para ligar no DVD que a minha TV corta o som às vezes, quando o volume é muito baixo. O pessoal do trabalho falou para eu deixar de ser besta e comprar logo um surround ssssound, mas eu não quero ficar com aquele monte de fios e caixinhas espalhadas pela sala;
> Já tenho um roteador WI-FI! Vinte doletas por um usado de um cara do trabalho. Para que comprar um novo se o usado funciona? Não gasta, não é mesmo? Agora é comprar o adaptador WI-FI USB e aí adeus cabo de rede que fica desconectando toda hora. Pobre é foda.

E agora eu vou comer.

Fui!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Time + The Great Gig In The Sky

Eu devo ter mais de 1000 músicas no meu computador. É meio inútil porque tem umas que eu nunca ouço, mas com centenas de gigabytes de espaço, tanto faz. É só baixar e largar aqui. E hoje eu resolvi ouvir Pink Floyd. E então The Dark Side of The Moon. E então...

a sequência TIME e THE GREAT GIG IN THE SKY.

É nego. Time foi a música que me fez comprar uma guitarra. E eu nunca aprendi a tocar o solo direito. The Great Gig In The Sky eu comecei a ouvir com mais cuidado depois que o Chuck falou que achava duca. E não, a mulher que canta não é negra, por mais "potente" que a voz dela seja ao cantar esta música. Impressionante.

Duca! Acho que são as duas músicas preferidas da minha banda preferida, quando tocadas juntas.

Agora vou trabalhar que já enrolei demais.

Primavera

É primavera por estas bandas. No Brasil, Outono. Dizem os geógrafos que aqui deveria esquentar e que no Brasil deveria esfriar, mas entre os trópicos a coisa nunca esfria muito e perto do círculo polar ártico, a batalha entre o sol e o resto do inverno só começa a "esquentar" a partir de Maio (trocadalho do carilho, como diria o Fabrício).

A Soraya está doida por um dia de calor. Ela diz que eu estou mais tranquilo porque eu fui para o Brasil, o que eu acho que é verdade, já que eu passei bastante calor por lá (ou poraí, depende de onde você, leitor, está agora). O povo do trabalho também está bem ansioso pelo verão. Eu estou ansioso por ver logo as folhas nas árvores, porque agora parece a paisagem do filme "A Bruxa de Blair". Tirando os pinheiros, que assim como os esquilos, não hibernam. Aliás, tem esquilo a rodo aqui. Não é a toa que eles estão em quase todos os filmes infantis que se passam no hemisfério norte e que tem algum tipo de animal.

Verão, verão. Calor, calor. Ontem eu vi um filme chamado Fargo e até fiquei com frio de tanta neve que tinha por lá.

Que venham os Chinooks!

E eu vou trabalhar que já é hora. Não escrevi muito, depois complemento. Fui!!!

terça-feira, 25 de março de 2008

Bobagens

Vou falar de um monte de coisa e de nada ao mesmo tempo...

> Hoje eu peguei um caminho diferente para ir até o trabalho. Meio revoltado por motivos alheios à minha vontade, resolvi dormir até mais tarde, mexer no computador de manhã, ir devolver os filmes, e por fim ir pegar um ônibus diferente, o 72, que passa ao lado de um campo de golfe, o Shaganappi, depois na Universidade de Calgary, no Alberta Children Hospital, depois por um monte de nada, até que eu chego no meu ponto de ônibus, desço, vejo que estou só 45 minutos atrasado e ainda resolvo passar no Tim Hortons para comprar um café e uma bagel com cream cheese. Eu ainda tentei desvirar a borda do copo de café para ver se ganhava um carro, mas para variar nunca ganho nada. Cheguei no trabalho depois das dez, recebi um "good afternoon", que foi prontamente respondido com um grunhido que disse algo como "bood", e comecei meu dia;
(fim dos links em cada palavra - dá muito trabalho)

> Falando em dia, meia hora depois de eu chegar, um dos meus queridos colegas de trabalho veio correndo me dizer que uma das arquiteturas que eu tinha escolhido (para fazer a integração entre a autenticação dos usuários) não era boa porque era "coupled" e não fazia o code ficar "beautiful" (ele disse isso umas cinco vezes). Não adiantou eu argumentar que a arquitetura era "duca", igual à que o Google usava, que todo mundo tinha aprovado, que funcionava, blá, blá, blá, o que importava é que era ruim porque era "coupled" (acho que ele não sabe o que a palavra quer dizer), que o code não era "beautiful", e que quebrava tudo de "bom" que o sistema tinha. Logo ele que não sabe dos conceitos mais básicos de programação. Ninguém merece. A discussão terminou com um "faz melhor" meu para ele;

> Tem uma expressão aqui que é "you talk the talk, but you walk the walk?", que seria algo como "você fala um monte, mas e fazer, faz?", que foi mais ou menos o que eu quis dizer quando eu falei "faz melhor, mané";

> À tarde eu fui conversar com o big boss e ele me disse que queria colocar mais um programador júnior sobre meu comando. A idéia dele é que eu tirasse um dia por semana para orientar o coitado, na esperança de que desta maneira ele adquirisse experiência profissional. Faz-me rir. Se fosse assim, seria fácil. A minha sorte é que o outro chefe estava por lá e disse que isso também era besteira, e que não adiantaria contratar mais um júnior, que isso só ia me sobrecarregar mais, etc, etc, etc (se eu deixar de revistar alguma coisa antes de colocar em produção, pára tudo - o que aconteceu quando eu saí de férias). Depois finalmente eu disse que um dos meus subordinados "não dava mais não" e fui embora, deixando a batata quente por lá;

. Eu já colaborei na demissão de umas duas ou três pessoas na minha carreira profissional. "Ravi, tem jeito?", no que eu costumo dizer "olha, aqui não dá mais não, mais atrapalha do que ajuda". Tá ruim? É melhor demitir do que puxar todo mundo para baixo. Eu tinha uma chefe que preferia demitir caras bons a caras ruins porque esses iam poder arrumar emprego mais rápido. Coitado do último cara bom que ficar por lá;

Vou parar de falar de coisas do trabalho que é meio chato. Tenho um filme para ver, Fargo, que acho que vou começar a ver agora, 11:17 da noite. Amanhã meu dia vai ser MUITO produtivo. Vou nessa. Preciso pensar numa mentira para publicar aqui. Espero que seja algo como "não ganhei na loteria", "não tive aumento" ou algo do tipo. Ahaha, como sou engraçado.

Vou dormir meus amigos. Quer dizer, vou ver o filme.

Fui!!!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Monday

Piscina

Nada como uma Segunda-feira com neve para começar a semana. Hoje eu acordei e fiquei surpreso em ver tudo branco do lado de fora. De onde veio esta neve toda? Quer dizer, "toda" é força de expressão, acho que nevou uns dois centímetros, no máximo. É pouco, e eu espero que esta neve derreta toda até eu chegar em casa, já que aí eu não preciso limpar a calçada.

E ontem a gente foi na piscina pública aqui perto, o Killarney Acquatic and Recreation Centre. O Arthur curtiu tanto, mas tanto, que eu acho que vou começar a ir todo Sábado. E vou comprar um short decente para entrar na piscina, já que a minha bermuda jeans não é a vestimenta mais adequada para isso. Ontem, Domingo de Páscoa, a entrada era gratuita. Talvez por isso a água tivesse TANTO cloro (e um pouco de sal). Tinha tanto cloro que tinha até gosto de sabão. Mas também com duzentas crianças sedentas por um banho de piscina (Arthur inclusive), é bom mesmo evitar que o xixi alheio se transforme em arma biológica.

Eles tem quatro piscinas por lá. Uma grande, de 50m de comprimentro e um metro e meio de profundidade. Uma outra, bem funda, de 3 metros de profundidade, é para ser usada para quem quer pular do trampolim, sabe nadar perfeitamente ou quer dar uma de macho (foi mais ou menos meu caso). Tem também uma morna e rasa, e uma outra QUENTE e também rasinha, que as crianças adoraram (a gente foi o com o Antônio e com o Renato - foi o Give Wive A Rest Day). Uma hora e meia depois e as crianças ainda tiveram energia para brincar no parquinho do lado de fora, até que o frio apertou e os pais resolveram que era hora de recolher a gurizada.

Sushi Party

Nada como um sushi que já vem com raiz forte:



Nada como um Russo para cuidar das crianças:



e:



Brasil il il:



A mesa onde os sushis, sashimis e outros shis eram preparados:



O Arthur já ficando popular com as garotas:



E o menino treinando para quando for a hora de esquiar:


(óbvio que ele queria que o óculos fosse de maquinista)

Quase todo mundo:


(o "sushi man", Tailandês, é o da direita)

Mais uma:



E este é o álbum:

Sushi


Bom, a festa foi legal, esquema festa daqui (sem videogame ninguém se encontra), mas foi legal mesmo assim. Sushi, cerveja, inglês enrolando a língua e vamos embora. Eu descobri que a Zanika (a menina beijando o Arthur na foto lá em cima) joga videogame três vezes melhor do que eu. Faz parte.

E, para variar, curtas!

. Sábado a gente foi jantar em um restaurante grego aqui perto. A idéia era ir em um Português, mas eles não funcionavam mais, e a churrascaria Brasileira tinha fechado para a páscoa. Mas não faz mal, até que os gregos sabem cozinhar bem;
. Blockbuster é boa, mas é mais cara que a Rogers; Tem uma aqui perto. Tecnologia de ponta na Blockbuster, o cara escreveu meus dados com uma caneta, colocou uma fita adesiva e "fez" um cartão de sócio, coisa fina;
. Vi alguns filmes nestes últimos dias. I am Legend é um bom filme de zumbi, No Country for Old Men é um bom filme com um final médio, 30 Days of Night é um bom filme de vampiros, e Enchanted é bom para dar umas risadas;
. Eu também vi Apolo 13 na TV. Esse filme é dos bons. Top 13. Toda vez que está passando na TV, tenho que parar e ver. Que nem À Espera De Um Milagre ou Um Sonho de Liberdade.

E agora eu vou voltar para o trabalho. Depois escrevo-lhes mais neste espaço.

Fui!

sábado, 22 de março de 2008

Mais lendo do que escrevendo

Eu escrevi no blog pela última vez há quatro dias porque eu ando mais com vontade de ler do que escrever :-). Mas eu tenho umas fotos novas para colocar aqui e umas historinhas para contar, e mais tarde eu vou atualizar tudo!

Por enquanto, fui!!!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Movies

Uma das coisas mais legais que eu trouxe do Brasil nesta última viagem foram os nossos DVD's. Não são muitos, mas são os que importam. Eu gosto muito de algums filmes e algumas séries, e de vez em nunca dá vontade de rever alguma coisa. Neste fim-de-semana, por exemplo, eu assisti Náufrago:



E na semana passada, foi a vez de Band of Brothers:



Eu não sinto que um filme bom foi assistido de fato até que eu o veja pela terceira vez. Não sou que nem o Arthur, para quem não conhece um barrigudinho que mora lá em casa, que já viu o mesmo filme do Thomaz 50 vezes. O moleque é fora de série. A gente já decorou totalmente os diálogos de alguns filmes infantis.

Como eu não leio livros (não por escolha moral, tipo "não como carne", mas sim porque eu sou preguiçoso), toda a literatura que eu posso absorver vem dos filmes. Talvez por isso eu tenha uma memória fenomenal para lembrar de nomes e cenas de filmes. A gente almoçando ontem e eu só peguei a frase "tinha aquele outro filme, antes, também, tipo Matrix", e eu só emende "13. andar".

Outro dia meu chefe antigo falando de um filme em que o moleque tem uns poderes especiais e pode gerar energia, mas ele não sabia o nome, e eu emendei "Energia pura". E poraí vai. Um dia o Kb.Lo estava em casa zapeando com o controle remoto quando apareceu uma cena de um hospital, coisa de um segundo. Ele mudou de canal e eu disse "volta que vai explodir uma bomba atômica". Sem entender muito ele voltou para o canal e disse "cara, você está doido, a mulher está em um hospital", quando BUUUUM, explode a bomba. Era a Soma de Todos os Medos, filme meio tosco com o tosco Ben Affleck. Olha o poster:


(tudo bem que morre meia dúzia de gringos e que o mundo poderia acabar, mas cara de mau na capa de filme, ninguém merece)

Bom, falando de Náufrago, é um dos meus filmes preferidos, talvez o filme preferido, primeirão da lista, top of the world, king of kings, fucker of fuckers. O lance do Wilson, da caixinha que ele não abriu e que tinha um telefone por satélite com bateria infinita + isqueiro e todo o resto. Eu gosto de quase todos os filmes que eu conheço do Tom Hanks, se bem que talvez não o tosco Matador de Velhinhas:


(este último eu só vi uma vez, de qualquer jeito - só para você não ver mesmo, todo mundo morre no final, menos a velhinha)

Isso me lembra que eu preciso passar na locadora e pegar os últimos lançamentos. Já faz mais de um mês que eu não dou o ar da graça por lá. Dizem que tem umas coisas boas poraí, vamos ver.

E já que a minha vida não é filme, preciso trabalhar!

Fui!